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O AMOR É LONGÂNIMO

ILUSTRAÇÃO – O AMOR É LONGÂNIMO

Conta O. Funcke como seu pai, que era médico, foi chamado para atender a um menino acidentado, que, contra a proibição paterna, subira a uma alta escada e levara uma queda.

Depois de o haver examinado, disse o médico aos pais:

– Aqui termina a minha arte. Gustavo partiu duas vezes a espinha.

Quanto antes morrer, melhor para ele!

Então o pai se aproximou do menino, dizendo-lhe, com um olhar quase hostil:

– Você está vendo, menino desobediente, o que ganhou?

Pois eu não proibira expressamente subir na escada? Ai de mim! agora não tenho mais filho e herdeiro!

A fisionomia do filho ficou como empedernida.

Logo, porém, sua mãe veio ajoelhar-se-lhe ao lado, tomou-lhe uma das mãos e disse, num tom que denotava infinita compaixão:

– Gustavo, meu pobre Gustavo, Deus ama você, ama muito mais do que eu lhe posso amar.

Crê que o grande e glorioso Deus dos Céus ama você, mesmo que agora o deixe descansar. . .

Nunca presenciei no rosto de qualquer pessoa tão rápida e feliz transformação como no rosto do pequeno Gustavo.

Estendeu ambas as mãos, tanto quanto pôde, e disse:

– Ele me ama, Ele me ama, Deus me ama!

Morreu instantes depois, inconsciente, mas tendo um sorriso nos lábios.

Er ist unser Leben.

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