7 Identidades de José na Bíblia

Esboço de pregação biográfica sobre as sete fases da vida de José com lições sobre identidade.

TEMA: 7 IDENTIDADES QUE MARCARAM AS FASES DA VIDA DE JOSÉ

TEXTO DA PREGAÇÃO: Gênesis 37 a 50

“José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro.” (Gn 49:22)

PROPÓSITO: Devocional, mostrar que José assumiu diferentes papéis e atravessou diferentes condições ao longo da vida, permanecendo debaixo da direção de Deus em cada uma delas.

INTRODUÇÃO

Ao longo da vida, uma mesma pessoa pode ser conhecida de maneiras diferentes em cada fase de sua história.

Mudam as responsabilidades, os lugares, as circunstâncias e até a maneira como as pessoas passam a enxergá-la.

José conheceu bem essas mudanças. Gênesis o apresenta ainda jovem na casa do pai e acompanha sua caminhada até tornar-se uma das pessoas mais importantes do Egito. Entre esses dois extremos, sua vida passou por profundas transformações.

Por isso, a história de José revela algumas identidades ou condições que marcaram sua trajetória.

Hoje, veremos sete identidades que marcaram as fases da vida de José e o que elas nos ensinam para nossa caminhada com Deus.

I. O FILHO: JOSÉ CONHECEU O AMOR DENTRO DA CASA DO PAI (Gn 37:3)

“Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice.” (v.3)

A primeira identidade de José apresentada aqui é a de filho. Antes de ser conhecido no Egito como servo ou governador, José era filho na casa de Jacó. O texto destaca o amor especial que seu pai tinha por ele, demonstrado também pela túnica que lhe deu.

Antes de qualquer posição que José alcançaria, havia uma identidade que não dependia de suas realizações: ele era filho. Na vida com Deus também é assim: antes de pensar no que você pode fazer para Deus, lembre-se de quem você é nele. Sirva, trabalhe e enfrente cada fase a partir da sua identidade de filho, não tentando conquistá-la.

II. O PASTOR: JOSÉ APRENDEU RESPONSABILIDADE NO CAMPO (Gn 37:2)

“Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos.” (v.2)

Antes dos grandes acontecimentos de sua vida, José aparece trabalhando com o rebanho da família. Aos dezessete anos, ele participava das responsabilidades comuns da casa e levava ao pai notícias sobre a conduta de seus irmãos.

Antes de encontrarmos José diante de Faraó, encontramos José cuidando de ovelhas. A história começa com responsabilidades simples. Não despreze aquilo que parece pequeno, seja responsável com o que está diante de você hoje.

III. O ENVIADO: JOSÉ OBEDECEU MESMO SEM SABER O QUE ENCONTRARIA (Gn 37:13-14)

“Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.” (v.13)

Quando Jacó mandou José procurar seus irmãos, sua resposta foi simples: “Eis-me aqui”. José saiu do vale de Hebrom, foi até Siquém e, não encontrando os irmãos, continuou procurando até Dotã. O texto destaca sua disposição em cumprir a tarefa recebida do pai.

José não sabia que aquela viagem mudaria completamente sua vida. Ele saiu de casa para cumprir uma missão simples e não voltou da mesma maneira.

Obediência é fazer fielmente aquilo que nos foi confiado, mesmo quando não sabemos tudo o que encontraremos pelo caminho.

IV. O SERVO: JOSÉ PERMANECEU FIEL NA CASA DE POTIFAR (Gn 39:1-6)

“José achou graça aos seus olhos, e servia-o.” (v.4)

Gênesis 37:17 mostra José indo servir seus irmãos. Em Gênesis 39, vendido no Egito, comprado por Potifar, José passou a servi-lo. Mesmo numa condição que não escolheu, tornou-se alguém digno de confiança.

Potifar colocou progressivamente seus bens sob os cuidados de José porque percebeu sua fidelidade e que o Senhor estava com ele.

