John Huss: História do Mártir da Reforma Protestante

Se você é um cristão que gosta da história da igreja, certamente já ouviu fala de John Huss, o mártir da Reforma Protestante. Neste artigo vamos conhecer mais detalhes de sua vida e extrair lições para nossa fida de fé.

Quem foi John Huss?

John Huss, também conhecido como Jan Huss, foi um dos principais líderes religiosos da Boêmia, atual República Tcheca, no final do século XIV e início do século XV. Ele nasceu em 1369 em Husinec, uma pequena vila da Boêmia.

Huss estudou teologia na Universidade de Praga, onde se tornou professor e reitor. Durante seus estudos, ele se envolveu com as ideias reformistas que estavam ganhando força na época e começou a pregar a reforma da Igreja Católica.

Em 1402, Huss se tornou capelão da Catedral de Belém, em Praga, e começou a pregar suas ideias para um público cada vez maior. Ele criticava a venda de indulgências, a corrupção dos líderes eclesiásticos. Além disso, defendia a ideia de que a Bíblia deveria ser traduzida para o idioma do povo, para que todos pudessem lê-la e entendê-la.

As ideias de Huss foram bem recebidas pelo povo, mas foram duramente criticadas pela Igreja Católica, que o considerava um herege. Em 1410, o Papa o excomungou.

Em 1414, o Concílio de Constança convocou John Huss para explicar suas ideias. Ele viajou para lá com um salvo-conduto concedido pelo imperador Sigismundo, mas mesmo assim o prenderam e o condenaram à morte por heresia em 1415. Huss se recusou a retratar-se de suas crenças e o queimaram vivo na fogueira no dia 6 de julho do mesmo ano.

Sua morte se tornou um marco na história da Reforma Protestante e influenciou muitos dos principais líderes reformistas, como Martinho Lutero e João Calvino.

Em resumo, John Huss foi um líder que defendeu a reforma da Igreja sendo condenado à morte por heresia. Sua coragem e fidelidade a Deus inspiraram muitos cristãos ao longo dos séculos e sua mensagem continua a ressoar até hoje.

John Huss História e Binbliografia

Qual a História de John Huss?

Huss começou a pregar suas ideias em 1402, quando se tornou capelão da Catedral de Belém, em Praga. Ele pregava em tcheco, em vez de latim, para que o povo pudesse entender melhor suas mensagens. Sua mensagem ganhou popularidade entre a população da Boêmia, que estava insatisfeita com a corrupção e a venda de indulgências pela Igreja Católica.

Em 1403, Huss publicou suas primeiras críticas à venda de indulgências e à corrupção na Igreja Católica. Ele apoiava fortemente a ideia de que a Bíblia deveria ser traduzida para o idioma do povo, para que todos pudessem lê-la e entendê-la.

As críticas de Huss não foram bem recebidas pela Igreja Católica, que o considerava um herege. Em 1410, ele foi excomungado pelo Papa, mas isso não o impediu de continuar pregando e defendendo suas ideias.

O que a Igreja fez com ele?

A história de John Huss é uma das mais trágicas da Igreja. Após o condenarem à morte por heresia, levaram Huss para a fogueira em 6 de julho de 1415, em Constança, na Alemanha. Essa execução brutal foi a culminação de anos de perseguição e oposição à sua mensagem de reforma da Igreja.

Huss foi condenado injustamente pelo Concílio de Constança, um evento que tinha como objetivo resolver as divisões na Igreja Católica. Apesar de ter sido prometido a Huss um salvo-conduto seguro para comparecer ao Concílio, ele foi preso assim que chegou a Constança e mantido sob custódia até o julgamento.

Durante o julgamento, Huss foi submetido a acusações falsas, e mesmo tendo sido defendido por seus advogados, a decisão já havia sido tomada de antemão. Segundo relatos, Huss foi insultado, ridicularizado e maltratado durante todo o processo.

Ao final do julgamento, condenaram Huss à morte e leram sua sentença em voz alta:

“Nós, os magistrados, tendo ouvido o que foi dito, vimos que o dito João Huss é um herege, e o condenamos como tal, e o entregamos ao braço secular”.

A partir daí, levaram Huss para o local da execução.

Apesar de queimado vivo na fogueira, Huss manteve sua fé e sua devoção a Deus até o fim. Como relatado em “Heróis da Fé”, Huss se recusou a retratar-se de suas crenças, afirmando que “não posso renunciar a nenhuma das verdades que ensinei, pois seria mentir contra Deus e renunciar à salvação”.

A execução de John Huss foi uma das mais brutais e injustas da história da Igreja. Sua morte teve um impacto profundo em muitos dos principais líderes da Reforma Protestante, e sua mensagem de reforma e devoção a Deus continua a inspirar os cristãos de hoje.

A HISTÓRIA DE JOHN HUSS

Como foi a morte de John Huss?

