O Antigo Testamento

O Antigo Testamento, também chamado de Velho Testamento, é a compilação composta pelas Escrituras Hebraicas. Aprofunde-se!

A história do Antigo Testamento inclui grandes sucessos e fracassos trágicos. Trata-se de uma história do envolvimento fiel de Deus com o Seu povo.

O ANTIGO TESTAMENTO

Muitas pessoas acham o Antigo Testamento difícil de ler.

Elas gostam das histórias de Moisés, Sansão, Ester e Rute.

Elas estão familiarizadas com o templo e o tabernáculo. Reconhecem os nomes de lugares como o Sinai, Jerusalém e a Babilônia.

Mas esses nomes e lugares familiares são difíceis de encaixar em um todo.

Entender o Antigo Testamento é, para muitos, como montar um quebra cabeça sem o quadro completo dele.

OS LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO

Uma das razões, porque as pessoas ficam confusas com o Antigo Testamento é que elas tentam lê-lo como um livro de história ou novela.

Esses tipos de livros começam do início e vão até o final.

Mas o Antigo Testamento não está disposto dessa forma.

Ao contrário, os trinta e nove livros do Antigo Testamento estão organizados pelo tipo de literatura que esses livros contêm.

É importante saber que há três tipos de livros no Antigo Testamento.

NARRATIVAS DO ANTIGO TESTAMENTO

Os primeiros dezessete livros, do Gênesis a Ester, são escritos, em grande parte, em forma narrativa.

Eles contam a história do Antigo Testamento e estão dispostos como se fossem capítulos em um livro de história.

LIVROS POÉTICOS E SAPIENCIAIS

Mas depois do livro de Ester, entramos no mundo dos cinco livros poéticos e sapienciais do Antigo Testamento.

Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos de Salomão não nos contam nada da história de Israel.

Eles apresentam os belos escritos de poesia e sabedoria de Israel.

LIVROS PROFÉTICOS

Depois do livro de Cântico dos Cânticos de Salomão, começamos a ler os dezessete livros proféticos de Israel.

Isaías até Malaquias registram as mensagens dos profetas de Israel.

Assim, o Antigo Testamento contém dezessete livros de narrativas, cinco livros de poéticos e sapienciais e dezessete livros de escritos proféticos.

A HISTÓRIA DO ANTIGO TESTAMENTO

Vamos primeiro firmar a linha histórica do Antigo Testamento na nossa mente.

Somente então, poderemos ver, onde os poetas e profetas do Antigo Testamento se encaixam e compreendê-los.

Então, vamos fazer uma nova distinção aqui, dividindo os dezessete livros narrativos em duas categorias.

Embora todos os dezessete livros contribuam para a história, apenas onze dos dezessete representam um avanço na mesma.

Os outros seis livros incluem eventos importantes que acrescentam detalhes ao enredo principal.

Para efeito da presente lição, vamos chamar os livros que fazem a história avançar, de livros “do tempo” e aqueles que acrescentam comentários à história, de livros “em cores.”

Por exemplo, Êxodo é um livro “do tempo.” Porque ele faz a história avançar.

Ele nos conta sobre os eventos no Monte Sinai, em que Moisés recebeu a lei de Deus.

Essas 613 leis foram essenciais para Israel e necessitavam registrar.

Mas Êxodo é uma narrativa. Trata-se de uma história.

Assim, Moisés não listou e descreveu todas aquelas leis no livro de Êxodo.

Ele as colocou em um livro separado chamado Levítico, que acrescenta detalhes essenciais à história do Sinai.

Ele dá um “colorido” aos eventos registrados no Êxodo.

Mas isso não faz a história avançar cronologicamente e poderia enredar os leitores, de modo que eles nunca terminassem a história que Moisés nos conta sobre o êxodo do Egito e os eventos do Monte Sinai.

OS LIVROS DO TEMPO

Os livros “do tempo” que fazem avançar a história e os livros “em cores,” que acrescentam detalhes à mesma.

Os onze livros “do tempo” se encontram unidos uma o outro como em um rolo de filme de cinema.

Um livro retoma a história onde o livro anterior parou.

Mas periodicamente a história necessita de elaboração ou explanação.

É quase como se o Grande Contador de Histórias dissesse: “Pare um pouco aí.

Há algumas informações importantes que temos que acrescentar à história, mas não quero sobrecarregar a história com demasiados detalhes.”

Antes de parar a história, Deus apenas acrescentou outro livro que nos fornece os detalhes.

Assim, temos livros “do tempo” e livros “em cores” que nos contam a história do Antigo Testamento.

Vamos focar apenas nos livros do tempo, de modo que possamos compreender a história principal.

Vamos integrar os livros “em cores,” os livros poéticos e profetas à história e ver, qual a sua contribuição.

Mas antes, vamos pintar a imagem do quebra-cabeça para que possamos encaixar todas as peças no seu devido lugar.

OS 4 PERÍODOS DO ANTIGO TESTAMENTO

A história do Antigo Testamento pode ser dividida em quatro períodos.

Chamamos o primeiro período de Primórdios, e ele inclui três dos livros do tempo: Gênesis, Êxodo e Números.

O segundo período chamado de Estabelecimento, está descrito em Josué e Juízes.

O terceiro período chamado de Reinado, está registrada em 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis.

No final de 2 Reis, Israel foi conquistada pelos babilônios.

Os muros e o templo de Jerusalém foram destruídos. O povo levado para a Babilônia como escravo.

Setenta anos depois foram libertados pelos persas. Então, retornaram para reconstruir o seu templo.

O quarto período do Exílio e Reconstrução que se encontra registrado nos livros de Esdras e Neemias.

Essa é uma visão panorâmica muito ampla da história do Antigo Testamento, com suas quatro divisões ou eras: Primórdios, Estabelecimento, Reinado e Exílio/Reconstrução.

