Parábola dos Talentos: 6 Lições significativas para nossas vidas

Parábola dos Talentos pode parecer confusa a princípio, mas contém lições de vida essenciais para todo cristão.

Na Parábola dos Talentos, um homem rico dá moedas a seus servos (ou o equivalente em ouro, dependendo da versão da Bíblia que você está lendo) para administrar durante a ausência do homem. Cada servo recebe uma quantia diferente, de acordo com sua capacidade.

Aqueles que receberam três e cinco dobraram sua quantia. O homem rico ficou satisfeito com a fidelidade deles e prometeu confiar-lhes mais. O homem que recebeu um escondeu o seu por medo. O rico repreendeu-o e deu a sua parte ao que mais ganhava.

O que acontece na parábola dos talentos em Mateus 25?

Na Parábola dos Talentos (Mateus 25:14-30), Jesus novamente usou uma história para encorajar seus seguidores a estarem sempre prontos para o seu retorno. “Vigiai”, disse ele, “pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor” (Mateus 24:42).

Na parábola, ele descreve um homem que sai em viagem, confiando a seus servos suas riquezas e posses em sua ausência.

Para um servo, o mestre dá cinco talentos, para um segundo servo, dois talentos e para um terceiro servo, um talento (Mateus 25:14-15). 

Qual o significado de talento na Bíblia?

Um talento, neste caso, refere-se a uma unidade de medida, muitas vezes usada para pesar prata ou ouro. Na Parábola dos Talentos, um talento representa ouro ou moedas. 

É diferente do conceito moderno de “talento” como um dom ou habilidade natural. Aqui, o mestre está confiando a seus servos uma medida de sua riqueza, proporcional a cada uma de suas habilidades (Mateus 25:15).

A parábola continua dizendo que dois dos servos, o que recebeu cinco talentos e o que recebeu dois, foram bons administradores do dinheiro de seu mestre, investindo-o de tal maneira que, quando o mestre voltou, devolveram o dobro do que ele tinha. originalmente dado a eles (Mateus 25:16-17).

O terceiro servo, porém, não foi tão prudente. De acordo com a história, “aquele que recebeu um talento foi, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro de seu senhor” (Mateus 25:18).

Quando o mestre finalmente voltou, os servos fiéis foram elogiados e receberam mais riquezas do mestre. “Muito bem, servo bom e fiel”, disse o mestre a cada um deles. “Foste fiel no pouco, sobre muito te colocarei. Entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

O servo que era medroso e negligente, porém, foi rapidamente repreendido por seu mestre, que o chamou de “mau, preguiçoso e inútil”. Seu talento foi tomado e dado ao que tinha dez talentos, e ele mesmo foi expulso da presença de seu mestre (Mateus 25:30).

Qual é a lição da Parábola dos Talentos?

A história é um exemplo maravilhoso de como somos chamados a usar os dons de Deus para Sua glória e um lembrete firme das expectativas de Deus em relação a Seus filhos. Use as lições da Parábola dos Talentos abaixo para fortalecer seu relacionamento com Deus.

Sem mais delongas, aqui estão cinco lições que a Parábola dos Talentos pode nos ensinar sobre trabalho, sucesso e riqueza:

Qual é a recompensa para o mordomo fiel?

As Escrituras prometem que um dia Jesus voltará e, quando o fizer, pedirá a seus servos que relatem como usaram o tempo e as oportunidades que ele deu.

  • Eles cuidaram daqueles que foram instruídos a proteger? 
  • Eles proveram para os necessitados?
  • Eles compartilharam as boas novas da salvação e perdão de Cristo com outros?
  • Eles promoveram o reino de Deus em seu ministério?
  • Eles foram mordomos fiéis de tudo o que Deus lhes confiou?

Como Jesus disse: “Na medida em que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo o menor deles, a mim o fizestes” (Mateus 25:40).

Aqueles que são fiéis com o que lhes é confiado, grandes e pequenos, receberão mais confiança, e Jesus disse que são eles que “entrarão na alegria de seu mestre” e compartilharão da glória de sua presença (Mateus 25 :21).

Aqueles que não são podem enfrentar a dura realidade de serem chamados de servos perversos e preguiçosos. Pior de tudo, eles podem não compartilhar da alegria da presença de seu mestre quando ele retornar.

6 lições de vida da parábola dos talentos

lições de vida da parábola dos talentos

1. Em primeiro lugar, a parábola nos ensina que Deus nos presenteou e nos confiou bênçãos.

As coisas que temos na vida são bênçãos de Deus e ele as confiou a nós. Ele não nos deu todas as mesmas coisas. Cada um de nós tem diferenças em situação financeira, saúde, intelecto, habilidades e talentos, etc. Não importa se são muito ou pouco, todos são dons de Deus.

No livro de Gênesis vemos que Deus colocou Adão no jardim para lavrá-lo e cuidar dele. Como cristãos, temos uma missão que nosso Senhor espera que cumpramos aqui e agora.

Muitos cristãos evangélicos hoje veem sua salvação simplesmente como uma “passagem de ônibus para o céu”. Acreditam que não importa o que façam enquanto “esperam o ônibus”. A Parábola dos Talentos nos ensina o que devemos fazer enquanto esperamos o retorno de nosso Rei.

