O que Jesus quis revelar com as três parábolas das coisas perdidas?

Lucas 15 é conhecido como o texto que contém as três parábolas das coisas perdidas. Nesse texto, Jesus conta a parábola da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho pródigo. Mas o que Ele quis revelar através dessas histórias?

Como bem sabemos, Jesus usava as parábolas para trazer ensinamentos e entendimento sobre o Reino de Deus. E aqui, não é diferente. Vemos, sob três perspectivas, coisas ou seres que se perdem, mas que também são encontrados nas três histórias.

Vamos meditar sobre as parábolas das coisas perdidas?

Parábolas das coisas perdidas – A ovelha perdida

Muitos conhecem essa parábola e sabem que um pastor, ao contar suas ovelhas, percebe que uma se perdeu. Das 100 que tinha, apenas 99 estavam no aprisco.

Então, o bom pastor sai em busca de sua ovelha, passando por vales e montes, e a encontra, perdida e desorientada.

Aqui, percebemos que Jesus revela o caráter do Senhor – disposto a buscar sua ovelha desgarrada e trazê-la de volta.

Quantos de nós não conhecemos pessoas ou até já nos identificamos, de forma pessoal, com a ovelha que se perdeu? Porém, podemos olhar para o bom pastor, como reflexo nítido do nosso senhor Jesus, e entender que Ele vai em busca da ovelha desgarrada.

A própria Bíblia ressalta que Jesus Cristo é o bom pastor e que dá a vida pelas suas ovelhas.

Jesus, que contém toda a plenitude de Deus, afirmou que as suas ovelhas reconhecerão e sua voz e ele terá um só rebanho e um só pastor.

Porém, o ensino de Jesus não parou por aí. Ele continuou em Lucas 15 sua reflexão, trazendo aspectos da dracma perdida e do filho pródigo.

Parábolas das coisas perdidas – A dracma perdida

Nessa parábola, Jesus conta a história de uma mulher que possui dez dracmas, mas que perde uma delas. Essa mulher, então, varre a casa, acende a candeia e procura com diligência a drama perdida até encontrá-la.

Novamente, Jesus apresenta tal metáfora como uma exposição do coração de Deus – Ele fará de tudo para encontrar o que está perdido.

Podemos, mais uma vez, nos enxergar na posição daquilo que se perdeu. Aqui, algo de grande valor para aquela mulher que, embora tinha outras nove moedas, não desanima até encontrar a que estava faltando.

Ou seja, da mesma maneira que o bom pastor tinha 99 ovelhas de igual valor, essa mulher ainda possui algumas moedas. Ainda assim, nada a impediu de buscar com diligência o que fora perdido.

Semelhantemente a ela, o Bom Senhor procurará aqueles que se perderam. Isso não significa que o Senhor é negligente e perde aqueles que estão com ele – de forma alguma – mas nós, como pecadores que somos, acabamos nos desgarrando do caminho e precisamos da bondade e misericórdia do Senhor para sermos encontrados.

O Filho Pródigo

Por fim, Jesus conta a história do filho pródigo. Essa, uma parábola que traz inúmeros ensinamentos e reflexões, pode ser resumida como a história do caráter do Deus que espera ansiosamente seus filhos de volta. Independente de quanto tempo demorar para voltar, o Pai estará à sua espera e o honrará, de forma imerecida, quando voltar.

É fato que muitos de nós também nos identificamos com os filhos relatados nessa parábola – seja o mais novo ou o mais velho – no entanto, de uma coisa podemos ter certeza e nos alegrar: o Senhor carrega em seu caráter e personalidade o que esse pai carregava: bondade, misericórdia, zelo, cuidado, amor incondicional.

Se hoje você precisa voltar para os braços do bom Pai não pense duas vezes: Ele te espera com o coração cheio de compaixão e expectativa. Não importa de que maneira você se foi, seja ousado em voltar para o lugar de onde você jamais deveria ter saído: da casa do seu Pai.

O que há em comum nas três parábolas?

Podemos perceber durante a leitura de todo o capítulo, que Jesus conta as parábolas das coisas perdidas para dizer que: Há mais alegria nos céus com um pecador que se arrepende, do que com vários que permanecem sem arrependimento.

Em todas as histórias, conseguimos refletir sobre o caráter do Deus amoroso, que fará de tudo para ter os filhos de volta – reconciliados.

É por isso que fez a maior prova de amor por nós: enviou seu único filho, para morrer por nossos pecados e nos trazer de volta – para nos achar.

Em suma, o Senhor revela o caráter de um Deus que ama incondicionalmente seu povo e espera por ele.

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Giovanni Bruno

Formado em Comunicação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), acadêmico de Teologia, pela FATIPI, e pós-graduando em Docência no Ensino Superior, pela UniCesumar e autor do livro “O Carpinteiro de Betel”.

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