Tabernáculo de Moisés: Estudo, Significado e Lições

O Tabernáculo de Moisés foi contruído de acordo com as especificações recebidas do próprio Deus.

QUE LIÇÕES PODEMOS TIRAR DO TABENÁCULO DE MOISÉS PARA NOSSA VIDA?

Tabernáculo foi construído de acordo com as especificações que Moisés recebeu diretamente do próprio Deus no monte Sinai (Êxodo 25:9).

Como uma prefiguração dos fatos do Novo Testamento, ele encontra como
antítipos na Nova Aliança, não somente Cristo e o cristão, mas também a Igreja e até mesmo o próprio Céu.

Uma vez que “Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, réplica do verdadeiro, e sim no próprio céu, a fim de comparecer, agora, diante da face de Deus a nosso favor” (Hb 9:24).

O tipo bíblico é uma representação pré-ordenada, pela qual pessoas, eventos e instituições do Antigo Testamento prefiguram pessoas, eventos e instituições do Novo Testamento.

São portanto, figuras e lições, pelas quais Deus tem ensinado seu povo acerca do seu plano redentor e propósitos para a vida cristã.

TIPO E ANTÍTIPO

O tipo é o objeto da lição, a revelação temporária de uma pessoa, um
acontecimento ou uma instituição vindoura.

O antítipo é o cumprimento daquilo que havia sido predito.

São necessários um ou mais pontos de afinidade entre o tipo e o antítipo.

O tipo precisa ser profético em todos os pontos de semelhança com o antítipo, e precisa verdadeiramente prefigurar as coisas vindouras.

O tipo é sempre terrestre, enquanto o antítipo pode ser tanto terrestre como
celestial.

Desde que tipo e antítipo, ou seja, figura e cumprimento, necessitem ser pré-ordenados como parte de um mesmo plano divino, eles não podem ser escolhidos pelo homem.

Por isso, a autoridade dos tipos e sua aplicação provêm unicamente da Bíblia, que exige o endosso de pelo menos três testemunhos para
confirmar uma verdade.

QUE SIGNIFICADO TÊM OS METAIS DO TABERNÁCULO?

Os metais do Tabernáculo são muito expressivos e possuem lições importantes. Veja então, a seguir essas lições.

O BRONZE

bronze no tabernaculo de moises

Seguindo a ordem de entrada do pátio para o Lugar Santíssimo, encontramos as colunas revestidas de bronze e com suas bases de bronze, o grande altar todo revestido de bronze, situado logo após a porta do Tabernáculo, e a pia, ou lavatório, de bronze maciço.

O bronze, no Tabernáculo, significa o julgamento do pecado.

Por isso todos os cravos usados no Santuário eram desse mesmo metal e apontavam para a crucificação de Jesus.

A PRATA

prata no tabernaculo de moises

Por sua vez, a prata estava presente em todos os ganchos que ostentavam as
cortinas do Tabernáculo e também formava os capitéis ou faixas que
ornamentavam essas cortinas.

Também todas as tábuas do Santuário estavam apoiadas em bases de prata.

Ora, a Bíblia diz em Êxodo 30.12-16: “..O dinheiro deste resgate que receberes dos filhos de Israel, aplicarás no serviço da tenda da reunião. Servirá para os israelitas como lembrança diante do Senhor, do resgate de vossas vidas”.

Também em Levítico 5.15: “A pessoa que cometer uma infidelidade e pecar
com inadvertência, desviando alguma das coisas consagradas ao Senhor, levará, em sacrifício de reparação ao Senhor, um carneiro sem defeito, tirado do rebanho, avaliado em vinte gramas de prata, segundo o peso do santuário
“.

A prata é símbolo de resgate, e o mesmo preço seria pago por todo israelita
alistado, independentemente de suas posses.

Note que o rico não daria mais nem o pobre menos.

O preço pago era um só e isso aponta para o sacrifício expiatório de Jesus, que nos comprou com o seu precioso sangue, pagando um preço único para o nosso resgate, e também mostra que todas as vidas têm valor igual diante
de Deus.

O OURO

tabernaculo-ouro-siginificado

O tabernáculo possuía as cinco colunas de ouro, que sustentavam, com seus
colchetes também de ouro, o cortinado da entrada.

A mesa dos pães da proposição era toda revestida de ouro.

O candelabro era todo de ouro batido.

Temos ainda, dentro do Lugar Santo, o altar do incenso, todo revestido de
ouro, feito de madeira de acácia e todo revestido de ouro.

