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ABEL E SUA HISTÓRIA NA BÍBLIA

Saiba quem foi Abel, o personagem que agradou a Deus com sua oferta.

QUEM FOI ABEL NA BÍBLIA?

Abel era o segundo filho de Adão e Eva e irmão de Caim.

“Abel” pode ser um derivado de um vocábulo hebraico que significa “sopro” ou “vaidade”, para prefigurar assim que sua vida seria curta.

Ele se tornou pastor de ovelhas (Gênesis 4:2), enquanto Caim, agricultor.

Na época das colheitas, o mais velho ofereceu a Deus alguns dos frutos colhidos.

O mais novo, porém, apresentou os melhores animais do rebanho, para enfatizar o valor e o custo deles.

Quando ambos levaram ofertas para Deus, Deus aceitou o sacrifício de animal de Abel e rejeitou a oferta de vegetais de Caim.

O seu sacrifício foi recebido favoravelmente pelo Senhor, mas o de Caim, não.

Então Caim ficou com ciúmes de seu irmão e o matou.

Seu ato pecaminoso não ficou escondido do Senhor e a morte de Abel trouxe-lhe o juízo divino.

De acordo com a história, o caráter de Abel era mais merecedor da benção de Deus.

Por essa razão, sua oferta foi aceita e a de Caim não (Gênesis 4:7).

Não existe evidência nas Escrituras que ofertas vindas da terra foram vistas com menor importância de que as oferta envolvendo o derramar de sangue.

Debaixo da Lei de Moisés, que veio depois, os dois tipos de ofertas eram requeridas.

O PRIMEIRO MÁRTIR

No novo Testamento, Abel é lembrado como o primeiro mártir (Mateus 23:35, Lucas 11:51, Hebreus 11:4).

Ele representou a primeira fatalidade subsequente à maldição de Deus sobre a humanidade, por causa da desobediência de Adão e Eva.

Essa tragédia, como resultado direto do pecado de Caim, cumpriu a promessa de que o ato de comerem o fruto do conhecimento do bem e do mal traria a morte física.

Esta enfatizava o desenvolvimento rápido da transgressão, quando Deus entregou a humanidade às consequências do pecado, com um mínimo de graça para refrear a maldade.

A OFERTA DE ABEL

Tanto Caim como Abel ofereceram sacrifícios, para demonstrar assim que a humanidade, apesar da maldição de Deus, ainda conserva um desejo de adorá-lo.

O fato de que a adoração envolvia sacrifícios indica o reconhecimento de que o verdadeiro culto a Deus devia custar algo.

A natureza exata das ofertas não é mencionada, mas o padrão herdado por Noé (Gn 8.20) sugere que um altar era construído e a oferta, queimada sobre ele.

A OFERTA QUE DEUS ACEITOU

A maneira como Deus expressou sua aceitação a Abel não é clara, mas possivelmente isso se deu por uma manifestação do fogo divino.

Talvez sua oferta tenha sido consumida pelo fogo e a de Caim, não (cf. Lv 9.24; Jz 6.21; 1 Rs 18.38).

O Senhor aceitou a oferta de Abel, em detrimento da de Caim, porque o mais moço era justo (Mt 23.35; Hb 11.4; cf Gn 4.7) e oferecia o melhor do seu rebanho.

Sua justiça, porém não foi demonstrada pelo valor da oferta e sim pela sua fé (Hb 11.4).

Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.

A repreensão de Deus a Caim, por- tanto, focalizou sua atitude de coração (Gn 4.7).

Essa foi a primeira revelação de que o Senhor preocupava-se em que a adoração fosse uma expressão exterior de um coração devotado e obediente e não apenas um comportamento religioso.

O assassinato de Abel, como um homem de fé, tornou-se um protótipo dos que seriam martirizados por sua confiança (Mt 23.35; Lc 11.49-51).

Nesse sentido, a fé de Abel ainda fala (Hb 11.4), porque sua confiança ainda espera uma vindicação. Ele nunca recebeu a bênção da aprovação de Deus por sua fé sobre a Terra (Hb 11.39).

A morte prematura de Abel mostrou que a vindicação final da fé é uma esperança futura, mantida com a confiança em Deus.

O SANGUE DE ABEL EM CONTRASTE COM O DE CRISTO

Um contraste, contudo, é estabelecido em Hebreus 12.24 entre o testemunho do sangue de Abel e o de Jesus.

E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.

O de Abel providenciou um testemunho para Deus e trouxe uma maldição sobre Caim (Gn 4.10-12).

O de Cristo é superior porque, embora derramado por pecadores, traz bênção e não maldição.

O sacrifício de Jesus não representa um martírio, mas um meio eficaz de salvação.

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