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Quem foi Arão na Bíblia?

Arão foi o primeiro líder dos sacerdotes na bíblia, ele era o típico “irmão do meio”, numa família de três filhos, entre sua irmã Miriã e seu irmão Moisés Filhos de Anrão e Joquebede.

SEU NASCIMENTO

Arão nasceu durante a opressão de Israel no Egito, mas evidentemente antes do edito genocida de Êxodo 1.22.

Tinha três anos de idade quando Moisés nasceu, ao passo que Miriã já era uma jovem (Êx 2.4-8).

Desde cedo, portanto, ele se encontrava entre o bebê que exigia total atenção e ainda por cima atraía a admiração dos vizinhos e uma irmã autoconfiante e incisiva.

VIDA FAMILIAR

Arão casou com Eliseba e teve quatro filhos (Êx 6.23; Lv 10,1,6): Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.

Todos seguiram seus passos, tornando-se sacerdotes em Israel (Levítico 1:5).

Dois deles, Nadabe e Abiú, violaram as instruções de Deus, pois, o sacrifício que ofereceram não foi agradável a Deus e em consequência morreram queimados. (Levítico 10:1-5).

O sacerdócio então foi passado aos seus dois irmãos, Eleazar e Itamar.

A ação presunçosa de Nadabe e Abiú não foi provocada por acharem que o pai tinha uma atitude subserviente demais para com Moisés e desejavam conquistar uma maior liberdade de ação na família sacerdotal?

AS HABILIDADES DE ARÃO

Arão foi um personagem importante no Êxodo, em parte porque era irmão de Moisés.

Quando Deus escolheu Moisés, tentou evitar que, por causa de um problema na fala, o líder de Israel ficasse numa situação constrangedora.

Deus reconheceu nele o dom da oratória e disse a Moisés que seu irmão falaria por ele.

Porém, algumas vezes, ele fez mal uso de suas habilidades de líder, como quando ajudou o povo a construir um ídolo para adoração no deserto enquanto Moisés se demorava no encontro com Deus no Monte Sinai.

ARÃO NO EGITO

No início da vida de Arão, o povo hebreu era escravo no Egito.

Moisés tinha sido apresentado como egípcio por uma das filhas de Faraó.

Mas ele fugiu para o deserto de Midiã depois de matar um escravo egípcio que espancava um hebreu (Êxodo 2:11-12).

Quando Deus chamou Moisés de volta para libertar o seu povo (Êxodo 3-4), chamou também Arão para encontrar Moisés no deserto (Êxodo 4:27).

Depois de tantos anos de exílio, Moisés era um estranho para seu povo.

Assim, Arão fez contato com os anciãos de Israel por ele. (Êxodo 4:29-31).

Quando ele e Moisés foram encontrar o Faraó, Deus falou ao líder egípcio através dos dois para que libertasse os israelitas (Êxodo 5:1) .

Ao invés disso, Faraó tornou a vida dos escravos hebreus ainda mais difícil.

Entretanto, Deus começou a mostrar o Seu poder para o governante egípcio através de uma série de milagres (Êxodo 5-12) .

SENDO INSTRUMENTO DE DEUS

Deus operou os três primeiros milagres através de Arão, usando uma vara (provavelmente um cajado usado pelos pastores de ovelhas).

Havia mágicos no palácio de Faraó que faziam truques semelhantes.

Depois que Deus mandou sobre todo o Egito a praga das moscas, os encantadores egípcios admitiram a derrota e disseram “Isto é o dedo de Deus!” (Êxodo 8:19).

Então Deus mandou mais pragas através de Moisés.

A desgraça final foi a morte de todos os primogênitos egípcios.

Arão estava com Moisés (Êxodo 12:1-28) quando Deus lhe revelou como redimiria os israelitas que tivessem os lares devidamente identificados.

Mas Deus pouparia seus filhos na noite em que as crianças egípcias morressem.

Aquele evento era portanto a origem da festa da Páscoa ainda hoje observada pelos judeus. (Êxodo 13:1-16).

LIDERANÇA NO DESERTO

ARÃO E MOISÉS

Arão ajudou Moisés a conduzir o povo na sua longa peregrinação pelo deserto e a viagem para a Terra Prometida (Êxodo 16:1-6).

