Quem foi Diná: História, Significado e Lições da filha de Jacó

O significado que a história de Diná tem na Bíblia é profundo e nos oferece lições importantes.

Era apenas um passeio, uma conversa com as novas amigas, curtir uma festinha diferente das quais não faziam parte do costume de seu povo, enfim, era só uma escapadinha.

Pois bem, era uma pequena curiosidade que surgiu no coração de Diná, mas que resultou na mais terrível tragédia para a sua vida e para toda a sua família.

Vamos então nos aprofundar na história da filha de Jacó, Diná e assim aprender algumas lições com essa vítima inocente.

Quem foi Diná na Bíblia?

Diná a única filha de Jacó mencionada na Bíblia Sagrada, filha da esposa desprezada de Jacó, Lia. Era neta de Labão e sobrinha de Raquel, a esposa amada de Jacó.

A história de Diná na Bíblia está registrada no livro de Gênesis 34 e ficou conhecida depois que ela foi inocentemente estuprada por Siquém. Sendo lembrada como uma vítima inocente.

Seu nome Diná significa “vindicada” ou “julgada” ela recebeu esse nome de sua mãe, Lia que possivelmente estava demonstrando sua insatisfação em seu relacionamento conjugal com Jacó.

Qual a história de Diná na Bíblia?

história de Diná

Diná era uma adolescente de aproximadamente uns 15 anos, quando seu pai Jacó se mudou para as proximidades de Siquém.

Ela sendo ainda muito jovem, sem experiência de vida e como qualquer adolescente cheia de curiosidade, resolveu fazer amizade com as meninas daquela Cidade. Segundo alguns historiadores, ela desejava participar das festividades pagãs que os siquemitas estavam promovendo.

Porém, neste passeio diz a história bíblica que Siquém, o príncipe daquele povo, ao ver Diná se apaixonou por ela e acabou violentando-a, ao praticar relações sexuais com ela e ao mantê-la refém em sua casa, já com a pretensão de tomá-la como sua mulher.

Embora Diná estivesse procurando a amizades daqueles jovens pagãos, entendemos que ela não consentiu com a atitude de Siquém e de tudo que acontecera. A atitude de Siquém para os siquemitas era completamente normal, pois eles não tinham os mesmos costumes que a família de Jacó. Nem mesmo imaginavam quanto era vergonhosa e dolorosa essa atitude para Diná e sua família.

Quem vingou Diná?

Como para os siquemitas era uma prática normal, o pai de Siquém, Hamor rei daquela Cidade, foi até Jacó para pedir a sua filha em casamento para o seu filho.

Os irmãos mais velhos de Diná, Simeão e Levi, se sentiram insultados e indignados com toda aquela situação, armaram então um plano para fazer justiça com as próprias mãos e assim vingar Diná.

Eles fizeram uma proposta bem hipócrita, que somente dariam a sua irmã em casamento se todos os homens daquela cidade se submetessem à circuncisão. Sem ao menos imaginar que o vosso assassinato já estava planejado todos se submeteram ao ritual.

Após o terceiro dia do ritual de circuncisão realizado, Simeão e Levi iniciaram a terrível vingança sanguinária. Exterminando todos os homens de Siquém, deixando as mulheres viúvas e as crianças todas órfãs.

O resultado do passeio de Diná pela Cidade de Siquém, foi terrivelmente trágico.

Diná agora carregaria a dor de ter sido destruída moralmente e psicologicamente, sem chance nenhuma de ter um casamento feliz. Jacó e toda a sua família tiveram que abandonar suas terras e seu lar.

Os homens da Cidade todos assassinados, mulheres e crianças submetidos à escravidão e o nome de Deus totalmente desonrado pelos idólatras.

Quais lições podemos aprender com Diná, uma vítima inocente?

lições de Diná

A triste história de Diná, ficou registrada para servir de lição, não somente as adolescentes e jovens que, como ela se sentem tentadas a dar uma “voltinha” ou um “passeinho” para conhecer as atrações e fazer novas amizades, mas também para os pais a fim de que não sejam permissivos e condizentes com os desejos não santificados dos filhos.

Veremos então, quais lições podemos aprender neste estudo bíblico sobre Diná, uma vítima inocente.

1. A curiosidade pode causar danos irreversíveis

Adolescentes e jovens são curiosos por natureza. Muitas vezes por serem criados dentro de um lar cristão, acabam tendo essa curiosidade de saber como é uma balada, que gosto tem uma bebida, dentre outras coisas mais.