Devemos trabalhar, usando nossos talentos para glorificar a Deus, servir ao bem comum e promover o reino de Deus. Sucesso, biblicamente falando é trabalhar diligentemente aqui e agora usando todos os talentos que Deus nos deu para produzir o retorno esperado pelo Mestre.

2. A Parábola dos Talentos ensina que Deus sempre nos dá tudo o que precisamos para fazer o que ele nos chamou para fazer.

Você já se perguntou quanto vale um talento no dinheiro de hoje? É difícil saber com certeza, mas qualquer que seja seu valor exato, no Novo Testamento um talento indica uma grande soma de dinheiro.

Somos tentados a sentir pena do servo que recebeu apenas um talento, mas na realidade ele recebeu grande valor do mestre e o enterrou em seu quintal. Ele recebeu mais do que o suficiente para atender às expectativas do mestre.

Assim como o mestre esperava que seus servos fizessem mais do que preservar passivamente o que lhes foi confiado, Deus espera que geremos retorno usando nossos talentos para fins produtivos. Os servos receberam o suficiente para produzir mais. Assim deve ser com os dons que Deus nos deu. O apóstolo Paulo escreve em Efésios 2:10:

Pois somos feitura de Deus, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que as fizéssemos. 

Raramente associamos esse versículo ao nosso trabalho, mas deveríamos.

3. A Parábola dos Talentos ensina que nem todos somos iguais.

A parte mais negligenciada desta parábola é a segunda metade do versículo 15: o mestre dá a cada servo talentos, “…cada um segundo a sua habilidade.” O mestre entendeu que o servo de um talento não era capaz de produzir tanto quanto o servo de cinco talentos.

Queremos protestar contra isso como injusto. No entanto, sabemos que isso é verdade por nossa própria experiência. Cada um possui uma capacidade diferente do outro.

Mas, embora não tenhamos sido criados iguais em relação aos talentos que recebemos, há igualdade encontrada na Parábola dos Talentos. Vem do fato de que é preciso tanto trabalho para o servo de cinco talentos produzir mais cinco talentos quanto para o servo de dois talentos produzir mais dois talentos.

É por isso que a recompensa dada pelo mestre é a mesma. O mestre mede o sucesso por graus de esforço, como deveríamos fazer.

4. A parábola nos ensina que Ele não nos julga pelo mesmo padrão.

Deus deu os talentos (ouro/moedas) de acordo com a capacidade de cada pessoa. Deus nos criou com talentos e habilidades diferentes e nunca recebemos mais do que Ele sabe que podemos suportar. 

Ele garante que tenhamos dinheiro, recursos, aptidões, habilidades e capacidade de realizar Sua vontade para nossa vida, não importa quão pequena ou grande seja a meta. Ele avalia nosso desempenho não com base em como nossas realizações se comparam às dos outros, mas em quão bem vivemos para o bem e para a glória Dele de acordo com nossas habilidades e recursos.

5. A Parábola ensina que trabalhamos para o Mestre, não para nossos próprios propósitos egoístas. 

Os talentos dados aos servos não são deles. O dinheiro que ganham com o capital não é deles. Os servos são apenas mordomos do investimento do mestre, e é a qualidade de sua mordomia que o mestre procura medir.

Devemos maximizar o uso de nossos talentos não para nossos propósitos egoístas, mas para honrar a Deus. Sabemos que trabalhamos em um mundo caído. Por causa da maldição do pecado, nosso trabalho será difícil. Mas devemos sentir satisfação e alegria de fazer o melhor com o que Deus nos deu no lugar onde sua providência nos coloca, buscando vencer para honrá-lo.

6. A Parábola dos Talentos mostra que seremos responsabilizados. 

A Parábola dos Talentos não é sobre salvação ou retidão por obras, mas sobre como usamos nosso trabalho para cumprir nossos chamados terrenos. Trata-se de mordomia da vida toda.

O mordomo infiel nesta parábola não desperdiçou apenas o dinheiro do mestre, mas ele desperdiçou uma oportunidade. Como resultado, ele foi julgado perverso e preguiçoso. Somos responsáveis ​​pelo que fazemos para Deus com o que nos foi dado, e um dia seremos cobrados.

O que ouvimos do Mestre naquele dia depende de nós.

Qual é a lição de moral da Parábola

A lição moral da Parábola dos Talentos é que devemos usar e aumentar nossos dons de Deus (bênçãos) para Sua glória.

O que a parábola dos talentos significa para nós?

Os seguidores de Cristo devem se tornar mais intencionais com seu tempo e os “talentos” do mestre.

Um dia o mestre voltará e, quando o fizer, desejará saber o que fizemos com esta preciosa vida que nos foi dada. Fomos bons mordomos do que lhe pertence? Aumentamos o investimento dele?

Ou enterramos nosso tempo, talento e oportunidades? Cabe a nós decidir, mas é melhor decidirmos rapidamente. O mestre está planejando seu retorno e estará de volta a qualquer momento.

Equipe Redação BP

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