Mandaram fazer uma espécie de coroa de papel, sobre a qual pintaram três diabos extremamente feios e sobre suas cabeças estava escrito “Heresiarca!”. Vendo aquilo, disse John Huss:

O meu Senhor Jesus Cristo por mim usou uma coroa de espinhos. Por que então não deveria eu, por amor dele, usar esta leve coroa, por mais ignominiosa que seja? Certamente hei de usá-la e de bom grado.

Então, terminados o julgamento e a leitura da sentença, caindo de joelhos, ele orou dizendo:

“Senhor Jesus Cristo! Perdoa a meus inimigos por quem Tu sabes que sou acusado falsamente e atacado com falsos testemunhos e calúnias”.

A morte de John Huss foi extremamente dolorosa e traumática. Quando levado para a fogueira, arrancaram suas roupas e o amarram a um poste.

Antes de queimarem Huss vivo, os líderes da Igreja Católica ridicularizaram e o insultaram. Um deles chegou a colocar uma coroa de espinhos na cabeça de Huss, zombando dele como se fosse Jesus Cristo.

Huss começou a entoar um hino em louvor a Deus quando as chamas foram acesas. Enquanto as chamas o consumiam, ele continuou a cantar e a louvar a Deus, recitando as palavras do salmo 31: “Nas tuas mãos, ó Senhor, entrego o meu espírito”.

Boyer descreve que, em meio à fumaça e às chamas, Huss ainda tentou falar e orar, mas sua voz foi ficando cada vez mais fraca, até que não se ouviu mais nada além do crepitar do fogo. O autor destaca que, embora Huss tenha sofrido muito fisicamente, sua coragem e sua fidelidade a Deus são exemplos que inspiram muitos cristãos até os dias de hoje.

“Hoje vocês estão queimando um ganso (Huss, que significa “ganso” em tcheco), mas daqui a cem anos, um cisne irá surgir, que vocês não serão capazes de queimar”.

Essa frase foi registrada por vários relatos da época e é frequentemente citada como uma profecia sobre o surgimento de Martinho Lutero, que nasceu cerca de um século após a morte de Huss e foi um dos principais líderes da Reforma Protestante.

ÚLTIMAS PALAVRAS DE JOHN HUSS

Em meio as chamas

Então foi acesa a fogueira, e John Huss se pôs a cantar em voz alta:

Jesus Cristo! Filho do Deus vivo! Tem piedade de mim.

E quando começou a repetir a invocação pela terceira vez, o vento soprou a chama contra o seu rosto e sufocou-lhe a voz. Mas, apesar disso, ele ainda se moveu durante o espaço de
tempo que se leva para dizer três vezes a Oração do Senhor.

Em seguida, recolheram as cinzas com grande diligência e as jogaram no rio Reno, para que não ficasse sobre a terra o menor vestígio desse homem. Todavia, sua memória não pôde ser apagada das mentes piedosas nem pelo fogo, nem pela água, nem por qualquer outra tortura.

Esse piedoso servo e mártir de Cristo foi queimado em Constança, no dia seis de julho de 1415, d.C. Mas permaneceu fiel até a sua morte.

Uma oração feita por Huss

Quando, porém, nada adiantou, John Huss, pondo-se de joelhos, entregou toda a questão nas mãos do Senhor Jesus Cristo, dizendo:

Ó Senhor Jesus Cristo, cuja palavra é abertamente condenada aqui neste Concílio, a Ti novamente faço o meu apelo! A Ti que, quando foste maltratado pelos Teus inimigos, apelaste a Deus, Teu Pai, entregando a Tua causa a um justíssimo Juiz. Que, seguindo o Teu exemplo, nós que também estamos oprimidos por evidentes injustiças e injúrias, possamos buscar refúgio em Ti.

O que os cristãos de hoje podem aprender com John Huss?

A história de John Huss é uma lição para os cristãos de hoje sobre a importância de defender a verdadeira fé, mesmo quando isso significa ir contra a corrente. A vida e a morte de Huss são um exemplo de coragem, fidelidade e devoção a Deus, e devem inspirar todos os que buscam viver uma vida cristã autêntica.

Como disse Huss em uma de suas últimas cartas escritas na prisão, “Não ameis o mundo, nem as coisas que estão no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 João 2:15). Essa mensagem de desapego das coisas terrenas e de amor a Deus acima de tudo é uma lição que ainda é relevante hoje em dia.

Além disso, a defesa de Huss pela tradução da Bíblia para o idioma do povo é uma mensagem importante para os cristãos de hoje. A Bíblia é a Palavra de Deus e deve ser acessível a todos, independentemente de sua língua ou posição social.

Em resumo, a vida e a morte de John Huss são um testemunho da fé cristã e um exemplo de coragem e fidelidade a Deus. Sua mensagem de defesa da verdadeira fé, da Bíblia como fonte de autoridade e do amor a Deus acima de todas as coisas continua a inspirar os cristãos de hoje.

PORTANTO, VEJA HUSS.

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