PRIMÓRDIOS

GÊNESIS

Gênesis significa “princípio” ou “primórdio” e o livro nos conta que tudo começou com o ato de criação de Deus.

O livro começa dizendo simplesmente: “No princípio criou Deus os céus e a terra.”

Os capítulos 1–11 nos contam como Deus criou o universo e o mundo e os primeiros seres humanos.

Eles também descrevem a introdução do pecado na condição humana e os seus resultados trágicos.

A história de Noé está incluída aqui para mostrar a força da rebelião do homem contra Deus.

Em seguida, Gênesis 12–50 descrevem o início de Israel.

Abraão, Isaque e Jacó são referidos como os patriarcas, ou pais do povo judeu.

O resto da história do Antigo Testamento fala essencialmente sobre o relacionamento de Deus com Israel, e tal história começa em Gênesis 12.

O livro de Gênesis termina com os descendentes de Abraão, vivendo no Egito como hóspedes privilegiados do Faraó.

ÊXODO

Êxodo é o segundo livro “do tempo” que faz a história do Antigo Testamento avançar.

Ao longo dos 400 anos entre o fim de Gênesis e o começo de Êxodo, os descendentes de Abraão se tornaram escravos dos egípcios e estavam desejosos por sair do Egito.

Deus preparou um libertador chamado Moisés.

E, depois de uma série de pragas sobre os egípcios, conduziu Israel para fora, atravessando o Mar Vermelho e descendo para o Monte Sinai.

Lá, eles receberam os Dez Mandamentos e as outras 613 leis de Deus, que governaram as suas vidas pelo resto do Antigo Testamento.

NÚMEROS

O terceiro livro “do tempo” é Números, e ele começa com Israel no Sinai, esperando pela ordem de Deus para entrarem na terra de Canaã.

Quando Deus os conduziu para a entrada em Canaã, eles se recusaram a entrar, porque estavam com medo das pessoas que lá moravam.

Números nos conta a triste história da peregrinação de Israel pelo deserto por quarenta anos, comendo o maná providenciado por Deus, enquanto a geração desobediente de Israel que saiu do Egito morria no deserto do Sinai.

Eles haviam implorado para que Deus não os fizesse entrar em Canaã e a sua resposta à sua oração os condenou a uma vida de peregrinação vazia de sentido pelo deserto do Sinai.

No final de Números, os filhos alcançaram a idade adulta e foram preparados para entrar na terra que Deus havia prometido para os seus pais.

ESTABELECIMENTO

Os livros de Josué e Juízes são o período do Estabelecimento.

Josué é o livro que descreve o sucesso de Israel e vitórias, na medida em que eles conquistavam a sua nova terra.

O livro faz a história avançar até a conquista israelense de Canaã e descreve como eles dividiram a terra entre as doze tribos e se estabeleceram nela.

Deus abriu o rio Jordão, de modo que eles pudessem atravessá-lo para o seu novo lar em terra seca.

A sua confiança na presença de Deus foi reforçada pela batalha sobrenatural de Jericó.

Da mesma forma que Deus havia providenciado um êxodo miraculoso do Egito, Ele reassegurou a sua presença aos seus filhos através de uma entrada miraculosa em Canaã.

Depois que Josué, o seu líder, morreu, o povo se rebelou contra as leis de Deus.

O livro de Juízes descreve a rebelião de Israel e seus resultados trágicos. Israel violava a sua aliança com Deus constantemente, e Ele permitiu que várias nações locais saqueassem a sua terra.

Toda vez, Israel clamava a Deus por ajuda e, em resposta, Deus levantava um libertador ou juiz para expulsar o inimigo.

Em Juízes, lemos as histórias de juízes como Gideão, Sansão e Débora.

O REINADO

A temática dos Juízes era que todo mundo estava fazendo o que era certo a seus próprios olhos.

Essa anarquia contribuiu para o desejo de Israel por ter um rei governando sobre eles e os guiar na era do Reinado de Israel.

Samuel foi o último juiz de Israel, e ele introduziu a era do reinado e ungiu Saul como o primeiro rei de Israel.

2 Samuel descreve o reino de Davi e os dias mais gloriosos de Israel.

1 Reis fala do reinado de Salomão e a sua construção do belo templo de Israel.

Mas esse livro também introduz as sementes da destruição de Israel.

A começar em 1 Reis 12 até 2 Reis, lemos como Israel se dividiu e se transformou em duas nações, Israel e Judá.

Uma série de reis maus em Israel, e uma mistura de reis bons e maus em Judá, acabou levando à destruição de ambas as nações.

EXÍLIO E RECONSTRUÇÃO

A derrota de Judá pelos babilônios incluiu a destruição de Jerusalém e do templo de Salomão e a deportação e escravização de seus cidadãos.

O seu exílio durou 70 anos, até que os persas derrotaram os babilônios.

Os persas libertaram os judeus cativos e providenciaram recursos para eles reconstruírem o seu templo, os muros de sua cidade e as suas vidas.

Os livros de Esdras e Neemias registram os eventos da era da reconstrução. Termina aí a história do Antigo Testamento.

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CONCLUSÃO

A história do Antigo Testamento inclui grandes sucessos e fracassos trágicos.

Trata-se de uma história do envolvimento fiel de Deus com o Seu povo.

Trata-se de uma história do abuso de Israel de sua liberdade de tomar decisões.

Ela descreve as consequências trágicas quando o direcionamento gracioso de Deus é ignorado.

Mas a melhor parte da história é que no final do Antigo Testamento, Deus não abandonou as suas promessas a o Seu povo.

Ele ainda ama e cuida pacientemente dele da mesma forma que Ele faz conosco.

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