Armagedom: Onde e Como será a Batalha do Armagedom?

Armagedom é a grande batalha final entre as forças do bem e do mal, mencionada no Apocalipse, que ocorre nos Últimos Dias antes do novo céu e da nova terra. O Armagedom, a última grande guerra da história, acontecerá em Israel, juntamente com a segunda vinda de Cristo.

Além do de Apocalipse 16:14, a batalha ou campanha do Armagedom é descrita também em Daniel 11.40-45, Joel 3.9-17 e Zacarias 14-1-3. Ela terá lugar nos últimos dias da Grande Tribulação, após a igreja de Cristo ser arrebatada.

João nos diz que os reis do mundo se reunirão “para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-poderoso”, em um lugar conhecido como “Armagedom” (Ap 16,14,16).

Este artigo mergulhará nas passagens bíblicas que falam sobre o Armagedom, discutirá os detalhes que temos disponíveis sobre esta grande batalha e o que ela significa para nós hoje.

Onde ocorrerá o Armagedom?

A reunião dos exércitos será na planície de Esdrelon, em torno da colina de Megido.

Esta área está localizada no norte de Israel, aproximadamente 30 km ao sul-sudeste de Haifa e 80 km ao norte de Jerusalém.

batalha do armagedom-megido

E uma região que já foi cenário de muitas batalhas do Antigo Testamento.

O livro de Juízes registra que lá se deu o confronto entre Baraque e os cananeus (cap. 4), e a batalha entre Gideão e os midianitas (cap. 7).

O que é Armagedom?

O termo “Armagedom” vem da língua hebraica.

Har é a palavra para “montanha” ou “colina”.

Mageddon provavelmente diz respeito às ruínas da antiga cidade de Megido, que fica acima do Vale de Esdrelon no norte de Israel, onde os exércitos do mundo se reunirão.

De acordo com a Bíblia, grandes exércitos do oriente e do ocidente se unirão nesta planície.

O Anticristo derrotará os exércitos do sul, pelo fato de estes ameaçarem o seu poder, e destruirá uma Babilônia reconstruída a leste antes de finalmente voltar suas forças para Jerusalém a fim de dominá-la e destruí-la.

Quando ele e seus exércitos marcharem contra Jerusalém, Deus então, entrará em ação e Jesus Cristo voltará para resgatar o seu povo, Israel.

O Senhor, com seu exército angelical, destruirá os exércitos, capturará o Anticristo e o Falso Profeta e lançá-los-á no lago de fogo (Ap 19.11-21).

Quando o Senhor voltar, o poder e o domínio do Anticristo terão fim. Charles Dyer afirma:

“Daniel, Joel e Zacarias identificam Jerusalém como o local onde ocorrerá a batalha final entre Cristo e o Anticristo. Os três predizem que Deus interferirá na história em favor do seu povo e destruirá o exército do Anticristo em Jerusalém. Zacarias profetiza que a batalha terá um fim quando o Messias voltar à terra e seus pés tocarem o monte das Oliveiras. Esta batalha será concluída com a segunda vinda de Jesus”.

Portanto, a campanha do Armagedom, em Jerusalém, será um dos acontecimentos mais desapontadores da história.

Com exércitos tão gigantescos reunidos em ambos os lados, seria de se esperar um confronto épico entre o bem e o mal.

Mas, não importa, todavia, quão poderoso alguém é na terra. Ninguém é páreo para o poder de Deus.

Quais são os propósitos do Armagedom?

Como em muitos eventos humanos, o Armagedom possui dois propósitos: o divino e o humano, o plano divino e a lógica humana.

O propósito divino é que o juízo do Armagedom prepare o reino milenial de Cristo sobre a terra.

O propósito humano, inspirado por Satanás, é liquidar os judeus de uma vez por todas.

O Propósito Divino

Nosso soberano Senhor, segundo sua providência, supervisiona toda a história.

Logo, toda história resulta do decreto do Deus trino. Pois, nada acontece que Ele não tenha efetivamente planejado.

Ao longo de todo o tempo, normalmente sem que a humanidade tenha ciência, há uma batalha entre Deus e Satanás, entre o bem e o mal.

Portanto, a guerra do Armagedom é o clímax de toda uma série de eventos que culminam neste ato final.

De acordo com o propósito divino, será no Armagedom que Deus julgará os seus inimigos.

