Esboço de Pregação: 4 Encontros na Porta de Naim (Lucas 7)
Esboço de pregação sobre a viúva de Naim, Lucas 7:11-17 sobre os quatro encontros na porta da cidade.
Resumo do esboço
TEMA: QUATRO ENCONTROS NA PORTA DE NAIM
TEXTO DA PREGAÇÃO: Lucas 7:11-17
“E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim…”
“E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela…” (vv.11,13)
PROPÓSITO: Evangelístico – Levar a igreja a entender que quando Jesus entra em cena, Ele transforma encontros de dor em experiências de vida.
INTRODUÇÃO
Naim era uma pequena cidade, distante cerca de 40 km de Cafarnaum. Ainda assim, Jesus decidiu ir até lá.
O texto diz que Jesus foi até lá. Ninguém chamou. Nenhuma oração foi registrada. Ainda assim, Ele decidiu ir. Na verdade, Jesus nunca se move sem propósitos.
Isso revela algo poderoso: Deus não age apenas quando pedimos, muitas vezes Ele nos surpreende.
Mas, o que eu quero falar nessa pregação, é sobre os encontros que o texto revela.
Ao chegar na porta da cidade, dois grupos se encontram. Um carregando vida, outro carregando morte. Um entrando, outro saindo.
IDEIA CENTRAL: Quando Jesus chega, encontros comuns se tornam momentos de intervenção divina.
Hoje quero pregar sobre 4 encontros que este texto revela na porta de Naim e o que aprendemos com cada um deles.
I. O ENCONTRO DE DOIS GRUPOS (Lucas 7:11-12)
“…ia com ele uma grande multidão… e eis que levavam um defunto…” (vv.11-12)
1. Dois caminhos opostos se cruzam naquele momento. De um lado, Jesus conduzindo uma multidão em direção à cidade, símbolo de vida, comunhão e esperança. Por outro lado, um cortejo saindo da cidade, indo em direção ao cemitério, carregando dor e fim.
2. Esse contraste revela uma realidade espiritual. Há pessoas caminhando com Jesus, avançando para a vida. Contudo, há outras sendo levadas pelas circunstâncias, sem direção, dominadas por perdas e morte espiritual.
3. A direção que você segue define seu destino. Não basta estar em movimento, é necessário estar no caminho certo. Afinal, nem todo caminho leva à vida.
Espiritualmente, ninguém está parado. Ou você está indo com Cristo ou está sendo levado pela vida sem Ele.
A vida só encontra sentido quando caminhamos na direção de Jesus. Avalie hoje o caminho que você está seguindo.
Quem segue a multidão, caminha para a morte, mas, quem segue Jesus caminha para a vida. Decida hoje em qual direção você está andando.
II. O ENCONTRO DE DOIS FILHOS ÚNICOS (Lucas 7:12)
“…filho único de sua mãe, que era viúva…” (v.12)
1. A cena revela o extremo da dor humana. Aquela mulher já era viúva, ou seja, já havia enfrentado uma grande perda. Agora perde seu único filho, que era sua esperança, sustento e futuro.
2. O jovem morto representa aquilo que chegou ao fim. Existem áreas da vida que parecem enterradas: sonhos, alegria, fé, propósito.
3. Jesus representa o Deus que entra onde tudo terminou. Ele não chegou antes da morte, chegou depois. Isso mostra que, mesmo quando parece tarde demais, ainda não é tarde para Deus.
Há situações que você já considerou encerradas, mas Deus ainda pode tocar nelas.
Aquilo que terminou para você ainda pode ser recomeço nas mãos de Deus. Traga hoje o que você acha que já acabou.
III. O ENCONTRO DE DOIS SOFREDORES (Lucas 7:13)
“…moveu-se de íntima compaixão por ela…” (v.13)
1. A viúva carregava dor emocional e social. Ela não tinha apenas perdido um filho, mas também sua segurança. Uma mulher sofredora.
2. Jesus também conhece a dor. Como homem, Ele se tornou servo. Sofreu por pela humanidade. Ele é o homem de dores, e por isso entende perfeitamente o sofrimento humano.
3. A compaixão move Jesus à ação. Ele não apenas vê, Ele se envolve e intervém.
Deus não é indiferente à sua dor. Ele se aproxima e se importa.
Por isso, leve sua dor a Jesus. Entregue tudo nas mãos que foram feridas por você. Porque, Ele vê. Ele sente e Ele age.
IV. O ENCONTRO DE DOIS INIMIGOS (Lucas 7:14-15)
“Jovem, eu te digo: Levanta-te” (v.14)
1. Jesus interrompe o curso natural das coisas. O cortejo estava seguindo seu caminho normal. Contudo, Jesus toca o esquife e tudo para.
2. A palavra de Jesus carrega autoridade absoluta. Ele não ora, não pede, Ele ordena. Isso revela seu domínio sobre a morte.
3. A morte, que parecia definitiva, é revertida. O jovem se levanta, senta e começa a falar. A vida volta completamente.
A morte é chamada na Bíblia de último inimigo, mas diante de Jesus, ela perde sua força.
O que parece irreversível para o homem é apenas um detalhe para Deus.
Quando Jesus fala, até aquilo que parecia impossível precisa se submeter.
CONCLUSÃO DA PREGAÇÃO
Eu termino essa pregação dizendo: na porta de Naim, encontros naturais se tornaram manifestações sobrenaturais.
- Dois caminhos se cruzaram, e a vida venceu a morte.
- O Filho eterno encontrou a limitação humana, e trouxe vida.
- A dor encontrou a compaixão, e foi transformada.
- A morte encontrou Jesus, e foi vencida.
Talvez você esteja em um cortejo de dor, caminhando sem esperança, mas hoje é dia de encontro. Hoje é dia de mudança. Hoje é dia de vida.
Jesus ainda entra em cidades esquecidas. Deus ainda muda histórias improváveis.
Abra o coração. Receba a presença de Jesus. E prepare-se para viver o sobrenatural.
Quando Jesus chega, até a morte precisa recuar.
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