Mais tarde, lutando contra o exército de Amaleque, ele ajudou a sustentar os braços de Moisés erguidos em oração para manter as bênçãos de Deus (Êxodo 17:8-16).

Embora Moisés conduzisse os israelitas, Arão era visto como um importante líder (Êxodo 18:12).

Deus o chamou para estar com Moisés quando lhe deu a lei no Monte Sinai (Êxodo 19:24).

Arão subiu com esses líderes em direção ao monte santo e ele teve a visão do Deus de Israel (Êxodo 24:9-10).

OS ERROS DE ARÃO

Arão e Hur ficaram cuidando do povo enquanto Moisés estava com Deus no alto do monte (Êxodo 24:13-14).

Foi aí então que os problemas começaram.

Moisés esteve ausente por quase um mês e então num momento de fraqueza, Arão cedeu ao apelo do povo por um ídolo para adorar.

Ele fundiu algumas peças de ouro para fazer a estátua de um bezerro (Êxodo 32:1-4).

Inicialmente, ele pensou que estava fazendo algo agradável a Deus (Êxodo 32:1-4).

Mas perdeu-se o controle da situação e uma festa selvagem e pecaminosa aconteceu em redor do ídolo (Êxodo 32:6).

Deus estava irado a ponto de destruir o povo, mas Moisés intercedeu por ele.

Ele lembrou a Deus Sua promessa de multiplicar a descendência de Abraão (Êxodo 32:7-14).

Moisés estava furioso com a imoralidade e idolatria.

Mas Arão lançou a culpa do ocorrido sobre o povo, sem admitir a sua própria culpa (Êxodo 32:21-24).

Então os idólatras foram punidos com a morte (Êxodo 32:25-28) e toda a terra com uma praga (Êxodo 32:35).

Moisés disse que Arão estava em grande perigo, mas foi poupado porque Moisés orou por ele. (Deuteronômio 9:20).

No segundo ano de peregrinação no deserto, ele ajudou Moisés a realizar um censo para contar o povo (Números 1:1-3,17-18).

Mais tarde ele teve inveja de Moisés por sua posição de liderança.

Ele e Miriam, sua irmã, começaram a conspirar contra ele, embora Moisés fosse o homem mais humilde na face da terra (Números 12:1-4).

Com Moisés, enfrentou uma rebelião em Cades-Barnéia. (Números 14:1-5) e com ele permaneceu numa outra rebelião posterior. (Números 16).

Deus acusou Moisés e Arão de não terem acreditado na Sua palavra e negou-lhes a entrada na Terra Prometida (Números 20:1-12).

A TRAJETÓRIA DE ARÃO

Durante toda a narrativa do Êxodo Arão é um auxiliar de Moisés.

Ele foi enviado para prover uma voz para as palavras de Moisés (Êx 4.14,29; 7.1,2; 16.9 etc.).

Subordinou-se a Moisés em todo o período das pragas (cf. Êx 7.18; 8.5).

E compartilhou com ele as reclamações do povo (cf Êx16.2) participando também dos momentos de oração (Nm 16.22)

E de alguns privilégios no Sinai (Êx 19.24;24.1,9).

Apenas uma vez o nome de Arão recebe a prioridade de irmão mais velho (Nm 3.1).

Deus falou diretamente com ele apenas duas vezes (Êx 4.27; 18.1-20).

Em duas ocasiões, entretanto, ele agiu independentemente de Moisés e em ambas as vezes aconteceram desastres desproporcionais.

Primeiro, quando ficou no comando durante a viagem de Moisés ao monte Sinai (Êx 24.14).

Então pressionado pelo povo (Êx 32.22), tomou a iniciativa de fazer um bezerro de ouro e promover sua adoração (Êx 32.2,5).

Com isso, atraiu a ira de Deus e só foi salvo pela intercessão do irmão (Dt 9.20).

Segundo, quando tomou parte numa insensata rebelião familiar contra Moisés (Nm 12.1), onde ele e Miriã alegavam que mereciam mais reconhecimento como instrumentos da divina revelação.

Pode-se perceber (v. 10) que a iniciativa de tudo foi de Miriã.

