VANGLÓRIA – Significado

VANGLÓRIA – O ato de enfatizar as próprias obras, habilidades ou características com um sentimento de orgulho ou autorreconhecimento. Na Bíblia, essa palavra também pode ter uma conotação mais positiva, referindo-se a “gloriar-se” no Senhor.

No Antigo Testamento, os termos relacionados à “vanglória” e seus sinônimos são frequentemente usados ​​para descrever a atitude dos ímpios que definem em suas próprias habilidades e recursos, em vez de confiar em Deus (Salmo 52.1; 94.3,4). Os inimigos de Israel frequentemente se vangloriavam reivindicando suas vitórias evam glória para si mesmos (Deuteronômio 32.27; Salmo 10.3; 35.26; 73.9; Isaías 3.9). Eles também se orgulhavam de suas riquezas (Salmo 49.6) e de sua sabedoria (Isaías 19.11). No entanto, o Senhor exorta os ricos e sábios a se gloriar em conhecê-Lo e compreendê-Lo, pois Ele se agrada da lealdade, justiça e retidão (Jeremias 9.24).

Jesus ilustrou a vanglória por meio da parábola do fariseu orgulhoso de que se vangloriou diante de Deus em sua oração (Lucas 18.10-14). No Novo Testamento, o apóstolo Paulo aborda frequentemente o tema da vanglória em suas cartas. Ele contrasta a negatividade de se vangloriar das próprias realizações com a positividade de se gloriar no que o Senhor fez (Romanos 3.27,28; 2 Coríntios 10.17; Gálatas 6.14).

Paulo enfatiza que a justiça própria e a vanglória devem ser evitadas (Romanos 1.30; 2.17,23; Efésios 2.9; 2 Timóteo 3.2). Ele associava a vanglória à atitude dos judeus que confiavam em sua obediência à lei. Para Paulo, a única forma legítima de se gloriar estava em regozijar-se no Senhor (Romanos 5-11).

A abordagem de Paulo à vanglória não se baseava em comparações com outros, ao contrário da vanglória de seus oponentes. Ele reconhecia que o poder de Deus operava através dele (2 Coríntios 3.2-6) e que Deus o recomendava (2 Coríntios 10.18), permitindo-lhe dar glória a Deus. Paulo preferia se gloriar em suas fraquezas, reconhecendo o poder e a força do Senhor (2 Coríntios 12.5,9).

Em alguns agradecimentos, o apóstolo expressou sua glória em relação a grupos específicos de cristãos (2 Coríntios 7.4,14; 8.24; 9.2,3), mas isso era uma expressão de confiança neles, não uma exibição de seus próprios sucessos. Quando se tratava de si mesmo, Paulo se vangloriava com relutância, principalmente como uma defesa contra elementos negativos na igreja de Corinto, afirmando que aqueles que o forçaram a se engajar na vanglória insensata eram os responsáveis ​​por tal comportamento (2 Coríntios 12.11).

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