Este altar era onde os sacerdotes queimavam o incenso sagrado, enquanto o povo orava a Deus.

Isto acontecia todas as manhãs e tardes, ao serem apagadas ou acesas as lâmpadas do Tabernáculo.

Dentro do Lugar Santíssimo estava a Arca, revestida de ouro por dentro e por fora, e o propiciatório, com seus querubins, tudo de ouro batido.

NAPOLEÃO FALCÃO-CURSO-TIPOLOGIA

QUAL O SIGNIFICADO DOS NÚMEROS DE 3 A 5 QUE APARECEM NO TABERNÁCULO?

De uma maneira geral, os números que aparecem no Tabernáculo com mais frequência são: 3, 4, 5, 6, 7, 8, 10, 11 e 12.

O NÚMERO 3

Esse número corresponde às três principais divisões do Tabernáculo:

O Pátio, o Santuário e o Santo dos Santos, e indica sempre perfeição e completação divina.

No terceiro dia foi completada a obra dos fundamentos da Criação.

O quarto, o quinto e o sexto dia criativos são a contraparte e repetição do
primeiro, segundo e terceiro dias.

Esse número também significa ressurreição, pois foi no terceiro dia que a
terra surgiu do abismo, e que os frutos surgiram na face da terra.

Por isso, também, Jesus ressurgiu no terceiro dia.

O NÚMERO 4

Este número relaciona-se com a Terra e denota criação material no que diz respeito à Terra.

Ele significa as coisas que estão debaixo do sol, ou seja, as coisas terrenas.

O quatro está presente nas colunas da entrada, no número de cores do
Tabernáculo, no número de reinos mundial do profeta Daniel, no número de Evangelhos, e em expressões que significam a terra toda, como os quatro cantos da terra.

O NÚMERO 5

Este número está presente nas medidas do Tabernáculo e nas colunas revestidas de ouro da entrada do Lugar Santo.

Ele indica sempre a graça divina, como nas cinco virgens prudentes de Mateus 25.2, nos cinco irmãos de Lucas 16.28, nos cinco maridos de João 4.18 e nas cinco palavras de 1 Coríntios 14.19.

A gematria, que é um sistema criptográfico que consiste em atribuir valor
numérico às letras, dá à palavra hebraica Ha’aretz (a terra) o número 296, que é um múltiplo de quatro, e à palavra Hashamayim (os céus) o número 395, que é um múltiplo de cinco.

O valor gemátrico de graça (Charis, no grego) é 725, que é também um múltiplo de cinco.

É interessante observar também que quando Deus mudou o nome de Abrão
para Abraão, inseriu a quinta letra do hebraico, o hê, que é o símbolo do número cinco.

Essa mudança ocorreu em um momento importante da vida do patriarca.

Quando foi chamado a andar diante de Deus de uma maneira muito especial. O que só seria possível mediante a graça divina.

Na mesma ocasião o Senhor se revela a Abraão como o El-Shadai, o Todo abundante.

Finalmente, o santo azeite da unção, como símbolo da graça divina, era
formado de cinco componentes, sendo quatro principais e mais o azeite de
oliveira.

Nos quatro elementos principais temos todas as quantidades em
múltiplos de cinco:

  • Mirra, 500 siclos (5 x 100);
  • Canela aromática, 250 siclos (5 x 50);
  • Cálamo aromático, 250 siclos (5 x 50);
  • E cássia, 500 siclos (5 x 100).

O mesmo poderíamos dizer do incenso, que era composto de cinco elementos: bálsamo, ônica, gálbano, incenso puro e sal (Êx 30.34,35).

QUAL O SIGNIFICADO DOS NÚMEROS 6, 7, 8, 10, 11 E 12 QUE APARECEM NO TABERNÁCULO?

Vamos analisar o significado dos números mencionados acima.

O NÚMERO 6

Aparece nas fileiras de pães, no número de hastes que ladeiam a haste central do Candelabro, e, também, como múltiplo das 48 tábuas do Tabernáculo, das 96 bases das tábuas, e nas colunas do Tabernáculo, que eram 60.

Esse número aponta sempre para o homem, que tem os seus dias e horas
sempre divididos em 6.

Atalia usurpou o trono de Judá seis anos.

Os grandes homens que se têm levantado contra Deus, como: Golias, Nabucodonosor e, futuramente o Anticristo, todos são enfaticamente marcados por esse número.

