7 passos de humilhação na vida de José

Esboço de pregação biográfica sobre os sete passos de humilhação na vida de José.

TEMA: 7 PASSOS DE HUMILHAÇÃO NA VIDA DE JOSÉ

TEXTO: Gênesis 37:13 a 40:23

“Mandou perante eles um homem, José, que foi vendido por escravo; cujos pés apertaram com grilhões; foi posto em ferros.” (Sl 105:17-18)

PROPÓSITO: Encorajador, mostrar que José atravessou um caminho de sucessivas perdas e humilhações, mas Deus usou esse processo para prová-lo e prepará-lo para aquilo que viria depois.

INTRODUÇÃO

Deus tinha um plano para José, mas os passos até o cumprimento desse plano foram muito diferentes do que ele poderia imaginar. Por isso, precisamos aprender a confiar em Deus até quando não entendemos o caminho.

José recebeu sonhos que apontavam para o futuro, mas não recebeu um mapa mostrando como chegaria até lá. Entre o sonho e o cumprimento, vieram caminhos que pareciam levá-lo cada vez mais para longe da promessa.

Ele saiu de perto do pai e foi parar no campo. Do campo, desceu à cova. Depois vieram a escravidão, a injustiça, os grilhões e o esquecimento. Aos olhos humanos, José estava descendo. Contudo, Deus continuava conduzindo sua história.

É sobre esses caminhos que quero pregar hoje. Vamos acompanhar sete passos de humilhação na vida de José e descobrir que, mesmo quando não entendemos os passos, podemos confiar no Deus que conhece o caminho.

I. DO LADO DO PAI ATÉ O CAMPO: O PASSO DA OBEDIÊNCIA (Gn 37:13-20)

“Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.” (v.13)

José estava junto do pai quando recebeu a ordem para procurar seus irmãos. Ele não sabia o que encontraria no caminho, mas respondeu: “Eis-me aqui”. Foi até Siquém e depois continuou até Dotã para cumprir aquilo que Jacó havia pedido.

A caminhada que terminou em sofrimento começou com um ato de obediência. Nem toda dificuldade significa que você saiu da vontade de Deus. Às vezes, enfrentamos oposição justamente enquanto fazemos aquilo que é correto. Continue obedecendo mesmo quando não conhece o restante do caminho.

II. DO CAMPO À COVA: O PASSO DA REJEIÇÃO (Gn 37:23-27)

“E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.” (v.24)

José finalmente encontrou aqueles que procurava, mas não encontrou a recepção que esperava. Seus irmãos arrancaram sua túnica e o lançaram numa cova. Aquele que chegou para saber como estavam os irmãos acabou sofrendo nas mãos deles.

A rejeição é especialmente dolorosa quando vem de quem esperávamos acolhimento. Contudo, a reação dos irmãos não anulou a fidelidade de José nem encerrou sua história. Não permita que a rejeição dos outros transforme seu coração ou determine seu valor.

III. DA COVA AOS ISMAELITAS: O PASSO DA PERDA DA LIBERDADE (Gn 37:28)

“E venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.” (v.28)

José saiu da cova, mas não saiu livre. Seus irmãos o venderam, e agora outros decidiriam para onde ele iria. Aquele jovem que havia saído livremente da casa do pai seguia para o Egito como mercadoria.

José perdeu o controle sobre suas circunstâncias, mas Deus continuava soberano sobre sua história. Existem momentos em que não podemos escolher o que acontece conosco, mas ainda podemos escolher permanecer fiéis ao Senhor.

IV. DOS ISMAELITAS A POTIFAR: O PASSO DA SERVIDÃO (Gn 37:36)

“E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda.” (v.36)

José foi vendido novamente, dessa vez a Potifar. Sua nova condição era de servo. Entretanto, Gênesis 39 mostrará que José não permitiu que a servidão se tornasse desculpa para negligência: ele serviu de tal maneira que Potifar percebeu que “o Senhor estava com ele” (Gn 39:3).

José não escolheu ser servo, mas escolheu ser um servo fiel. Quando você não puder mudar sua condição, honre a Deus dentro dela. Fidelidade não depende de ocupar o lugar desejado, mas de servir corretamente no lugar em que estamos.

V. DA CASA DE POTIFAR AO CÁRCERE: O PASSO DA INJUSTIÇA (Gn 39:19-20)

“E o senhor de José o tomou, e o entregou na casa do cárcere.” (v.20)

José havia resistido à mulher de Potifar porque não queria pecar contra Deus. Mesmo assim, foi falsamente acusado e lançado na prisão. Sua fidelidade não o poupou imediatamente das consequências de uma mentira.

Fazer o certo nem sempre produz reconhecimento imediato. Às vezes, a fidelidade custa caro. Contudo, é melhor sofrer por permanecer íntegro do que prosperar negociando a consciência. Continue fazendo o certo, mesmo quando os outros interpretarem você de maneira errada.

VI. DO CÁRCERE AOS GRILHÕES: O PASSO DA PROVAÇÃO (Sl 105:17-19)

“Cujos pés apertaram com grilhões; foi posto em ferros; até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do Senhor o provou.” (vv.18-19)

O Salmo 105 acrescenta um detalhe doloroso que Gênesis não registra dessa forma: os pés de José foram presos em grilhões. Porém, o salmista também oferece uma chave para compreender esse período: “a palavra do Senhor o provou”.

A promessa não eliminou a prova. José havia recebido sonhos, mas precisou atravessar um processo antes de vê-los cumpridos. Não confunda o tempo da prova com o abandono de Deus. Continue firme enquanto espera, porque a palavra que sustenta sua esperança também prova sua fidelidade.

VII. DOS FERROS AO DESAMPARO: O PASSO DO ESQUECIMENTO (Gn 40:23)

“O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele.” (v.23)

José interpretou corretamente o sonho do copeiro e pediu apenas uma coisa: “lembra-te de mim” (Gn 40:14). Contudo, quando recuperou sua posição, o copeiro se esqueceu de José. E Gênesis 41:1 informa que ainda se passaram dois anos.

O esquecimento do copeiro não significava o esquecimento de Deus. José não sairia da prisão porque um homem se lembrou dele antes da hora, mas no momento em que Deus abriria a porta.

Quando as pessoas se esquecerem de você, não conclua que Deus fez o mesmo. Continue fiel enquanto espera pelo tempo do Senhor.

CONCLUSÃO

José desceu muitos degraus.

Saiu do lado do pai para o campo. Do campo foi para a cova. Da cova passou às mãos dos mercadores. Dos mercadores foi vendido a Potifar. Da casa de Potifar foi para o cárcere. No cárcere conheceu os grilhões e, depois, ainda experimentou o esquecimento.

Mas José não é o maior exemplo de alguém que desceu antes de ser exaltado.

Olhe para Jesus. O Filho de Deus deixou a glória, assumiu a forma de servo e humilhou-se até a morte de cruz.

“Humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp 2:8)

Mas a cruz não foi o último capítulo.

“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” (Fp 2:9)

José desceu e depois foi levantado por Deus. Cristo humilhou-se voluntariamente, morreu por nossos pecados, ressuscitou e foi soberanamente exaltado.

Talvez hoje você esteja vivendo um capítulo de humilhação, injustiça ou esquecimento. Não faça desse capítulo o final da história. Olhe para Cristo, permaneça fiel e confie no Senhor.

O caminho pode passar pela humilhação, mas para quem está em Cristo o destino final não é a vergonha. É estar para sempre com aquele que morreu, ressuscitou e reina eternamente.

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Equipe Redação BP

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