Justificação e Santificação: O que significam e o que a Bíblia ensina sobre essas doutrinas?

O que é Justificação?

O Problema
Todas as pessoas são culpadas de fazer algo errado (pecar) contra outras pessoas e contra Deus. Todos são pessoalmente responsáveis ​​por seus pecados e, portanto, estão sob condenação (Romanos 3:23; 6:23). Assim como as pessoas que violam as leis de uma sociedade vão a um tribunal para o julgamento, Deus traz cada indivíduo diante de Si para julgá-los.

A Solução
Existe uma maneira de consertar tudo o que fizemos de errado? Deus corrige nossos erros fornecendo Jesus Cristo. Pois, a justiça de Jesus satisfaz as exigências de Deus. Sua justiça (ações corretas, status e sacrifício) é creditada a todos os que creem (Romanos 3:21).

Definição de justificação

O termo justificação significa “declarar justo”. Os escritores do Novo Testamento, especificamente Paulo, definem o termo em um sentido judicial. 

Imagine Deus, o juiz, sentado em Seu trono, declarando ao crente: “À luz do que Jesus fez em seu favor, você é (agora) justo.

Então, o réu, é claro, perguntaria: “Como isso aconteceu? E o que Jesus fez para acertar as coisas entre Deus e eu?” Ou seja, o que réu está realmente perguntando é: “Qual é a base para a justificação?”

A resposta é tripla: 

A graça de Deus (Rm 5:15) – Provida pela obediência de Jesus Cristo a Deus Pai.

Sangue de Jesus (Rm 5:9) – O sofrimento e a morte de Jesus fizeram com que todos os que escolhessem crer nele fossem justos com Deus.

A justiça de Jesus creditada aos crentes (1 Co 1:30; 2Co 5:21) – Aqueles que creem em Jesus recebem gratuitamente o “status correto” com Deus, não com base em suas próprias obras, mas com base no que Deus fez em Jesus Cristo (Rm 3:28; 4:5-6; Gl 2:16).

Uma vez que os malfeitores (pecadores) tenham colocado sua fé em Cristo, Deus os declara justos. Os novos crentes têm paz com Deus (Rm 5:1) porque todos os pecados passados, presentes e futuros são perdoados. 

Uma vez perdoados, os crentes não estão mais sujeitos ao julgamento que antes era devido (Rm 8:1). A declaração disso é justificação.

Em resumo, a justificação é um ato da graça de Deus: Um pecador culpado coloca sua fé em Cristo e é absolvido por Deus. Um malfeitor é “feito certo” com Deus.

“À luz do que Jesus fez em seu favor, você é (agora) justo. As coisas estão bem agora entre você e eu. Tribunal dispensado.” 

O que é Santificação?

O Problema
Onde quer que haja a presença do pecado, há conflito. Paulo lutou com esse conflito em Rm 7:15-25. Esta passagem nos mostra que resolver este conflito é um processo. Envolve Deus nos tornando mais “separados” de nossos erros e mais semelhantes a Ele.

Para o crente, deve haver uma sensação constante e cada vez maior de que, embora o pecado permaneça, ele não está no controle. Uma coisa é o pecado viver no crente, mas outra bem diferente é o crente viver no pecado.

A Solução
Espírito Santo é o agente contínuo de santificação, que opera dentro de nós para subjugar os impulsos pecaminosos e produzir frutos de justiça, ou ações corretas (Rm 8:13; 2 Co 3:17-18; Gl 5:22). Este processo é a santificação.

Definição de Santificação

O significado básico de santificação é “ser separado”. A palavra hebraica (qadosh; שודק) tem um significado básico de “separação”. Como termo moral, santificação se traduz como “santidade” ou “pureza”. 

O termo em grego (hagios; ἅγιος) se traduz como “santo”, como em “Espírito Santo”, ou “santo”. No sentido espiritual da vida de um crente, santificação significa “separado para Deus”, ou tornar-se mais santo por meio da conformação à imagem de Seu Filho.

Resumo

A santificação é uma obra da graça de Deus. A pessoa inteira é capacitada a morrer para o pecado e viver de acordo com a vontade de Deus. A justificação ocorre no momento da salvação, enquanto a santificação é um processo. 

Quando nossas vidas terminarem, entraremos na presença de Deus glorificados, livres da presença e do poder do pecado, já justificados, totalmente santificados.

No sentido espiritual da vida de um crente, santificação significa “ser separado para Deus”. 

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