POLICARPO DE ESMIRNA

A HISTÓRIA DE POLICARPO DE ESMIRNA

POLICARPO DE ESMIRNA – SEU EXEMPLO

Policarpo, foi um ancião e ministro na igreja de Esmirna.

Sua morte não foi necessariamente mais ilustre que a mortes de outros santos.

Mas ele nos dá um exemplo de fidelidade no martírio, um testemunho do poder da graça de Cristo em grande sofrimento.

E um encorajamento para os santos de Deus que hoje sofrem pela causa do Evangelho de Jesus Cristo.

O INÍCIO DE SUA VIDA

O nascimento de Policarpo data-se por volta de 69 d.C., próximo a data do martírio de Paulo em Roma.

Mas Policarpo de Esmirna não nasceu em um lar cristão.

De fato, o lugar onde nasceu é desconhecido, pois ele apareceu em cena na história da igreja de uma forma estranha e perplexa, forma esta que evidencia os caminhos misteriosos da providência divina.

O COMEÇO DA VIDA DE POLICARPO DE ESMIRNA

os martires

A história de Policarpo começou então em Esmirna.

Esmirna era uma cidade na qual a igreja havia sido estabelecida mais cedo, talvez pelo apóstolo Paulo durante os anos de trabalho em Éfeso.

Isso quando todos “os judeus e os gregos que viviam na província da Ásia ouviram a palavra do Senhor” ( Atos 19:10 ).

Posteriormente, o próprio Senhor escreveu uma carta dos céus para a igreja de Esmirna.

Ele não tinha nada para repreender aquela igreja, mas tinha boas palavras.

Portanto, Ele tinha apenas palavras de encorajamento para confortar o sofrimento da igreja nas mãos dos perseguidores (Apocalipse 2:8-11).

POLICARPO DE ESMIRNA

É possível que Policarpo era ministro na igreja, no tempo em que a carta chegou em Esmirna e que ele a leu à sua congregação.

Pois, pouco sabia que esta falava de seu próprio martírio nas mãos dos perversos.

A INFÂNCIA DE POLICARPO

Uma mulher rica chamada Calisto, membro da igreja e notória pelas suas obras de caridade, sonhou que ela deveria ir ao portão da cidade de Éfeso e lá libertar um jovem menino que era escravo de dois homens.

Assim ela fez, e trouxe Policarpo para sua própria casa onde ela lhe deu um lar cristão, o ensinou os caminhos do Senhor, providenciou educação e adotou-o como seu filho.

Logo depois que o menino foi para o lar de Calisto, ele deu evidências da obra do Espírito de Cristo em seu coração.

Ele era sério e reservado, pois, era muito dado ao estudo da Escritura e diligente no testemunho de sua fé aos outros.

Uma característica que se destacava era sua auto negação, algo que sem dúvida foi usado pelo Senhor para prepará-lo para o martírio futuro.

Talvez um dos aspectos mais intrigantes da juventude de Policarpo de Esmirna, foi seu relacionamento com o apóstolo João.

Por vinte anos eles conheceram um ao outro, e então, Policarpo teve o privilégio de estudar aos pés de João.

Pode-se imaginar o discípulo amado de Jesus falando de seus anos com o Senhor e ensinando o que Cristo o ensinara.

Portanto, todo esse cuidadoso e treinamento preparou-o para a obra na igreja.

O TRABALHO DE POLICARPO TRABALHO EM ESMIRNA

a obra de policarpo

A obra que o Senhor chamou Policarpo para realizar em Esmirna era vasta e importante.

Ele era antes de tudo um diácono da igreja, labutando no cuidado dos pobres.

Este era um trabalho especialmente importante na igreja primitiva, pois a perseguição era a porção dos santos, e esta trouxe muito trabalho aos diáconos.

Eles tinham então de cuidar das mulheres e crianças cujos maridos e pais estavam na prisão ou tinham sido mortos.

Eles tinham de visitar os santos na prisão para confortá-los e encorajá-los em fidelidade.

