As 7 vezes que José chorou na Bíblia

Esboço de pregação biográfica em Gênesis sobre as sete vezes em que José chorou.

TEMA: AS 7 VEZES QUE JOSÉ CHOROU NA BÍBLIA

TEXTO DA PREGAÇÃO: Gênesis 42:24 a 50:17

“E retirou-se deles e chorou. Depois tornou a eles, e falou-lhes…” (Gn 42:24)

PROPÓSITO: Consolador, mostrar que as lágrimas de José revelam um homem que sofreu profundamente, mas não permitiu que a dor endurecesse seu coração.

INTRODUÇÃO

Quando lembramos de José logo pensamos nos sonhos, ou a túnica, a cova… Mas há outro detalhe em sua história que revela muito sobre quem ele se tornou: suas lágrimas.

Depois de tudo o que sofreu, José poderia ter se tornado um homem frio e vingativo. Porém, quando José está no auge, vemos um homem que ainda sabia se comover, abraçar, perdoar e chorar.

E algo chama a atenção: Gênesis registra suas lágrimas especialmente quando o passado volta a bater à sua porta por meio de sua família. Ou seja, cada choro revela algo que estava acontecendo dentro do coração daquele homem.

Hoje quero percorrer com você as sete vezes que José chorou na Bíblia. Suas lágrimas têm muito a nos ensinar…

I. AO OUVIR AS PALAVRAS DOS IRMÃOS (Gn 42:21-24)

“E retirou-se deles e chorou.” (v.24)

José ouviu seus irmãos reconhecerem a culpa pelo que fizeram com ele. Eles se lembraram de sua angústia e de como ignoraram seus pedidos de misericórdia. Sem saber que José entendia sua conversa, confessaram: “Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão” (v.21).

As lágrimas mostram quanto aquele momento tocou José. O passado ainda doía, mas agora ele via seus irmãos começando a reconhecer o próprio pecado. Há feridas que o tempo não apaga completamente, mas Deus pode nos dar graça para lidar com elas sem amargura. Não deixe que aquilo que fizeram contra você determine aquilo que haverá dentro de você.

II. AO VER BENJAMIM (Gn 43:29-30)

“E entrou na câmara, e chorou ali.” (v.30)

Quando José viu Benjamim, seu irmão por parte de pai e mãe, ficou profundamente comovido. Depois de tantos anos longe da família, estava novamente diante daquele que compartilhava com ele uma ligação tão especial.

José precisou sair para chorar em particular. O governador do Egito continuava sendo um irmão que sentia saudade e amor. As dificuldades da vida não precisam endurecer nosso coração. Mesmo depois de sofrer, preserve sua capacidade de amar e se comover com as pessoas que Deus colocou em sua vida.

III. NO DIA DA RECONCILIAÇÃO (Gn 45:1-4)

“E levantou a sua voz com choro, de maneira que os egípcios o ouviam.” (v.2)

José não conseguiu mais se conter diante dos irmãos. Então chorou e finalmente revelou: “Eu sou José” (v.3). Era o momento em que aquele que havia sido vendido estava diante daqueles que o venderam.

José tinha poder para se vingar, mas escolheu aproximá-los. Ele não negou o mal que sofreu, porém enxergou a mão de Deus conduzindo sua história. Quando Deus lhe der oportunidade de tratar uma ferida do passado, escolha a reconciliação em vez da vingança.

IV. NO GOZO DA COMUNHÃO (Gn 45:14-15)

“E beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles; e depois seus irmãos falaram com ele.” (v.15)

José abraçou Benjamim, beijou seus irmãos e chorou com eles. Então o texto acrescenta: “depois seus irmãos falaram com ele”. O medo começava a dar lugar à aproximação.

A reconciliação tornou possível uma comunhão que havia sido quebrada durante muitos anos. Quando o perdão encontra arrependimento, relacionamentos podem encontrar um novo começo. Sempre que for possível e saudável, deixe a graça abrir caminhos que a ofensa havia fechado.