O NÚMERO 7

Vejamos agora o sete, que aponta para a perfeição espiritual ou plenitude
espiritual.

É o número que marca todas as obras do Espírito Santo.

Como autor da Palavra de Deus, o Espírito Santo estampou essa marca através das páginas da Bíblia, como um fabricante estampa a sua marca de água num papel que não pode ser falsificado.

Ainda mais: o Espírito Santo é o doador da vida, e sete é o número que regula cada período de incubação e gestação em insetos, aves, animais e no homem.

Por exemplo, o canário nasce aos 14 dias, a galinha aos 21, os patos e gansos aos 28, o ganso silvestre aos 35, e os papagaios e avestruzes aos 42 dias.

A diferença entre um período e outro é sempre de sete dias.

No Tabernáculo, esse é o número das peças principais.

E é também o número de lâmpadas do candelabro.

O NÚMERO 8

O oito é o número que denota ressurreição, regeneração, novo começo ou
princípio.

Jesus ressurgiu no oitavo dia, fazendo dele um novo primeiro dia.

O valor numérico do nome Jesus na língua grega é 888, e esse número, ou seus múltiplos, aparecem sempre em conexão com os títulos, o povo e as obras de Jesus.

Esse número está presente no Tabernáculo como múltiplo das tábuas
(8×6).

O NÚMERO 10

O dez é o número que aparece como múltiplo das 60 colunas, e como múltiplo do cumprimento e largura do Tabernáculo.

Indica ordem perfeita e responsabilidade pessoal, como nos dez mandamentos, no dízimo, comprimento das tábuas, nas dez virgens, nas dez dracmas, no número de cortinas etc.

O NÚMERO 11

O onze é o número das cortinas de pêlos de cabra (Êx 26.7-9), e representa a fidelidade.

Após a traição de Judas Iscariotes, os remanescentes onze apóstolos
permaneceram fiéis.

É também o número da lealdade, conforme Atos 2.14, quando os onze apóstolos (incluindo Matias) se levantaram em apoio a Pedro.

O NÚMERO 12

Ele aparece no número de pães e, como múltiplo, nas tábuas, nas bases das tábuas e nas colunas do pátio do Tabernáculo.

Ele sugere o perfeito viver, como número do povo de Deus: doze tribos de Israel e doze apóstolos do Cordeiro.

Multiplicando o número da plenitude da terra pelo número 12, temos todo o povo de Deus, tanto o do Antigo como o do Novo Testamento.

QUAL O SIGNIFICADO DAS CORES QUE APARECEM NO TABERNÁCULO?

As cores do Tabernáculo são bem significativas, pois revelam
aspectos do caráter de Jesus que os quatro evangelistas nos deram.

A PÚRPURA

purpura cor usada no tabernaculo

A púrpura era uma cor obtida de um molusco gastrópode da família dos muricídeos.

Era um produto caro, e por isso, muito utilizada pelos reis e pessoas ricas.

Por relacionar-se com a realeza, a púrpura aponta para o Evangelho de
Mateus, que é o Evangelho do Rei.

Mateus é o evangelista que mais enfatiza esse aspecto do caráter de Jesus.

Quatorze vezes ele se refere a Jesus como Filho de Davi, o famoso rei de Israel cuja descendência Deus prometeu perpetuar no trono de Israel.

O Messias viria com Rei, conforme a profecia de Zacarias 9:9.

Por isso Mateus registra a genealogia de Jesus, pois um Rei precisa provar a sua ascendência real.

O CARMESIN

carmesin-cortinas do tabernaculo

O Evangelho de Marcos está relacionado com essa cor do sangue, pois aponta para o servo sofredor, o Messias na cruz, conforme a profecia de Isaías 42:1.

Um servo não precisa de genealogia, por isso Marcos não trata da ascendência do Senhor.

Mateus, em seu Evangelho, focaliza a pessoa de Jesus do ponto de vista de sua realeza, e isto nos leva ao Lugar Santíssimo do Tabernáculo, onde Deus habitava sobre o Propiciatório, entre os querubins da glória.

Marcos, por sua vez, já apresenta os traços de Jesus do ponto de vista da cruz, como servo sofredor, e isto nos leva ao altar dos holocaustos.

Percebemos esses pontos de vista em Mateus 13.23 e Marcos 4.8,20, respectivamente.

Nesses textos, a frutificação em Mateus é decrescente, enquanto em Marcos é crescente.