Tanto a oposição do homem como a de Satanás estarão concentradas em Israel, a nação eleita de Deus, e Deus os trará àquele local a fim de desbaratar seus planos insensatos e suas rebeliões.

O salmista registra a reação de Deus ante os débeis planos humanos de derrubá-lo no Armagedom:

“Por que se amotinam as nações, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então, lhes falará na sua ira e no seu furor os confundirá. Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.” (SI 2.1-6)

O Propósito Humano

A louca perspectiva humana, que leva ao embate final em Jerusalém, parece ser motivada pelo esforço dessas pessoas em solucionar o que acreditam ser a fonte dos problemas do mundo: os judeus.

Ao acompanharmos os fatos que levam ao Armagedom em Apocalipse 11-18, observamos que a perseguição a Israel começa no meio da Tribulação e vai progredindo até culminar com a reunião de exércitos de todo o mundo em Israel.

Termos usados no Livro do Apocalipse

Quando ocorrerá a Batalha do Armagedom?

Embora a cultura popular mencione o Armagedom a todo instante, este não acontecerá amanhã, no próximo mês, ou mesmo no próximo ano.

É um conflito militar que acontecerá após o arrebatamento e ao fim dos sete anos de tribulação.

Será o ápice do reinado do Anticristo e terminará com a segunda vinda de Jesus Cristo, que destruirá o Anticristo e suas forças.

Este conflito é o último grande acontecimento da cronologia profética antes da fundação do reino milenial.

O Armagedom não é algo pelo que qualquer pessoa devesse ansiar com alegria, pois trará morte e destruição a muitos.

E, contudo, um futuro enfrentamento militar real que nenhuma negociação poderá evitar.

A sequência pormenorizada de eventos e os termos utilizados em relação ao Armagedom demonstram que, em vez de uma batalha isolada, trata-se de uma campanha ou série de batalhas.

Em vez de utilizarmos o nome para uma “batalha final”, deveríamos considerá-lo uma campanha ou guerra.

O Armagedom é uma série de conflitos que culminam com a segunda vinda de Jesus.

A palavra grega polemos, traduzida por “guerra” em Apocalipse 16.14, geralmente significa uma guerra prolongada.

Os acontecimentos do Armagedom não ocorrem todos em um mesmo dia, nem se resumem a uma batalha isolada.

Mas, ocorrem em uma ampla área geográfica ao norte e ao sul de Jerusalém, como também à leste da Babilônia.

Portanto, todos os eventos acontecerão ao longo de, pelo menos, alguns dias. Provavelmente, levarão algumas semanas.

QUANDO OCORRERÁ A BATALHA DO ARMAGEDOM

Quem estará presente na Batalha do Armagedom?

As Escrituras indicam que todas as nações da terra se reunirão para combater Israel.

Trata-se de um clímax bastante apropriado para a Grande Tribulação, durante a qual o mundo inteiro se rebelará contra os céus (com exceção de um remanescente de fiéis).

A Bíblia ensina que esta guerra não ficará limitada às terras de Israel, mas se estenderá por todas as nações do mundo (Zc 12.3; 14-2; Ap 16.14).

Também menciona os reis (plural) do oriente, que assumem um papel de destaque na escalada militar que leva à guerra do Armagedom:

“E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente” (Ap 16.12).

Provavelmente, o versículo está enfatizando os poderes das nações orientais simplesmente porque é lá que vivem as maiores massas populacionais.

Quando consideramos o fato de que toda a Grande Tribulação será uma guerra entre Deus e seus oponentes, Satanás, os anjos caídos e a humanidade decaída, não nos surpreende que o período venha incluir um grande número de batalhas.

As informações bíblicas nos levam a crer que a Tribulação será um tempo de grandes conflitos militares, a ponto de não ser errado afirmar que todo este período será uma guerra mundial.

O que acontecerá no Armagedom?

Esta reunião culminará com a Segunda Vinda de Jesus Cristo, pois é no Armagedom que o curto e diabólico reinado do Anticristo, que enganou as nações, chegará a um fim abrupto e ardente. Mais uma vez, o livro do Apocalipse nos fornece os detalhes de sua morte:

“E vi a besta e os reis da terra com os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que na presença dela fizera os sinais com que enganou os que receberam a marca da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre” (Apocalipse 19:19-20).