V. NA REUNIÃO COM SEU PAI (Gn 46:29)

“E lançou-se ao seu pescoço, e chorou sobre o seu pescoço longo tempo.” (v.29)

Depois de tantos anos separados, José finalmente reencontrou Jacó. O texto diz que ele chorou “longo tempo” sobre o pescoço do pai. Era o fim de uma espera dolorosa para os dois.

Naquele abraço, posição e riqueza ficaram em segundo plano. José tinha o Egito aos seus pés, mas ainda valorizava a presença de seu pai. Não permita que conquistas façam você perder de vista as pessoas que realmente têm valor em sua vida.

VI. NA MORTE DE SEU PAI (Gn 50:1)

“Então José se lançou sobre o rosto de seu pai e chorou sobre ele, e o beijou.” (v.1)

José reencontrou seu pai, desfrutou novamente de sua companhia e depois precisou enfrentar sua morte. Diante de Jacó, ele não aparece como governador, mas como filho. José chorou e beijou seu pai.

A fé não torna ninguém insensível diante da perda. A Bíblia não censura as lágrimas de José. Quando chegar o tempo da despedida, podemos chorar, sentir saudade e levar nossa dor ao Deus que nos sustenta.

VII. NA CONFISSÃO DOS IRMÃOS (Gn 50:15-17)

“E José chorou quando eles lhe falavam.” (v.17)

Com a morte de Jacó, os irmãos ficaram com medo de que José se vingasse. Por isso, novamente pediram perdão pelo mal que haviam cometido.

José chorou e respondeu: “Não temais” (v.19). Depois reafirmou que cuidaria deles e de seus filhos. Seu perdão não ficou apenas nas palavras, apareceu também na maneira como continuou tratando seus irmãos.

Quem perdoa de verdade não precisa manter o outro debaixo da dívida do passado. Se você decidiu perdoar, peça a Deus graça para que suas atitudes também expressem esse perdão.

CONCLUSÃO

José chorou quando ouviu seus irmãos, quando viu Benjamim, quando revelou sua identidade, quando abraçou sua família, quando reencontrou seu pai, quando perdeu Jacó e quando seus irmãos novamente pediram perdão.

Suas lágrimas mostram que Deus pode formar um homem forte sem torná-lo um homem insensível. José chegou ao governo do Egito sem perder a capacidade de sentir, amar, abraçar e perdoar.

Mas existe alguém maior do que José.

Jesus também chorou. Diante do túmulo de Lázaro, lemos simplesmente:

“Jesus chorou.” (Jo 11:35)

Ele conhece nossas lágrimas porque entrou em nossa dor. E na cruz, aquele que chorou por nós também morreu por nossos pecados e abriu o caminho para um futuro em que o sofrimento não terá a palavra final.

A promessa aos que pertencem a Cristo é maravilhosa: chegará o dia em que Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima” (Ap 21:4).

Hoje ainda choramos, mas não choraremos para sempre. Em Cristo, nossas lágrimas têm prazo, mas nossa esperança é eterna.


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Equipe Redação BP

Nossa equipe editorial especializada da Biblioteca do Pregador é formada por pessoas apaixonadas pela Bíblia. São servos de Deus capacitados, envolvidos, dedicados a entregar conteúdo de qualidade, relevante e significativo.

2 Comentários

  1. A vida de José é um exemplo para todos nós, ainda mais a fé que ele tinha no Senhor Deus!! Um exemplo também sobre como vencer tentações: Gênesis 39: 10!! Louvado seja Deus, o Criador dos céus e da terra 🐚🤍🧸

  2. A história da vida desse homem tão maravilhoso me emociona todas as vezes que leio..se Ele queandava tão correto diante de Deus passou por tantas aflições..imagina nós tão falios mas assim como ele venceu nós tbm podemos.
    Obrigada por esse estudo

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