5 Lições que Aprendemos com a Parábola da Vinha

Que lições aprendemos com a Parábola da Vinha? O Evangelho de Mateus contém muitos dos ensinamentos de Jesus sobre o Reino dos Céus.

O principal público de Mateus era o povo judeu, e seu propósito era provar que Jesus era o Messias.

Uma das técnicas que ele usa para fazer isso é citando passagens do Antigo Testamento e inclui os pensamentos de Jesus sobre o Reino dos Céus.

Por causa da profunda reverência do povo judeu por Deus, como demonstrado por eles usando Yhwh, e por respeito aos judeus, Mateus usou o Reino dos Céus em seus escritos em vez do Reino de Deus, mas ambos se referem à mesma coisa.

Um desses ensinos está em Mateus 20:1-16.

Esta parábola segue a Parábola do Jovem Rico e ambas tratam do conceito do Reino dos Céus e concluem com a ideia de que o primeiro será o último e o último será o primeiro.

5 Lições que Aprendemos com a Parábola da Vinha

1. A Parábola da Vinha revela a verdade sobre o Reino de Deus

O povo judeu estava esperando que o Messias conquistasse seus inimigos e os governasse como um rei físico como fizeram no passado. 

No entanto, Jesus veio para inaugurar o Reino de Deus, que era mais do que um reino terreno. Era um reino espiritual também. 

O Reino dos Céus é o governo espiritual de Deus sobre os corações e vidas daqueles que se submetem à autoridade de Deus. É viver uma vida de santidade e justiça por meio de renovação e transformação. 

Isso é enfatizado em Romanos 12:2, onde Paulo nos instrui a sermos transformados pela renovação de nossas mentes. 

O Reino dos Céus é viver uma vida de paz onde permitimos que a “paz de Deus guarde nossos corações e mentes em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7). 

Jesus passou muito tempo ensinando sobre o Reino dos Céus porque queria que as pessoas soubessem que seu reino requer fé e não obras para entrar.

2. A Parábola da Vinha revela que a questão das recompensas está sob a soberania de Deus

Nossa natureza humana tende a julgar as pessoas pelo que podemos ver visivelmente, mas Deus julga por um padrão diferente – o oculto e o invisível. 

A contratação de trabalhadores era uma prática comum no início da Palestina. 

Devido à tributação pesada, dívida alta e recursos escassos, muito poucas pessoas mantinham empregos permanentes. 

A maioria das pessoas se contratava todos os dias para sustentar suas famílias. Eles ficavam no mercado geral esperando ser contratados como diaristas. 

Os contratados na undécima hora poderiam indicar a urgência da colheita, o que alude à afirmação de Jesus de que “a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Mateus 9:37).

De acordo com a Lei mosaica, os salários devem ser pagos aos trabalhadores no final do dia, mas o fato de os contratados no final do dia serem pagos primeiro e o mesmo valor dos contratados no início do dia teria chocado os judeus.

É provável que eles tivessem pensado que o proprietário da terra era injusto com os contratados no início do dia. O proprietário da terra estava no seu direito de fazer o que fez.

3. A Parábola da Vinha mostra-nos a generosidade de Deus

Os contratados na primeira hora concordavam com um salário fixo de um denário para o trabalho do dia. 

Os trabalhadores contratados mais tarde concordaram com “o que for certo”. 

É fácil ler essa frase e trocar a palavra “certo” por “justo” e depois interpretá-la pelo nosso entendimento de “justiça”. 

Podemos pensar que merecemos mais porque trabalhamos mais do que os outros, assim como aqueles que foram contratados no início do dia acharam que deveriam receber mais do que os contratados no final. 

Mas no Reino de Deus, não necessariamente funciona assim.

Precisamos apenas nos lembrar do ladrão do Calvário, que viveu sua vida para si mesmo, quebrou as leis e ainda assim se juntou a Jesus no paraíso. 

Os últimos contratados receberam a mesma recompensa que os primeiros contratados. 

A graça de Deus é generosa para nos permitir múltiplas oportunidades para aceitar seu convite de salvação e vida eterna.

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4. A Parábola da Vinha revela nossa tendência à inveja, descontentamento e comparação

Vemos isso nos trabalhadores contratados na primeira hora do dia. 

Sua expectativa de mais remuneração aumentou quando viram que os trabalhadores contratados de última hora recebiam um dia de salário por uma hora de trabalho. 

Podemos ouvi-lo quando resmungam sobre a igualdade, lembrando ao proprietário da terra o fardo que carregavam. 

É fácil comparar nossos sofrimentos com a falta de sofrimento de outra pessoa. Ou ficamos com inveja porque as orações de outra pessoa são respondidas, e ficamos imaginando se Deus se importa. 

Em nossa sociedade movida à propaganda que desfilam diante de nós prometendo satisfazer nossos desejos e vontades, mas nos deixam querendo mais, mais e mais.

Podemos combater essa tendência lembrando que os caminhos de Deus não são os nossos. Seus pensamentos são mais elevados do que os nossos e sua infinidade não podemos compreender com nossas mentes finitas. 

É nesses momentos que podemos nos arrepender de nossos pensamentos egoístas. 

Quando chegar a hora de receber o salário da vida eterna, podemos nos regozijar porque a bondade de Deus envolve aqueles que o serviram por décadas e aqueles que o serviram por um ano. Ambos recebem o dom da vida eterna.

5. A Parábola da Vinha enfatiza um modo de vida invertido

Em parábolas consecutivas, Jesus enfatiza a importância de que os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. 

Isso significa que devemos esperar até os últimos momentos de nossa vida para servir a Deus? Absolutamente não. 

Significa que devemos procurar servi-lo de todo o coração todos os dias de nossas vidas e estar em relacionamento com ele.

À medida que caminhamos com o Senhor e passamos tempo em sua vinha, amadurecemos nele, revelamos sua glória e aprendemos a ser fiéis quando os dias ficam longos e os fardos ficam pesados. 

Fazemos isso mantendo nossos olhos fixos no prêmio – a eternidade com ele. 

Conclusão

Como trabalhadores da vinha, podemos escolher a fidelidade à tarefa em mãos, seja no local de trabalho, no mercado ou em nossa vida doméstica. 

Podemos fixar nossas mentes nele e fazer nosso trabalho por meio da força que ele nos dá – sua força em nós. 

Podemos amá-lo com todo o nosso coração, mente e força e confiar nele para tudo o que ele tem para nós no final do dia.

Embora chamados para ser fiéis na obra, a salvação é pela fé em Jesus Cristo. 

Deus dá a vida eterna, não àqueles que trabalham mais e por mais tempo, como nos mostra a Parábola da Vinha, mas a todos os que creem e obedecem.

Autora: Jessica Van Roekelhttps://www.crosswalk.com

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