Enquanto ao tentavam da melhor forma possível amenizar os seus sofrimentos, trazendo-lhes alimento, roupas e pomadas para suas costas dilaceradas.

POLICARPO É CHAMADO PARA A OBRA

No entanto, por causa de sua instrução, logo Policarpo foi chamado para ser um ancião da igreja, um presbítero, como a Escritura chama aqueles que tinham este ofício.

Em consequência da morte do ministro, naquele tempo, já chamado de bispo, Policarpo se tornou então, pastor e ministro da congregação.

Uma antiga tradição diz que o apóstolo João o ordenou ao ministério, mas não sabemos a veracidade disso.

Esta tradição, se não for verdade, poderia pelo menos sugerir que João estava presente para então testemunhar o evento.

A fama e influência de Policarpo se estenderam então, por toda Ásia Menor.

Ele não era respeitado apenas pela sua próxima associação com o apóstolo João, mas por causa de sua própria piedade, ele ganhou reputação entre os santos naquela parte do mundo.

POLICARPO, MÁRTIR

Houveram muitos eventos interessantes nestes anos de labuta na igreja.

E Inácio, era então bispo de Antioquia, a cidade onde Paulo começara seus trabalhos.

Inácio passou por Esmirna em seu caminho para o martírio em Roma.

Inácio e Policarpo gastaram alguns dias agradáveis juntos em Esmirna, relembrando então sua amizade no passado quando Inácio também vivia em Esmirna, e as vezes em que ambos tinham estudado sob o apóstolo João.

Posteriormente, Policarpo viajou à Roma.

Uma disputa em relação à data de comemoração da morte e ressurreição do Senhor havia então ameaçado a partir a igreja ao meio.

Pois, igrejas da Ásia Menor comemoravam estes eventos na mesma época do ano em que estes aconteceram.

Em outras palavras, a comemoração começava no dia quatorze do Nisan, o dia de Páscoa quando o Senhor comeu com os seus discípulos na última ceia.

Naturalmente, isto significava que estes eventos na vida do Senhor eram observados cada ano em um dia diferente da semana e então, a ressurreição não era celebrada no primeiro dia da semana de todo ano.

Essa tradição, de acordo com Policarpo, era apostólica, pois tanto Paulo quanto João, tinham a ensinado às igrejas.

POLICARPO

Mas as outras igrejas, guiadas por Roma, queriam que a ressurreição do Senhor fosse celebrada no primeiro dia da semana.

Então, eles haviam instituído esta celebração no primeiro dia do Senhor após o primeiro dia da primavera.

Certamente a questão era de natureza secundária, mas esta ameaçava dividir a igreja primitiva em dois grupos.

Com o desejo de resolver a questão, Policarpo viajou então a Roma para falar com Aniceto, o ministro daquela congregação.

Eles discutiram longamente a questão, mas nenhum deles pôde persuadir ao outro.

Como resultado, eles decidiram permitir que as igrejas tivessem a liberdade de celebrar estes eventos da vida do Senhor na data em que escolhessem, sem rancor, amargura ou contenda.

Como um gesto de sua partida cordial, Aniceto pediu Policarpo que presidisse a administração da Santa Ceia na igreja de Roma, então Policarpo assim fez.

O MARTÍRIO DE POLICARPO

o martirio de policarpo

A ameaça de perseguição sempre pairava sobre a igreja naqueles dias.

Havia tempos de relativa paz e pausa das perseguições em suas formas mais brutais, mas houve momentos nos quais a perseguição explodia em fúria.

Como resultado, igreja era odiada pelo Império Romano, especialmente pelos judeus e romanos pagãos.

Pois, a culpa por toda calamidade natural quer enchente, terremoto ou seca, recaía sobre os cristãos e de sua recusa a adorar César como Deus.

A PERSEGUIÇÃO

a perseguição dos cristãos

Posteriormente, quando Policarpo era idoso, no mínimo oitenta e cinco anos de idade, uma onda de perseguição alcançou Esmirna, provocada pelos bandos que estavam sedentos pelo sangue dos cristãos.

