As Bodas do Cordeiro: O que é e como será?

As Bodas do Cordeiro Será o encontro glorioso, já nos céus, entre Cristo e sua Igreja amada. Após galardoar seus servos fiéis, no seu Tribunal, Jesus conduzirá a Igreja às mansões celestiais, onde será servida a grande Ceia do Senhor.

João viu a multidão incalculável de remidos por Cristo que estarão com Ele nos céus (Ap 5.11). A Noiva do Cordeiro (a Igreja) é composta dos cristãos verdadeiros e dos crentes de todas as épocas.

AS BODAS DO CORDEIRO

A Bíblia descreve muitos casamentos.

Ο próprio Deus celebrou o primeiro de todos os casamentos (Gn 2.18-25).

Dentre alguns casamentos célebres, podemos destacar o de Jacó e Lia (Gn 29.21-25), o de Rute e Boaz (Rt 4), o de Acabe e Jezabel (1 Rs 16.29-31), e o casamento em Caná, onde Jesus Cristo realizou seu primeiro milagre (Jo 2.1-11).

No entanto, o mais maravilhoso dos casamentos ainda está por vir.

Jesus profetizou acerca dele por meio de parábolas (Mt 22.2; 25.1; Lc 12.35-36) e João descreveu o que Deus lhe mostrou em uma visão:

“Regozijemonos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7).

O ANFITRIÃO

O anfitrião deste casamento será Deus Pai.

Ele é descrito preparando a cerimônia e enviando seus servos para chamar os convidados (Lc 14.16-23).

O NOIVO

O noivo é Jesus Cristo, o Filho amado do Pai (Mt 3.17; 17.5).

João Batista referiu-se a Jesus como “esposo” e a si mesmo como o “amigo do esposo” (João 3.27-30).

Em Lucas 5.32-35, Jesus, em uma alusão a sua morte, disse: “Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão”.

A IDENTIDADE DA NOIVA

O apóstolo Paulo, a respeito da Igreja, escreveu: “ […] porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co 11.2).

Posteriormente, aos efésios, ele escreveu: “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si
mesmo se entregou por ela”
(Ef 5.25).

O Novo Testamento retrata o relacionamento entre Cristo e a Igreja segundo as características de um típico casamento no Oriente Médio.

Tais casamentos consistiam em três estágios distintos.

O NOIVADO

No primeiro século, os acordos nupciais eram geralmente propostos pelo pai do noivo ainda com as partes muito jovens (algumas vezes até antes do nascimento).

Ele assinava um documento legal, perante um juiz, prometendo seu filho à menina escolhida.

O pai, então, oferecia um dote que fosse adequado.

Dessa forma, ainda que jamais tivesse visto o noivo, a moça era levada a casar-se com o rapaz.

Um exemplo neotestamentário deste primeiro passo é o noivado de Maria e José (Mt 1.18).

O estágio do casamento, portanto, era formado por duas partes: a seleção da noiva e o pagamento do dote.

As Bodas do Cordeiro ainda estão na fase do noivado.

• A noiva já foi escolhida: “como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade” (Ef 1.4).

• O dote já foi pago: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1 Co 6.20; 1 Pe 1.18-19).

A APRESENTAÇÃO

No devido tempo, o pai do noivo enviava os seus servos, munidos do contrato anteriormente firmado, à casa da noiva.

Os servos então levavam a noiva para a casa do pai do noivo.

Quando tudo estava pronto, o pai da noiva passava a mão de sua filha ao pai do noivo, que, por sua vez, passava a mão da moça a seu filho.

Aplicando este contexto às Bodas do Cordeiro, a Igreja ainda espera por esta segunda fase, que acontecerá no arrebatamento.

“Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.” (Ap 19.7-8)

Semelhantemente ao noivado, a fase da apresentação também possui duas partes: a apresentação dos contratos anteriormente firmados e o cortejo da noiva até a casa do pai do noivo.

• Os contratos legais serão mostrados:

“[…] o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus” (2 T m 2.19).

• A noiva será levada à casa do Pai:

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14-2-3).

A CELEBRAÇÃO DAS BODAS DO CORDEIRO

Depois de realizada a parte privada do ritual, tinha início o banquete público. Então, muitos convidados eram chamados para a festa.

Foi durante um jantar assim que Jesus realizou o seu primeiro milagre (Jo 2.1-11).

Algum tempo depois, Ele referiu-se a este terceiro passo, quando disse:

“O Reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho. E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas” (Mt 22.2-3).

Em que momento o casamento torna-se público?

Aparentemente, a cerimônia de casamento (a fase de apresentação) será realizada no céu em caráter privado, possivelmente logo após o julgamento de Cristo.

O banquete de casamento (a fase da celebração) será realizado publicamente na terra, logo após a segunda vinda de Cristo.

Não é por acaso que a Bíblia descreve o Milênio como imediatamente após o início do banquete (Ap 19-20).

À época do Novo Testamento, a duração e o custo do banquete eram determinados pelos recursos financeiros do pai.

Quando, portanto, seu amado Filho contrair núpcias, o Pai de toda a graça (cuja riqueza não possui limites) dará aos
noivos uma festa que durará 1000 anos!

O banquete de casamento envolve Israel na terra e “é uma representação alegórica de toda a era do Milênio, para o qual Israel será convidado durante o período da Tribulação”.

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CONCLUSÃO (BODAS DO CORDEIRO)

Este casamento será completamente diferente de todos os que foram realizados sobre a terra.

Em primeiro lugar, em um casamento na terra, o noivo ou a noiva podem voltar atrás no último minuto.

Mas, isto não será possível no casamento celestial.

Pois, o Noivo já expressou seu grande amor pela noiva (Ef 5.25) e Ele nunca volta atrás (Hb 13.8).

Quando chegar o casamento, a noiva celestial terá sido glorificada e será imaculada, não podendo ser tentada a mudar de ideia ou a perder seu amor pelo Noivo (Ef 5.27; Hb 10.14).

Em segundo lugar, em um casamento na terra podem surgir diversos problemas legais, como menoridade ou mesmo um casamento anterior, mas não no casamento celestial (Rm 8.33-39).

Em um casamento na terra, pode acontecer a tragédia da morte, mas não no casamento celestial.

A noiva (Jo 11.26) e o Noivo (Ap 1.18) já mais morrerão.

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ESTUDO SOBRE AS BODAS DO CORDEIRO EM PDF

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