O sonho de Salomão 1 Reis 3: 9-10

Sermão Expositivo de 1 Reis 3 com o título: O sonho de Salomão.

TÍTULO: O SONHO DE SALOMÃO

TEXTO: 1 REIS 3: 9-10

INTRODUÇÃO

Salomão foi feito rei de Israel como o Senhor prometera a seu pai.

Alguém diz que “Deus escreve certo por linhas tortas”; foi assim que Deus procedeu com Salomão, e não com Adonias, o filho mais velho de Davi.

Através de uma “boa” negociação entre o rei, Bateseba (mãe de Salomão), Zadoque (o sacerdote), Natã (o profeta) e Benaia (filho de Joiada), concluiu-se que seria melhor apresentar Salomão e não Adonias, rei de Israel.

O príncipe mais novo aprendeu como agir, e Deus o aceitou, como veremos:

I. O QUE SALOMÃO DESEJOU DE DEUS (1 REIS 3:5)

1 Reis 3:5 afirma:

“E em Gibeão apareceu o Senhor a Salomão de noite em sonhos e disse: Pede o que quiseres que te dê”.

Salomão reconheceu a grande benevolência usada por Deus para com seu pai, pelo fato de Davi ter andado com o Senhor em verdade, em justiça e em retidão de coração perante a sua face.

O jovem rei então afirmou:

“Agora, pois, ó Senhor, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; e sou ainda menino pequeno, nem sei como sair, nem como entrar. E teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, que nem se pode contar, nem numerar, pela sua multidão” (1 Reis 3:7,8).

É fundamental então, compreendermos a pequenez de Salomão: sou ainda menino pequeno, nem sei como sair, nem como entrar” (1 Reis 3:7).

Notemos que ele não fazia o jogo de palavras.

Falava objetivamente que ainda era uma criança, muito pequena, incapaz de sozinho reinar Israel com sabedoria e discernimento divinos.

A menos que o Senhor o ajudasse, o seu reinado seria um fracasso.

A única coisa que Salomão pediu a Deus:

“A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu grande povo?” (1 Rs 3:9).

Ele pediu a Deus coisas “pequenas” e como resultado vieram “grandes” coisas.

“Esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, que Salomão pedisse esta coisa” (1 Rs 3.10).

II. O QUE SALOMÃO NÃO PEDIU, MAS ALCANÇOU (1 REIS 3-4)

Salomão não pediu a Deus como fazem os “adultos”, mas agiu como procede uma criança. Pois, não pediu muitos dias, nem riquezas, nem a morte de seus inimigos, mas solicitou entendimento para discernir o que era justo (1 Rs 3.11).

Respondeu o Senhor a Salomão:

“… eis que fiz segundo as tuas palavras, eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará. E também até o que não pediste te dei, assim riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias. E, se andares nos meus caminhos guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou Davi, teu pai, também prolongarei os teus dias” (1 Rs 3.12-14).

Tudo o que Salomão desejava “percebeu que era sonho”.

Mas o que ele sonhou tornou-se uma promessa, uma realidade de Deus.

Ele não se desapontou, mas esperou no Senhor.

“E veio a Jerusalém, e pôs-se perante a arca do concerto do Senhor, e ofereceu holocaustos, e preparou sacrifícios pacíficos, e fez um banquete a todos os seus servos” (1 Rs 3.15).

Jacó e José do Egito sonharam e Deus tornou os seus sonhos em algo visível, palpável.

O mesmo aconteceu com as visões de Salomão: Deus as transformou em
realidade.

Na verdade, fama e sabedoria de Salomão fizeram-se reais e constantes.

E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão e de todos os reis da terra que tinham ouvi- do da sua sabedoria” (1 Rs 4.29-34).

III. DEMONSTRAÇÃO DA SABEDORIA DE SALOMÃO (1 REIS 3-10)

Deus concedeu sabedoria e tranquilidade durante todos os quarenta anos do reinado de Salomão.

“Porém agora o Senhor, meu Deus, me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mal encontro” (1 Rs 5.4).

A sabedoria de Salomão foi reconhecida por Hirão, rei de Tiro.

“E aconteceu que, ouvindo Hirão as palavras de Salomão, muito se alegrou e disse: Bendito seja hoje o Senhor, que deu a Davi um filho sábio sobre este tão grande povo” (1 Rs 5.7).

A sabedoria de Salomão foi reconhecida pela rainha de Sabá.

“E disse ao rei: Foi verdade a palavra que ouvi na minha terra, das tuas coisas e da tua sabedoria.

E eu não cria naquelas palavras, até que vim, e os meus olhos o viram; eis que me não disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi.

Bem-aventurados os teus homens, bem-aventurados estes teus servos que estão sempre diante de ti, que ouvem a tua sabedoria! Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que teve agrado em ti, para te pôr no trono de Israel; porque o Senhor ama a Israel para sempre; por isso, te estabeleceu rei, para fazeres juízo e justiça” (1 Rs 10.6-9).

Salomão construiu com sabedoria, graça e temor o Templo a Deus, bem como o palácio real e os demais utensílios para uso da glória do Senhor (1 Rs 7-9).

IV. PECADOS E VELHICE DE SALOMÃO

Salomão se envolveu com muitas mulheres

“E o rei Salomão amou muitas mulheres estranhas, e isso além da filha de Faraó, moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, das nações de que o Senhor tinha dito aos filhos de Israel:

Não entrareis a elas, e elas não entrarão a vós; de outra maneira, perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses.

A estas se uniu Salomão com amor” (1 Rs 11.1,2).

2. Salomão perverteu o seu coração para a idolatria

“Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o Senhor, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai, porque Salomão andou em seguimento de Astarote, deusa dos sidônios, e em seguimento de Milcom, a abominação dos amonitas.

Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi seu pai” (1 Rs 11.4-6).

3. O pecado de Salomão causou a divisão de seu reino

“Pelo que disse o Senhor a Salomão: Visto que houve isso em ti, que não guardaste o meu concerto e os meus estatutos que te mandei, certamente, rasgarei de ti este reino e o darei a teu servo” (1 Rs 11.11).

CONCLUSÃO

John D. Drysdale chama-nos a atenção para os paradoxos divinos:

  • Vivemos quando morremos;
  • Triunfamos quando somos derrotados;
  • Conquistamos quando perdemos;
  • Somos fortes quando estamos fracos;
  • Exaltados quando nos humilhamos;
  • Maiores quando servimos;
  • Sábios quando simples;
  • Livres quando servos;
  • Possuindo tudo quando nada temos;
  • Recebendo quando damos ganhando quando perdemos.
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