O Silêncio de Deus

Esboço de pregação expositiva em João 11:1-6 com o tema: O Silêncio de Deus.

TÍTULO: O Silêncio de Deus

TEXTO da pregação: João 11:1-6

INTRODUÇÃO:

Por que, por vezes, parece que Deus não sabe ou não quer intervir em nossos problemas? Embora o Senhor conheça todas as coisas que ocorrem no universo, incluindo nossas necessidades e dificuldades, há momentos em que o silêncio divino nos intriga. Mesmo Jesus Cristo, em Mateus 27:46, expressou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Entretanto, nosso Pai Celestial nos diz “Não vos inquieteis”, pois Ele está ciente de todas as investidas malignas contra nós. Nada escapa ao nosso Deus, capaz de desfazer as obras do diabo, remover nossas dificuldades e suprir nossas necessidades. Nada é impossível para Deus.

No entanto, por que, por vezes, temos a sensação de que Ele não sabe, não pode ou não ouve nossas súplicas? Esta pode ter sido a pergunta dos presentes na casa de Lázaro, pois:

  • (v. 6) Jesus demorou dois dias para ir à casa de Lázaro.
  • (v. 14) Jesus afirmou que Lázaro morreu.

A questão era: se Ele tivesse vindo na hora certa, nada disso teria acontecido. Quantas vezes não nos questionamos da mesma forma: Por que isso aconteceu? Quando isso vai acabar? Qual é a Tua vontade, Senhor?

PROPOSIÇÃO: O silêncio de Deus pode ser um sinal, não de desaprovação, mas de aprovação e alerta para que possamos aprender mais sobre Suas vontades.

Através da experiência da família de Lázaro, podemos extrair lições preciosas sobre o Silêncio de Deus.

I. Aprendemos que nossa vida é um projeto de Deus para Sua glória e nosso bem (v. 4)

A) O Senhor não ficou desesperado e apressado, dizendo: “Vamos, vamos…”

B) Se é para a glória de Deus, ninguém pode impedir a execução do plano divino; no final, tudo dará certo.

C) É reconfortante saber como Deus recebe as notícias sobre nós – enquanto ficamos aflitos com diagnósticos médicos, palavras duras, tragédias, falta de dinheiro, etc., o Senhor nos diz: (Isaías 43:1-3) “Não temas…”

Aplicação: Essa é uma promessa de Deus para nós; Ele estará sempre conosco, e os períodos difíceis nunca serão definitivos.

II. Deus cumpre Sua agenda (v. 6)

A) O tempo que parece demorar para agir não significa descaso, mas sim o cumprimento de Sua agenda.

B) Havia um propósito divino naquele momento; Jesus não foi irresponsável nem desconsiderou a dor da família de Lázaro.

C) Deus tem apenas boas intenções para nós; Ele sabia o que estava fazendo e que era o melhor para Lázaro.

D) Deus tem um plano para nossa vida que se cumprirá inevitavelmente; não devemos nos preocupar, pois vivemos na companhia de um Deus que ofereceu Seu próprio filho para nos salvar.

Aplicação: Nem sempre Deus cura ou ressuscita, mas em Romanos 8:28, vemos que “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o Seu propósito”. Nenhuma ausência em nossa vida é mais significativa do que a presença de Deus.

Jesus chegou no tempo certo, o que significa que Ele nunca se atrasa e está entre nós. Seu silêncio nos alerta para que aprendamos:

III. Deus Deseja Desenvolver Nossa Fé (v. 14-15)

A) É preciso crer que para Deus tudo é possível.

B) É preciso melhorar nosso conhecimento de Deus – é em meio às aflições que aprendemos sobre Deus e sobre a vida. Jó concluiu: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora meus olhos te contemplam.”

C) É preciso aumentar nossa necessidade de buscá-Lo – Às vezes, Deus não nos responde não porque não queira, mas porque a resposta pode nos afastar de uma maior intimidade com Ele. Em alguns casos, se Ele responde imediatamente, não haveria necessidade de buscá-lo. Existem pessoas que estavam aos pés do Senhor buscando uma bênção financeira e que, depois de serem atendidas, desapareceram da igreja.

Aplicação: É preciso conhecer o Deus de , de Paulo e muitos outros que souberam e aprenderam a viver bem tanto na escassez como na abundância, louvando o Senhor. É necessário que estejamos na presença de Deus (oração) mesmo não estando em dificuldades. Você já teve um encontro com a bondade de Deus?

Então, quanto maior, mais Deus nos aprova. Outro ponto para aprendermos é que:

IV. Jesus Se Compadece de Nós (v. 33-35)

A) Deus tem sensibilidade – Apesar de saber o que estava acontecendo, Jesus não foi rude com as pessoas que estavam sofrendo. Cristo chora e se comove com a nossa dor.

B) Ele nos auxilia nos momentos de dor – Te toma nos braços, enxuga as lágrimas e sara as feridas.

C) Deus nos corrige em amor – Se erramos, somos corrigidos, mas em amor. O silêncio de Deus não silencia seu amor.

Aplicação: Você já teve um encontro com a bondade de Deus?

Outro ponto importante é termos certeza de que:

V. No Momento em que Deus Resolve Agir Nada Impede (v. 39-45)

A) Ele é quem faz a hora – Quando Deus age, não quer saber se o tempo do homem já passou, 4 dias depois da hora.

B) Deus não quer saber o que vão pensar – Quando Deus age, não quer saber se cheira mal, se apodreceu. Alguns não querem ter o trabalho de mexer com algumas coisas porque cheiram mal ou estão desacreditadas. Mas lembre-se, não há nada tão perdido para Deus que Ele não possa ganhar, achar ou transformar.

C) Deus não quer saber se tem incrédulos ao redor – Basta alguém crer para que milagres aconteçam.

D) Quando Deus age, a morte é vencida, o impossível acontece.

CONCLUSÃO

Diante disso tudo que falamos, qual deve ser sua e a minha postura?

  • Procurarmos Jesus para resolver nossos temores (v.3).
  • Reconheça a oportunidade que Deus está te dando – Se hoje ouvirdes a sua voz não endureçais os vossos corações (Hb. 3:15).
  • Espere o tempo de Deus para cada coisa – Aguarde sem determinar tempo.

Mesmo no silêncio de Deus, é possível ouvi-Lo dizendo: “Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá! Ele fará maravilhas, se aprendermos o mistério do Seu silêncio, e se O louvarmos mesmo nas vezes em que Ele retira as Suas dádivas, momentaneamente de nossas vidas.”

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Equipe Redação BP

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