José: Onde está Deus quando tudo parece dar errado?
Esboço de pregação biográfica sobre José em Gênesis 37 a 41, com lições para os momentos em que a vida parece caminhar na direção contrária ao que esperávamos. Sermão ideal para cultos de jovens e perseverança.
Resumo do esboço
TEMA: QUANDO TUDO PARECE DAR ERRADO
TEXTO DA PREGAÇÃO: Gênesis 37 a 41
“O Senhor, porém, estava com José…” (Gn 39:21)
PROPÓSITO: Consolador e encorajador, mostrar que circunstâncias adversas não significam ausência de Deus. Mesmo quando não entendemos o caminho, podemos permanecer fiéis porque Deus continua presente e conduzindo nossa história.
INTRODUÇÃO
O que fazer quando aquilo que estamos vivendo parece completamente diferente daquilo que Deus nos fez sonhar?
Essa pergunta poderia resumir boa parte da história de José. Ele teve sonhos de Deus ainda jovem, mas, depois deles, não foi direto para o palácio. Pelo contrário, durante algum tempo, parecia caminhar exatamente na direção oposta.
José tinha dezessete anos quando sua história ganha destaque (Gn 37:2). Era filho amado de Jacó. Recebeu sonhos que apontavam para algo extraordinário em seu futuro (Gn 37:5-11). Contudo, entre o sonho e seu cumprimento vieram experiências que José jamais poderia imaginar.
Alguns contrastes de sua história chamam nossa atenção:
- Tinha uma família, mas foi vendido pelos próprios irmãos (Gn 37:27-28).
- Prosperou na casa de Potifar, mas terminou injustamente em uma prisão (Gn 39:2-4,20).
- Ajudou o copeiro na prisão, mas foi esquecido por ele (Gn 40:14,23).
- Recebeu sonhos sobre seu futuro, mas atravessou anos em que as circunstâncias pareciam contradizer aquilo que havia sonhado (Gn 37:5-11; 41:46).
Humanamente, muita coisa parecia estar dando errado. Contudo, existe uma expressão que muda nossa leitura da história: “O Senhor estava com José” (Gn 39:2,21).
José nem sempre podia entender o que Deus estava fazendo, mas escolheu permanecer fiel enquanto Deus trabalhava.
Essa é a grande verdade: quando as circunstâncias mudavam, José continuava fiel; e quando os homens falhavam, Deus continuava presente.
Nesta pregação, quero destacar três momentos da vida de José que nos ensinam como permanecer quando tudo parece dar errado.
I. ODIADO, MAS OBEDIENTE (Gn 37:3-28)
1. Obediente a Deus. Mesmo cercado pelo ódio dos irmãos, José não abandonou aquilo que Deus havia colocado em seu coração. Os sonhos despertaram ainda mais oposição: “odiavam-no ainda mais por causa dos seus sonhos” (Gn 37:8). A rejeição não conseguiu afastá-lo dos propósitos de Deus.
2. Obediente ao pai. José sabia que seus irmãos o odiavam, contudo, quando Jacó o enviou para procurá-los, respondeu: “Eis-me aqui” (Gn 37:13). Ele foi até Siquém e continuou procurando até encontrá-los em Dotã (Gn 37:14-17).
José não permitiu que a hostilidade dos irmãos se tornasse desculpa para desobedecer ao pai.
O ódio dos irmãos não mudou quem José era, porque sua identidade estava firmada em Deus. Não permita que a atitude das pessoas determine sua fidelidade ao Senhor.
II. CALUNIADO, MAS ÍNTEGRO (Gn 39:7-23)
1. Íntegro diante da tentação. A mulher de Potifar insistiu para que José pecasse, mas ele declarou: “Como, pois, faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gn 39:9). José sabia que, mesmo longe de casa, continuava diante de Deus.
2. Íntegro mesmo quando fazer o certo lhe custou caro. José fugiu da mulher de Potifar, mas acabou acusado injustamente e lançado na prisão (Gn 39:12-20). Ele preferiu perder sua posição a perder sua integridade.
3. Íntegro mesmo depois de sofrer uma injustiça. Na prisão, José não permitiu que a amargura mudasse seu caráter. Logo, o carcereiro colocou outros presos sob sua responsabilidade (Gn 39:21-23).
A injustiça mudou o lugar de José, mas não mudou seu caráter. Quando fazer o certo lhe custar caro, permaneça fiel, Deus continua com você.
III. ESQUECIDO, MAS PERSEVERANTE (Gn 40:14,23; 41:1-14)
1. Perseverante mesmo depois de ser esquecido por quem ajudou. José interpretou o sonho do copeiro e pediu: “Lembra-te de mim” (Gn 40:14). Contudo, “o copeiro-mor não se lembrou de José” (Gn 40:23). A ingratidão do homem não paralisou José.
2. Perseverante mesmo quando a espera se prolongou. Depois que o copeiro saiu da prisão, passaram-se “dois anos inteiros” (Gn 41:1). José não sabia quando aquela porta se abriria, mas continuou esperando.
3. Perseverante até chegar o tempo determinado por Deus. Quando Faraó teve seus sonhos, o copeiro finalmente se lembrou de José (Gn 41:9-13). Então “mandou Faraó chamar a José” (Gn 41:14). O esquecimento terminou quando chegou a hora preparada por Deus.
O silêncio não significa que Deus se esqueceu de você. Quando a espera se prolongar, permaneça fiel, porque Deus continua trabalhando mesmo quando você ainda não consegue ver.
CONCLUSÃO
José descobriu que nem sempre fazer o certo significa que tudo dará certo imediatamente.
Ele foi odiado, mas permaneceu obediente.
Foi caluniado, mas permaneceu íntegro.
Foi esquecido, mas permaneceu perseverante.
As circunstâncias mudaram, mas José não permitiu que elas mudassem seu compromisso com Deus. E, acima de tudo, Deus não mudou. No momento mais difícil de sua história, “O Senhor, porém, estava com José” (Gn 39:21).
Talvez essa seja a pergunta de alguém hoje: Onde está Deus quando tudo parece dar errado?
Ele está onde sempre esteve: presente, sustentando, conduzindo e trabalhando, mesmo quando você ainda não consegue compreender o que Ele está fazendo.
Anos depois, José olhou para toda a sua história e finalmente conseguiu enxergar aquilo que não conseguia ver enquanto estava no processo:
“Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem.” (Gn 50:20)
A cova não parou os planos de Deus. Nem a calúnia… Muito menos a prisão.
Por isso, não deixe uma fase difícil definir o final da sua história. Permaneça obediente, íntegro e perseverante.
O Deus que realiza sonhos continua realizando seus propósitos na vida daqueles que estãos em suas mãos.
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