Você não precisa ocupar a posição que deseja para servir bem, seja fiel na responsabilidade que está em suas mãos agora.

V. O SOFREDOR: JOSÉ CONHECEU A DOR SEM ABANDONAR A FIDELIDADE (Gn 37:23-28)

“E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.” (v.24)

José conheceu cedo o sofrimento provocado pela rejeição e pela injustiça. Seus próprios irmãos arrancaram sua túnica, lançaram-no numa cova e depois o venderam. Mais tarde, ainda sofreria uma falsa acusação e seria levado à prisão.

A Bíblia não esconde a dor de José, mas também não apresenta o sofrimento como o fim de sua história. Deus continuava conduzindo os acontecimentos. Não permita que aquilo que você sofre determine aquilo que você se tornará, permaneça fiel a Deus também nos dias difíceis.

VI. O PRÍNCIPE: JOSÉ RECEBEU AUTORIDADE SEM ESQUECER DE DEUS (Gn 41:39-41)

“Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito.” (v.41)

José saiu da prisão para ocupar uma posição de enorme autoridade no Egito. Depois de interpretar os sonhos de Faraó e apresentar um plano sábio para enfrentar os anos de fome, se tornou administrador da terra.

O poder não fez José abandonar o Deus que conheceu na adversidade. Mais tarde, os nomes de seus filhos mostram que ele continuava reconhecendo a ação de Deus em sua história (Gn 41:51-52).

Tão importante quanto permanecer fiel na dificuldade é continuar fiel quando Deus permite tempos de prosperidade.

VII. O RAMO FRUTÍFERO: JOSÉ TERMINOU SUA HISTÓRIA ABENÇOANDO OUTROS (Gn 49:22-26)

“José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro.” (v.22)

No final da vida de Jacó, José é descrito como um ramo frutífero junto à fonte. A bênção relembra também os ataques que sofreu, mas declara que “seu arco permaneceu firme” porque suas mãos foram fortalecidas pelo Poderoso de Jacó (vv.23-24).

José não apenas sobreviveu às fases difíceis, ele se tornou instrumento de preservação para sua família e para muitos durante a fome. Sua vida frutificou além dos limites de sua própria história.

Permaneça junto à fonte, porque Deus não quer apenas sustentar sua vida, mas também fazê-la produzir frutos que alcancem outras pessoas.

CONCLUSÃO

José foi filho, pastor, enviado, servo, sofredor, príncipe e ramo frutífero. Cada expressão nos permite enxergar uma fase diferente de sua caminhada.

Mas existe alguém maior do que José.

Quando olhamos para Jesus, encontramos o Filho amado do Pai:

“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mt 3:17)

Ele também é o Bom Pastor, que dá a vida pelas ovelhas (Jo 10:11). Foi o Enviado do Pai, que veio ao mundo cumprir a vontade daquele que o enviou (Jo 6:38).

E, embora sendo Senhor, tomou a forma de Servo.

“Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo.” (Fp 2:7)

Jesus também foi o Sofredor. Foi rejeitado, ferido e levado à cruz. Contudo, ressuscitou, foi exaltado e hoje reina como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

E há algo ainda mais precioso: unidos a Cristo, nós também podemos frutificar.

“Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto.” (Jo 15:5)

José foi chamado de ramo frutífero junto à fonte. Nós temos em Cristo a verdadeira fonte da vida e do fruto.

Talvez você esteja vivendo hoje uma fase que não escolheria. Talvez seja tempo de servir, sofrer ou simplesmente permanecer fiel enquanto espera.

Mas nenhuma fase desta vida é maior do que Cristo.

E nossa identidade final também não será determinada pelas fases que atravessamos aqui. Aos vencedores, Cristo promete “um nome novo” (Ap 2:17) e declara: “escreverei sobre ele o nome do meu Deus” (Ap 3:12).

Permaneça em Cristo. As fases desta vida mudam, mas chegará o dia em que os redimidos receberão dele um novo nome… carregaremos para sempre a identidade de quem pertence ao Cordeiro.

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