Mateus diz: a 100, a 60 e a 30 por um, e Marcos registra: a 30, a 60 e a 100 por um, e isso conforme as três divisões do Tabernáculo: o Pátio, o Santuário e o Santo dos Santos.

O BRANCO

cores no tabernaculo

No Evangelho de Lucas temos o linho branco apontando para o homem perfeito, para o caráter justo de Jesus.

Esse evangelista apresenta a pessoa do Salvador como o Filho do homem.

É o Evangelho do Filho do Homem.

E como todo homem perfeito precisa de uma genealogia, o médico Lucas
registra a ascendência de Jesus.

O Senhor, em Lucas, cumpre Zacarias 6.12.

O AZUL

A cor azul era obtida de mexilhão azul-celeste, molusco bivalve da família dos mitilídeos.

Era um produto caríssimo pelo fato de a sua extração exigir a morte de milhares de mexilhões.

Segundo os pesquisadores, uns duzentos anos antes de Cristo, um quilo de azul custava o equivalente hoje a oitenta mil dólares, preço que subiu para o dobro por volta de 300 d.C.

Essa cor, que adornava os palácios reais e as mansões dos milionários, indica sempre o Céu, ou aquilo que é celeste.

Vemos em João, o Evangelho do Filho de Deus.

Jesus, como Filho de Deus, cumpre a profecia de Isaías 40.9.

João não registra a genealogia de Jesus, pois Deus não tem genealogia.

QUAL O SIGNIFICADO DAS TÁBUAS OU ARMAÇÕES DO TABERNÁCULO?

madeira usada por moises no templo

Comecemos pela origem da madeira das armações.

A ORIGEM DAS MADEIRAS

Ela veio da floresta, e representa o cristão.

Fomos cortados pela “espada da Palavra” e derrubados aos pés de Cristo pelo arrependimento.

E, então, depois de derrubados fomos trazidos para a “Casa de Deus”.

Viemos da maneira como caímos, mas na Casa de Deus fomos trabalhados, conforme Efésios 2:1-3.

Embora tenhamos sido trazidos para a Casa de Deus no estado bruto,
passamos pelo despojamento.

Para esse trabalho, o escultor, ou o carpinteiro, usa as ferramentas apropriadas para o desbaste da casca e dos nós.

Tudo precisa ser despojado pelas afiadas ferramentas do hábil carpinteiro de Nazaré.

A nova vida é como um bloco de pedra que deve ser trabalhado pelo escultor.

Ele nos tira da floresta do pecado, nos traz para sua Casa e, com a ferramenta da sua Palavra, faz o despojamento de inúmeras impurezas, tornando-nos perfeitos em Cristo.

AS ARMAÇÕES DO TABERNÁCULO

As armações foram cobertas de ouro, que fala de realeza e de glória.

Aqui o crente, depois de despojado de todas as rugas do pecado, é glorificado com o ouro da glória de Deus, feito participante da realeza de Cristo e constituído rei e sacerdote.

Estas armações foram colocadas em bases de prata.

Toda a nossa firmeza, toda nossa aparência real tem por base o resgate.

Outro interessante aspecto relacionado com as armações de madeira é que,
embora as madeiras fossem muito diferentes entre si, quando trazidas para o Tabernáculo, agora, depois de trabalhadas, ficaram todas iguais.

Aos olhos de Deus não há uns melhores que outros. Portanto, Deus não faz acepção de pessoas.

QUAL SIGNICADO DAS TRAVESSAS E DA COBERTURA NO TABERNÁCULO?

cobertura-do-templo-moises

As travessas, ou barras de madeira que mantinham as tábuas de pé e unidas, eram revestidas de ouro.

Disse o Senhor Deus: “Faça também travessões de madeira de acácia: cinco para as armações de um lado do Tabernáculo, cinco para as do outro lado e cinco para as do lado ocidental, na parte de trás do Tabernáculo. O travessão central se estenderá de uma extremidade à outra entre as armações” (Êx 26.26-28).

Esses travessões apontam para a união espiritual descrita no Salmo 133 e em João 17:22,23.

As travessas, por serem em grupos de cinco, apontam também para os ministérios descritos em 1 Coríntios 12:5 e Efésios 4:9-13:

“E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo”.

“Ora, que quer dizer que subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as cousas”.

Portanto, esses ministérios sustentam a igreja.

A COBERTURA DO TABERNÁCULO

O texto que nos fala da cobertura está em Êxodo 26.1-14.