Arão, facilmente manipulado, como frequentemente acontece com pessoas basicamente fracas, foi persuadido a ficar indignado e assumir uma firme posição no lugar errado!

Não é notório que no final ele novamente deixou-se arrastar pela explosão de ira de outra pessoa e perdeu o direito de entrar em Canaã (Nm 20.1-13)?

O SACERDÓCIO DE ARÃO

SUMO SACERDOTE ARÃO

Apesar de não ser perfeito, a Bíblia, como um todo, descreve bem o nome de Arão.

Nos Salmos ele é chamado de pastor (Sl 77.20), sacerdote (Sl 99.6), escolhido (Sl 105.26), santo (Sl 106.16) e ungido ((Sl 133.2).

No livro de Hebreus, seu sacerdócio prefigurava o Sumo Sacerdote perfeito (Hb 2.17,18; 4.14-16; 5.1-4; 7.11).

Tal era a dignidade e a utilidade para a qual Deus levantou esse homem fraco, vacilante, inadequado e excessivamente submisso com todas as vantagem dessa qualidade e também todos os seus pontos negativos.

EXERCENDO O OFÍCIO DE SACERDOTE

Levítico 10.10 resume o sacerdócio do Antigo Testamento como um trabalho moral e didático.

Era educativo no sentido de que o sacerdote era o repositório da revelação divina (Dt 31.9) e instruía o povo a partir dessa verdade revelada (Ml 2.4-7; cf. Nm 25.12,13).

Contudo, o principal foco da vida sacerdotal era lidar com as enfermidades morais do povo e trazê-lo, mediante os sacrifícios determinados, a uma experiência de aceitação diante de Deus (Lv 1.3), por meio da expiação (Lv 1.4) e do perdão (Lv 4.31).

Portanto a idéia básica da “expiação” é aquela de “cobrir”.

Não simplesmente no sentido de esconder algo das vistas (Mq 7.18,19), mas muito mais no sentido de que um pagamento “cobre” o débito, cancela-o.

O método dessa “cobertura” era o “ato de carregar os pecados” ou a transferência do pecado do culpado e o cumprimento da penalidade (morte) merecida sobre o inocente.

Então em todos os sacrifícios, a imposição das mãos do ofertante sobre a cabeça do animal era um importante requisito (Lv 1.4; 3.2,8,13; 4.4,15,25; etc.).

E de acordo com o livro de Levítico, o significado desse ritual é esclarecido como a designação de um substituto e a imposição dos pecados do ofertante sobre o mesmo.

Por isso esses sacrifícios, o ministério dos sacerdotes arâmicos era essencial.

Portanto esta era a função deles e ninguém mais ousaria intrometer-se nessa tarefa.

Ela atingia seu ápice e seu exercício mais dramático no dia da Expiação anual.

Era portanto ocasião em que a misericórdia divina limpava todos os pecados, transgressões e iniquidades cometidos durante o ano anterior.

O SUMO SACERDOTE ARÃO

Era o principal oficiante, o primeiro a carregar o sangue que representava a morte do animal-substituto ao Santíssimo Lugar.

Para então o espargir onde era mais necessário, na presença do Senhor e sobre o propiciatório e as tábuas que continham a Lei de Deus, a qual foi quebrada (Lv 16.11-17).

O sacerdócio, contudo, era uma oportunidade de ensino e o povo precisava entender publicamente o que o sacerdote havia feito na privacidade.

Portanto, a cerimônia do “bode emissário” foi ordenada por Deus (Lv 16.20.22), na qual, abertamente, diante de todo o povo, Arão impunha as mãos (v 21), confessava todos os pecados (v 21) e “colocava” todos eles sobre a cabeça do animal.

Dessa maneira, o bode era designado para “levar sobre si todos os pecados”.

Então esse era o momento de glória de Arão, onde ele prefigurava Aquele que seria atingido pela transgressão do seu povo e levaria sobre si o pecado de muitos (Is 53.8,12),

Aquele que “pelo Espírito eterno” ofereceria “a si mesmo imaculado a Deus” e tanto seria como faria “um único sacrifício pelos pecados”,“para sempre” (Hb 9.14; 10.12).

A MORTE DE ARÃO

Arão morreu no monte Hor (Nm 20.22-29) e foi homenageado com um luto que durou trinta dias.

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