Até o apóstolo Paulo fala profeticamente sobre o que acontece no Armagedom, falando sobre esse mesmo evento, sob a inspiração do Espírito Santo:

“E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca e reduzirá a nada pela aparência da sua vinda. A vinda do iníquo é pela atividade de Satanás com todo o poder e falsos sinais e prodígios” (2 Tessalonicenses 2:8-9).

Tudo isso se refere ao Anticristo, que, em essência, “cairá em chamas”. Os resultados dessa batalha explicam sua estreita associação com o fim do mundo; no entanto, esta batalha não acaba com tudo. O Armagedom serve apenas como o lugar onde as nações serão reunidas, derrotadas e o Anticristo julgado – mas também serve como o lugar onde Satanás será preso:

“E vi descer do céu um anjo , que tinha a chave do abismo e uma grande corrente na sua mão. E ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo, e encerrou-o, e pôs um selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se cumpram; e depois disso ele deve ser solto por um pouco de tempo” (Apocalipse 20:1-3).

Durante esta ‘pequena temporada’, ele voltará a incitar, através do engano, mais uma vez as nações; levando-os a levantar um exército, que virá contra o objeto de seu ódio que tudo consome – o povo de Deus. Ele será capaz de reunir um exército, cujo número será como a areia do mar, e liderar uma rebelião de curta duração, que as Escrituras indicam que será totalmente frustrada, quase antes de começar totalmente. Não vai acabar bem para este enorme exército, ou para o próprio Satanás:

“E eles marcharam sobre a vasta planície da terra e cercaram o acampamento dos santos e a cidade amada, mas desceu fogo do céu e os consumiu, e o diabo que os havia enganado foi lançado no lago de fogo e enxofre onde estavam a besta e o falso profeta, e serão atormentados de dia e de noite para todo o sempre” (Apocalipse 20:9-10).

O que são os estágios do Armagedom?

Um estudo detalhado de todas as passagens bíblicas que tratam do Armagedom revela uma campanha um tanto complexa.

Um dos mais completos estudos sobre este assunto foi realizado por Arnold Fruchtenbaum, que dividiu a campanha em oito estágios.

Embora se possam apresentar outras propostas, a avaliação de Arnold parece-nos ser a mais lógica e abrangente. Ele escreve:

Os dois mais importantes acontecimentos da Grande Tribulação são a campanha do Armagedom e a segunda vinda de Jesus Cristo. As Escrituras apresentam uma boa quantidade de informação sobre este período. Uma das maiores dificuldades no estudo da escatologia é estabelecer a sequência cronológica desses eventos, para que se possa verificar o que exatamente acontecerá na campanha do Armagedom […]

A campanha do Armagedom pode ser dividida em oito estágios, o que facilita um a compreensão da sequência dos acontecimentos.

Cada um desses oito estágios serve a um propósito distinto na campanha como um todo.

Embora nenhuma passagem bíblica isolada nos passe a sequência de todos os eventos, esta proposta parece juntar todas as peças da forma mais correta e abrangente possível:

OS OITO ESTÁGIOS DO ARMAGEDOM

1. A reunião dos aliados do Anticristo

(Jl 3.9-11; SI 2.1-6; Ap 16.12-16).

2. A destruição da Babilônia

  • Is 13.14;
  • Jr 50-51;
  • Ap 17-18.

3. A queda de Jerusalém

  • Mq 4-11-5.1;
  • Zc 12-14.

4. Os exércitos do Anticristo em Bozra

  • Jr 49.13-14.

5. A regeneração de toda a nação de Israel

  • SI 79.1-13; 80.1-19;
  • Is 64-1-12;
  • Os 6.1-13;
  • Jl 2.28-32;
  • Zc 12.10; 13.7-9;
  • Rm 11.25-27.

6. A segunda vinda de Jesus Cristo

  • Is 34.1-7; 63.1-3;
  • Hc 3.3;
  • Mq 2.12-13.

7. A batalha desde Bozra até o Vale de Josafá

  • Jr 49.20-22;
  • Zc 14.12-15;
  • Jl 3.12-13.

8. A vitória sobre o monte das Oliveiras

  • Zc 14.3-5;
  • Jl 3.14-17;
  • Mt 24.29-31;
  • Ap 16.17-21; 19.11-21.

O que vem após a Batalha do Armagedom?

