O que é e como era escrito o texto massorético?

Você já ouviu falar em texto massorético? Relaxa, o nome pode parecer estranho, mas o significado dele é simples de entender. O texto massorético são os manuscritos bíblicos em hebraico da Bíblia, considerados como a versão padrão para o judaísmo.

O texto massorético, que também é chamado por alguns de masorético, foi utilizado como a versão oficial de tradução para o Antigo Testamento da Bíblia que textos atualmente. Vamos conversar sobre o tema?

Quem traduziu o texto massorético?

Acredita-se que um grupo seleto de escribas judeus foram os responsáveis em reunir os textos que, segundo uma apuração detalhada, foi inspirado por Deus para que então fosse compilado num único texto – o Antigo Testamento que conhecemos hoje. Cada um desses manuscritos são os textos massoréticos.

Os escribas judeus participavam de uma escola chamada “Massorá” e ficam conhecidos como “massoretas”. Por isso, o texto massorético é a compilação dos textos encontrados e apurados por eles.

O que significa a palavra “massorético”?

Como já dito, esses textos ficaram conhecidos dessa forma por conta da escola e escribas, mas, etimologicamente falando, a palavra vem do hebraico “messorah” que significa tradição. Ou seja, esse texto guarda a tradição judia e os massoretas preservam a tradição de Israel.

Como foi escrito o texto massorético?

Segundo a história bíblica, esse trabalho dos massoretas se iniciou 500 d.C até 1000 Dc, e aconteceu da seguinte forma.

Primeiro os massoretas compilaram os diversos manuscritos bíblicos. Depois, com manuais próprios conhecidos como massoras, eles faziam as cópias perfeitas do texto hebraico, sem poder escrever sem auxílio do manual.

Além disso, os massoretas precisavam contar quantos versos, palavras e letras tinha o texto original. Após a cópia, deveriam contar novamente e verificar se o que tinha copiado correspondia corretamente com o massorético.

Tudo isso levava a uma cópia fidedigna do texto, sem omissões, alterações ou adaptações.

Os massoretas escreviam o texto massorético com letra quadrada, numa padronização de palavras e acentuação. Dessa forma, os massoretas ficaram conhecidos como “pais da gramática da língua hebraica atual.”

De acordo com Edson de Farias Francisco (2008), “esses documentos possuem um padrão elevado de uniformidade textual devido ao trabalho consistente e meticuloso dos escribas judeus do período medieval, conhecidos como massoretas, que elaboraram um rígido sistema de preservação e de transmissão do texto da Bíblia Hebraica, sem corrupções e alterações significativa”.

Os massoretas era um só grupo?

De acordo com informações históricas, os massoretas, como já dito, eram tradutores medievais com grande erudição, mas não se configuravam num grupo homogêneo.

Os massoretas eram divididos em dois grupos principais: os orientais e os ocidentais.

Os orientais tinham como principais características: Eram da Babilônia e desenvolveram o sistema de vocalização, acentuação e observação textual babilônico.

Já os massoretas ocidentais se dividiam entre aqueles que residiam na Palestina e os que residiam em Tiberíades. Cada um também foi responsável pela criação do sistema de vocalização, acentuação e de observações textuais próprio, a saber o palestino e tiberiense.

No entanto, o principal sistema massorético desenvolvido foi o tiberiense, que se tornou mais famoso e usado, com as famílias massoretas de Ben Asher e Ben Naftali amplamente conhecidas.

O texto massorético e a tradição mais conhecida

Segundo teólogos e estudiosos do texto massorético, o sistema que se configurou predominante a partir de então foi o criado e desenvolvido pela família Ben Asher.

Dessa maneira, o texto Massorético que hoje podemos ter acesso contém inúmeras influências, se não influências predominantes, do sistema dessa família, com todas as suas características de acentuação e vocalização.

Isso significa que o texto massorético desenvolvido até o século XII reproduz o sistema da família Ben Asher em sua ampla maioria. Após o século XII, o texto massorético desenvolvido ainda contém elementos dos massoretas tiberienses, no entanto, adaptam e introduzem novas características no texto traduzido – com reflexos de outras tradições, a saber, da família de Ben Naftali.

O texto massorético misto

De acordo com o teólogo Edson de Farias Francisco (2008), por volta do começo do século XIV, surge um Texto Massorético misto.

O texto massorético misto se configura na junção inúmeras fontes massoréticas e formas de tradução. Segundo informações, ele foi reproduzido por vários escribas judeus do final da Idade Média.

No entanto, embora utilize diversas características, não perde a fidelidade ao texto original.

Resumão

Em suma, entendemos no texto de hoje que:

  • O texto massorético são os manuscritos bíblicos em hebraico da Bíblia, considerados como a versão padrão para o judaísmo.
  • Os escribas judeus participavam de uma escola chamada “Massorá” e ficam conhecidos como “massoretas.
  • O trabalho dos massoretas aconteceu durante a Idade Média e contava com um sistema próprio de tradução, altamente fidedigno.
  • Os massoretas eram divididos em famílias, de diversas localidades

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Giovanni Bruno

Formado em Comunicação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), acadêmico de Teologia, pela FATIPI, e pós-graduando em Docência no Ensino Superior, pela UniCesumar e autor do livro “O Carpinteiro de Betel”.

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