Porém, como vimos no caso de Diná essa curiosidade, levou ela a ser estuprada e consequentemente sofrer um dano irreparável. Portanto, sempre converse com seus filhos e lhe explique por dentro da palavra de Deus, que manter-se longe dessas práticas só lhe fará mais feliz e próspero em tudo.

2. Pecado gera pecado

A curiosidade de Diná e sua busca pela amizade com os idólatras, levou a sua desonra, e esta conduziu os seus irmãos ao pior massacre e vingança, ou seja, um pecado gerou outro pecado pior ainda.

Portanto, devemos estar sempre atentos para que não venhamos cair em diversos pecados, simplesmente para justificar outros pecados. Para evitar isso, a melhor forma é reconhecer o nosso pecado, buscar o perdão Divino ou do nosso próximo, para seguirmos em paz.

3. Princípios são inegociáveis

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Coríntios 6:14-15)

Como pais não devemos nos esquecer que princípios são inegociáveis. A cor de uma roupa, um corte de cabelo, um tipo de comida que gosta ou que não gosta, podem ser negociáveis.

Porém, quando parte para os princípios estabelecidos dentro do lar e principalmente, naqueles estabelecidos por Deus, os pais devem ser claros e determinados.

Talvez se Jacó e Lia tivessem deixado bem claro para sua filha Diná, que aquila amizade não fazia parte de um princípio Divino, a tragédia poderia ter sido evitada.

4. Pais digam “não”

Os limites dentro de uma casa precisam ser estabelecidos, deixando bem claro o que é permitido e o que não é permitido, o que é certo e o que é errado.

Sempre esteja atento, com quem seu filho vai sair, aonde ele vai ir, que horas ele vai voltar, são pequenos detalhes que fazem toda a diferença na vida dos filhos. Se achar que não é condizente com os princípios do seu lar, diga não e ponto.

Se Diná tivesse ouvido a palavra “não”, a sua história poderia ter sido diferente. Pois sua mãe e seu pai sabiam quem eram os Siquemitas, quais as práticas daquele povo e mesmo assim permitiram, ou talvez só não impediram ela de ir passear.

5. Preserve o amor dentro do lar

Quando olhamos para a história de Lia, mãe de Diná, vamos ver que ela era uma mulher desprezada e não amada por seu esposo. Isso gerou no coração dos filhos uma “deficiência”, o exemplo é claro, quando vemos a vingança de Simeão e Levi, completamente frios, sem amor e o principal sem o temor a Deus. Diná, como o seu nome mesmo diz “vindicação”, ela estava procurando a atenção de alguém.

Como meu esposo sempre diz, se nossos filhos não encontrarem amor, carinho, atenção em casa, eles vão acabar criando vínculos lá fora, com pessoas que não professam a mesma fé, não tem os mesmos valores, enfim, tudo o que é ruim e mal, eles poderão encontrar.

6. Os pais devem ser unidos na criação dos filhos

Para criarmos os nossos filhos no temor do Senhor e plantar em vossos corações os mandamentos do Senhor, os pais precisam falar a mesma língua, ou seja, precisam estar em concordância. Os filhos precisam ter certeza no que os pais estão lhe ensinando, nunca se esqueçam, o exemplo fala mais alto que as palavras.

Conclusão da história de Diná

Enfim, essa é uma das histórias bíblicas que nos leva a refletir de forma mais profunda. Tanto sobre nossas vidas, quanto a vida de nossos filhos e como estamos criando eles.

Devemos estar atentos à nossas escolhas e decisões, caminhando sempre de acordo com os princípios bíblicos e jamais negociar a nossa fé. Até mesmo as mais simples escolhas de nossas vidas, podem pôr em risco nossa vida espiritual.

A curiosidade sobre o mundo pode nos levar a situações nas quais poderemos sofrer terríveis consequências.

Estejamos pois atentos e vigilantes, contra as astutas ciladas do inimigo.

Indiara Lourenço

Com mais de 20 anos atuando na Pregação e Ensino, Indiara possui experiência em ministério infantil, jovem e feminino. Estudante de Teologia e ministra aulas na EBD. Mãe, esposa e serva que ama fazer a obra de Deus. Contagia a todos com sua alegria e inspira com palavras motivadoras, deixando um impacto positivo por onde passa.

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