O Armagedom será a última grande guerra mundial da história, a qual ocorrerá em Israel e será acompanhada pela segunda vinda de Cristo.

A Bíblia é bastante clara ao tratar esta guerra como um evento cataclísmico que certamente virá.

De acordo com a Bíblia, grandes exércitos do oriente e do ocidente se reunirão para um ataque definitivo contra Israel. Então, estas forças reunidas serão ameaçadas por exércitos do sul.

Antes de o Anticristo marchar com seus exércitos sobre Jerusalém para dominá-la e destruí-la, uma Babilônia restaurada será destruída.

Então, quando ele e seus exércitos estiverem se dirigindo para Jerusa­lém, Deus interferirá e Jesus Cristo voltará para resgatar seu povo, Israel. O Senhor e seu exército angelical destruirão esses exércitos.

Ele capturará o Anticristo e o Falso Profeta, lançando-os no lago de fogo (Ap 19.11-21).

O Armagedom, de certa forma, é uma batalha que não acontece segundo seu propósito humano, o de que os exércitos do mundo se reúnam para executar a “solução final” do “problema dos judeus”.

E por isso que Jesus Cristo escolhe este momento da história para voltar.

Portanto, Ele vem para impedir a tentativa de aniquilação dos judeus por parte do Anticristo, e para destruir os exércitos do mundo.

Apocalipse 2 -verdades diante do sofrimento

O que a Batalha do Armagedom na Bíblia significa para nós hoje?

Como cristãos não podemos apena buscar conhecimentos dos fatos, mas também devemos extrair lições de forma que vivamos para agradar a Deus. Portanto, sobre o Armagedom, aqui estão algumas coisas para nosso aprendizado.

1. O inimigo tentará intimidar os cristãos.

Ele atrairá pessoas dos quatro cantos da terra. Os reis ficarão do lado dele e tentarão aniquilar o povo de Deus.

2. Deus vencerá o inimigo. 

O inimigo não pode formar um obstáculo grande o suficiente para impedir a ação de Deus. Assim como ele venceu o inimigo naquele mesmo local durante o tempo de Barak e Deborah, ele fará o mesmo nos últimos dias.

3. A história desempenha um papel importante no Fim dos Tempos.

Se você der uma olhada em todas as profecias do Antigo Testamento a respeito de Jesus ou qualquer coisa que apareceu no Novo Testamento, muitas vezes vemos indícios de história acontecendo repetidamente na narrativa bíblica. Rute encontra Boaz em Belém, o mesmo local do nascimento de Jesus em sua linhagem familiar séculos depois, por exemplo. Precisamos prestar atenção ao que as Escrituras dizem sobre o Fim dos Dias e observar os marcadores descritos em Apocalipse e outros livros da Bíblia.

4. Embora não possamos saber a hora, podemos confiar em Deus. 

Às vezes, os cristãos gostam de prever quando os eventos do Apocalipse acontecerão. Mas devemos mudar nosso foco de tentar prever quando Cristo voltará para nos prepararmos para esse retorno. Em tal preparação, precisamos levar o Evangelho até os confins da terra, alcançando o maior número possível de pessoas, antes desta grande batalha para acabar com todas as batalhas. 

Os cristãos devem se preocupar com o Armagedom?

Quando lemos sobre essas coisas, como cristãos, como devemos responder? Devemos ter medo? Absolutamente não. A Bíblia deixa bem claro que não estaremos presentes na Terra durante o reinado do Anticristo. 1 Tessalonicenses confirma isso:

“Pois isto vos declaramos por uma palavra da parte do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos até a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Pois o mesmo Senhor descerá do céu com um brado de comando, com a voz do arcanjo e com o som da trombeta de Deus. E os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Então nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:15-17).

A verdade predominante é que enquanto vivemos, devemos vigiar e esperar. O apóstolo Paulo colocou desta forma:

“Ensinando-nos a renunciar à impiedade e às paixões mundanas, e a viver com moderação, integridade e piedade no presente século, aguardando a nossa bem-aventurada esperança, a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo” (Tito 2 :12-13).

Então, ao pensarmos no Armagedom, pelo menos para nós, não devemos temer, pois, nada mais será do que um trampolim para o reino milenar e a eternidade. Mesmo assim, vem Senhor Jesus!

Veja mais Estudos sobre Escatologia aqui.

Equipe Redação BP

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