Quatorze cristãos foram capturados e arrastados para a arena pública onde então, eles serviram de alimento para as bestas selvagens.

Com exceção de um, todos morreram gloriosamente.

Um destes até mesmo estapeava o animal selvagem que parecia ser preguiçoso demais para atacar o cristão que estava ali para ser seu jantar.

A multidão não acalmou-se e começou então a gritar por mais.

Começaram a gritar, principalmente, por Policarpo, que era conhecido como o ministro da igreja e que estava escondido por causa dos apelos do seu rebanho.

Então, as autoridades foram enviadas para encontrá-lo.

Eles finalmente o encontraram após terem exigido informações de seu esconderijo de um servo, que foi submetido a torturas horríveis.

A multidão e o magistrado local estavam então, presentes na arena quando Policarpo foi apresentado.

Ele foi levado à presença do magistrado nas bancadas da arena, foi imediatamente julgado e declarado culpado enquanto a multidão frenética clamava por seu sangue.

SEU JULGAMENTO

Este foi um dos mais injustos e incomuns julgamentos, no qual o magistrado falou primeiro:

“Jure pela fortuna de César! Arrependa-te! Declare: Morte aos ateus!”

Virando-se para a multidão enfurecida, erguendo sua cabeça e acenando com sua mão, Policarpo então bradou:

“Morte aos Ateus!”

Mas o magistrado sabia o que Policarpo queria dizer.

“Renega tua fé! Jure e eu te libertarei de uma vez por todas! Tens apenas que insultar a Cristo.”

“Eu o tenho servido por oitenta e seis anos e Ele nunca me fez mal algum. Por quê então deveria eu blasfemar contra meu Rei e meu Senhor?”

“Jure pela fortuna de César!”

“Tu te lisonjeias se esperas persuadir-me.

Em toda verdade eu solenemente te declaro: ‘Eu sou um cristão’.”

“Eu tenho os leões aqui, para usá-los como me convém.”

“Dê suas ordens. Pois para nós cristãos, quando nos arrependemos não é do melhor para o pior, mas é esplêndido passar da perversidade para a justiça de Deus.”

“Se você não se arrepender, você será queimado na estaca já que você desdenha dos leões.”

“Tu me ameaças com um fogo que queima por uma hora e então se extingue.

Mas conheces tu o fogo eterno da justiça que virá? Conheces tua punição que devorará o ímpio?

Venha, não te demores! Faça o que quiseres comigo.”

A condenação foi então, proclamada.

A multidão enfurecida correu dos seus assentos para juntar varetas e feixes com os judeus, oferecendo alegremente sua ajuda.

Policarpo disse aos soldados em cargo da execução que não tinham de amarrá-lo à estaca, pois ele não tinha intenção de fugir.

As chamas saltavam, enquanto das chamas se podia ouvir esta oração dos lábios do fiel servo de Cristo:

A ORAÇÃO DE POLICARPO

“Senhor Deus Todo Poderoso, Pai de Teu amado e abençoado Filho Jesus Cristo, através do qual nós recebemos a graça de Te conhecer, Deus de anjos e poderes, de toda criação, e de todos os justos que vivem em Tua presença;

Te bendigo por considerar-me digno de estar, neste dia e hora, entre os Teus mártires e beber do cálice do meu Senhor Jesus Cristo […]

Eu Te adoro por todas as Tuas misericórdias;

Te bendigo, Te glorifico, através do eterno Sumo-sacerdote, Jesus Cristo, com quem a Te ao Espírito Santo, seja glória tanto agora como para sempre. Amém.”

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UMA LIÇÃO DE VIDA

É uma duradoura lição para nós, que aqueles que morreram por sua fé com orações e canções de louvor em seus lábios.

Pois, eram aqueles que sabiam no que acreditavam, amaram esta verdade e estavam preparados para morrer por ela.

Então só nos resta seguir esse exemplo de fidelidade a Cristo qual teve Policarpo de Esmirna, que foi fiel até a morte.

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