Dom de discernir Espíritos, o que é e o que Significa?

O dom de discernir Espíritos é uma capacidade sobrenatural dado por Deus ao crente para discenir a origem e a natureza das manifestações espirituais.

O DOM DE DISCERNIR ESPÍRITOS

Mais adiante, na epístola em apreço, encontramos o dom de discernir
os espíritos:

“…a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas” (1 Co 12.10b).

O QUE É O DOM?

Refere-se à capacidade sobrenatural, concedida por Deus, com a finalidade de identificarem-se as origens e natureza das manifestações espirituais.

Tais manifestações podem ter basicamente, três origens: De Deus, do homem (da carne) ou do maligno.

Em determinadas ocasiões, uma manifestação espiritual pode apresentar-se, no meio da congregação, ou diante de um servo de Deus, com aparência de genuína, e ser uma mistificação diabólica, ou artimanha de origem humana.

Pelo entendimento e pela lógica humana, nem sempre é possível avaliar a
origem das manifestações espirituais.

Mas, com o dom de discernir os espíritos o servo de Deus ou a igreja não será enganada.

Segundo Boyd, “a palavra ‘discernir’ (grego “diakrisis”) significa julgado
através de, distinguir, e tem o sentido de penetrar por baixo da superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos e da animação”.

Através desse dom, em suas diversas manifestações, a igreja pode detectar a presença de demônios, no meio da comunidade ou congregação, a fim de expulsá-los, no nome de Jesus.

PROVANDO AS MANIFESTAÇÕES

A manifestação espiritual precisa passar por duas provas de sua legitimidade: A prova doutrinária e a prova prática.

PROVA DOUTRINÁRIA

A prova doutrinária pode basear-se no ensino do apóstolo João, que diz:

“Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo…” (1 Jo 4.1-6)

PROVA PRÁTICA

A prova prática tem base no ensino de Jesus, quando advertiu acerca dos falsos profetas, que podem ser conhecidos pelos “seus frutos”, ou seja, pelo seu caráter, demonstrado em seu testemunho, na vida prática:

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos… Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.15-20).

JESUS E O DOM DE DISCERNIR ESPÍRITOS

Jesus tinha esse dom.

Quando seus adversários queriam apanhá-lo em alguma palavra ou alguma falta, Ele já sabia o que se passava no interior das pessoas.

“Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2.24, 25).

PEDRO USOU ESSE DOM

O apóstolo Pedro teve a percepção de que Ananias estava mentindo, quando sonegou parte da oferta que prometera a Deus, por esse dom especial de discernir os espíritos (At 5.3).

PAULO E O DOM DE DISCERNIR ESPÍRITOS

No ministério de Paulo, temos o exemplo notável do uso desse dom (At 16.12-18).

Ao lado de seu companheiro, Silas, chegou à cidade de Filipos, na Macedônia, para onde se dirigiram por orientação do Espírito Santo.

Após um período de oração e evangelização pessoal, foi acolhido por Lídia, a vendedora de púrpura, que aceitou a Cristo e foi batizada com toda a sua família.

O Adversário não ficaria satisfeito e resolveu atacar de uma forma muito sutil, usando uma jovem para tecer um dos mais elevados elogios que um pregador poderia receber publicamente.

Ela era bem conhecida na cidade, pois era usada por comerciantes inescrupulosos que obtinham grande lucro, usando-a em seu proveito, pois possuía “espírito de adivinhação”.

Quando os dois apóstolos saíram para a oração, a jovem os seguiu, dizendo em alta voz:

“Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo” (At 16.17).

E fez essa declaração elogiosa, durante vários dias.

Jamais alguém poderia imaginar que aquele elogio não seria de origem legítima.

Podemos entender até, que, a princípio, os apóstolos devem ter ficado pensativos com aquela declaração.

De fato, eles eram servos do Deus Altíssimo!

Então, o que haveria de errado ou repreensível ouvir tal elogio?

Acontece que Paulo e Silas eram homens de oração, tinham comunhão com o Espírito Santo.

Depois de alguns dias, ouvindo aquela declaração, Paulo discerniu a sua origem.

Não era nada da parte de Deus. Pois, a afirmação era verdadeira, mas a origem e a intenção eram malignas.

O Diabo queria iludir os apóstolos, com bajulação e lisonja, para que o demônio continuasse livre para agir, após a saída dos servos do Senhor.

Assim, “Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu” (At 16.18).

NA ILHA DE PAFOS

Na ilha de Pafos, Paulo de frontou-se com uma ação diabólica declarada com o objetivo de impedir a pregação do evangelho ali, e a conversão de uma autoridade pública.

Mas o apóstolo, cheio do Espírito Santo, percebeu as artimanhas do adversário, e, na autoridade de Deus, declarou que o opositor do evangelho ficaria cego por algum tempo, o que de pronto aconteceu.

Diante de tamanho sinal, “então, o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor” (At 13.12).

CONCLUSÃO

Myer Pearlman diz que se pode saber a diferença entre uma manifestação espiritual legítima e uma falsa manifestação, através desse dom.

Pelo dom de discernimento que dá capacidade ao possuidor para determinar se um profeta está falando, ou não, pelo Espírito de Deus.

Esse dom capacita o possuidor para enxergar todas as aparências exteriores e conhecer a verdadeira natureza duma inspiração.

No mundo atual, a Igreja de Jesus necessita, mais do que nunca, da revelação profunda das coisas divinas, para discernir entre o certo e o errado, entre o legítimo e o falso, no que respeita às manifestações espirituais.

Em determinadas igrejas ou determinados pregadores, existem heresias absurdas, como a chamada teologia da prosperidade.

Entre essas heresias estão:

  • O “cair no espírito”;
  • A “maldição hereditária” para o salvo em Cristo;
  • O “teísmo aberto” etc.

E outras manifestações heréticas, que, a princípio, têm aparência de serem genuínas, e levam muitas pessoas leigas, que não leem a Bíblia, a interessarem-se por tais ensinamentos espúrios.

Que o Senhor conceda à sua igreja os dons de revelação a muitos crentes, incluindo líderes, para presidirem a igreja local com segurança espiritual e doutrinária.

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