Seguindo a ordem do exterior para o interior, temos as seguintes coberturas:

Peles de golfinho

Por serem rústicas, quem olhasse a Tenda estando do lado de fora do Tabernáculo nada veria de especial que chamasse sua atenção.

Além de parecidas com o deserto, cuja areia elas retinham, eram simples e sem beleza.

Esta primeira cobertura indica a pessoa de Jesus segundo Isaías 53, onde lemos que Jesus não tinha aparência nem formosura.

Os que olham para Cristo sem tê-lo antes conhecido e recebido como seu Salvador, nada veem de especial.

Mas, somente o cristão verdadeiro pode exclamar:

“Vimos a sua glória, glória como do unigênito de Pai” (Jo 1:14).

Peles de carneiro tintas de vermelho

Esta cobertura simboliza a expiação, pois o vermelho tipifica o sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário e aponta para Ele como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo“.

Crina de cabras

A terceira cobertura, de onze cortinas de crina de cabras não tingida, indica a pureza da justiça de Cristo.

Jesus viveu uma vida santa, sem pecado.

Linho fino

Finalmente, a quarta cobertura do santuário era constituída de dez cortinas de linho fino branco e com bordados primorosos em azul.

Mais uma vez nos deparamos aqui com o caráter celestial de Jesus, figurado na cor do Céu, de onde Ele veio e para onde vai nos levar, conforme a sua promessa.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS ALTARES QUE HAVIA NO TABERNÁCULO?

O altar do incenso pertencia de fato ao Santo dos Santos. Mas, ele foi colocado no Santo Lugar junto ao terceiro véu, que corresponde ao segundo véu da tenda da congregação.

O sumo sacerdote não podia entrar no Santíssimo Lugar sem um incensário portátil, no qual o incenso sagrado estivesse sendo queimado com fogo trazido do altar de bronze (Êx 30:1-10,34-36).

Veja a descrição desse altar em Êxodo 37.25-27.

Esse altar era lugar de adoração, de culto e louvor (Lc 1:9,10).

Era feito de madeira de acácia coberta de ouro, que são tipos da humanidade e da divindade de Jesus.

A sua posição em frente ao terceiro véu mostra Jesus como o nosso caminho de acesso ao Pai.

“Pois por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Ef 2:18).

OS CHIFRES DO ALTAR

Os chifres eram aspergidos com o sangue uma vez por ano, e falam do poder do sangue de Jesus, que nunca perde a sua eficácia (Êx 30:10; Hb 9:14).

O INCENSO

O incenso, tipo da oração e da adoração (Sl 141:2), era queimado continuamente (Ef 6:l8).

COMPARANDO OS DOIS ALTARES DO TABERNÁCULO

Comparando os dois altares, o de bronze e o de ouro, vemos que, no primeiro, Cristo supre a necessidade do pecador, e no segundo ele supre a necessidade do crente.

O fogo que queima o incenso vai do altar de bronze, porque o valor e o poder da oração dependem do sacrifício de Jesus na cruz.

Se Jesus não morresse em nosso lugar, tampouco poderia ter intercedido por nós.

O sacerdócio de Jesus vigora oficialmente desde a ressurreição.

É maravilhoso perceber que Jesus não só ora por nós, mas toma as nossas
orações e as apresenta junto com as suas perante o trono do Pai (Ap 5:8; 8:3).

O altar do incenso constituía o meio de ligação com o Lugar Santíssimo

Hebreus 9:3,4 afirma: “por trás do segundo véu se encontrava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos, ao qual pertencia um altar de ouro para o incenso, e a Arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, a vara de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança” .

Ao construir o templo, Salomão “revestiu de ouro todo o interior do templo e também o altar que pertencia ao santuário interno” (1 Rs 6:22).

A Moisés ordenou o Senhor: “Coloque o altar em frente do véu que se encontra diante da arca da aliança, diante da tampa que está sobre ele, onde me encontrarei com você” (Êx 30:6).

Destaca-se, no altar de ouro, o poder do louvor

O altar de ouro possuía uma ponta em cada um dos seus quatro cantos, significando que há grande poder no louvor, conforme exemplifica a própria Bíblia:

“Quando começaram a cantar e a entoar louvores, o SENHOR preparou emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e dos montes de Seir, que estavam invadindo Judá, e eles foram derrotados” (2 Cr 20:22).

NAPOLEÃO FALCÃO-CURSO-TIPOLOGIA

CURSO DESCOBRINDO JESUS NO TABERNÁCULO DE MOISÉS

biblioteca do pregador

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