O Grande Despertamento: Um movimento de avivamento na história da Igreja

O Grande Despertamento se refere a um movimento poderoso da história, que se iniciou em 1730 e tem Jonathan Edwards como seu principal nome. Esse avivamento, que começa em colônias inglesas na América do Norte foi marcado pela presença de Deus e inúmeras conversões.

O início do Grande Despertamento

No vilarejo de Northampton, Massachusetts, Jonathan Edwards se colocou de joelhos para orar. Logo depois, se levantou e começou a pregar. A história daquele lugar nunca mais foi a mesma depois daquele sermão. De acordo com o ministro, se as pessoas que estavam ali não experimentassem um novo nascimento pela fé em Jesus Cristo estariam caminhando diretamente para o inferno.

De fato, o contexto daquela época era carregado de imoralidade, devassidão, interesses egoístas e perversidade. Tudo isso estava incomodando demais o coração de Edwards e foi aí que ele se posicionou como um instrumento de Deus.

Edwards cresceu num ambiente religioso e desde cedo buscava o Senhor e questionava inúmeras doutrinas. Durante seu tempo de estudante na Universidade de Yale, quando adoeceu de forma considerável, procurou persistentemente encontrar certeza de salvação. Segundo relatos, “foi o início de uma nova vida de submissão a Deus”.

Em síntese, após cursar teologia, passou a pastorear a Igreja Congressional de Nothampton, Massachusetts.

“PECADORES NA MÃO DE UM DEUS IRADO”: O FAMOSO SERMÃO DO GRANDE DESPERTAMENTO

Quando Jonathan Edwards pregou seu famoso sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, seus ouvintes se agarraram aos bancos pensando que iam cair no fogo eterno e gritavam desesperadamente. Era um marco na história do grande despertamento.

Esse fato foi, apenas, um dos muitos que acontece­ram nas reuniões em que o Espírito Santo desvendava os olhos dos presentes para eles contemplarem as glórias do Céu e a realidade do castigo que está bem perto daqueles que estão afastados de Deus.

Neste dia, o Senhor converteu o coração de muitas pessoas.

De fato, “o poder peculiar de Edwards estava na sua habilidade de pintar quadros com palavras. Seu objetivo era tornar o céu e o inferno, seus deleites e terrores, tão reais como se alguém estivesse apontando para eles num atlas ilustrado.

Nesse sermão, que marcou poderosamente esse avivamento, ele disse: “Você está suspenso por uma linha tênue, com as chamas da cólera divina lampejando à sua volta, prontas a cada instante a chamuscar e a queimar essa linha por completo.

E você continua sem nada em que se agarrar para se salvar, nada que possa afastar as chamas da cólera divina, nada que você possua, nada que tenha feito em toda sua vida ou que possa vir a fazer, que consiga persuadir o Senhor a poupar sua vida por um minuto sequer.”

De fato, depois disso, inúmeras pessoas se converteram e passaram a viver numa vida de santidade radical. Edwards foi canal de Deus para mudar a rota da sociedade anglo-americana e sua mensagem se espalhou por toda região, gerando arrependimento e convicção de pecado.

A Chegada de George Whitefield no avivamento

“Em maio de 1735, o grande despertamento estava começando a perder o ardor. Mesmo no seu auge, porém, havia sido apenas uma fagulha em comparação com o que estava por vir quando George Whitefield, colega dos irmãos Wesley na Inglaterra, com apenas 25 anos de idade, irrompeu como vulcão no cenário.

Em suma, Edwards ateou o primeiro fogo do avivamento. George Whitefield soprou as chamas até ficarem incandescentes e as espalhou por toda a Nova Inglaterra e pelas colônias do sul. Edwards era o fósforo, Whitefield a gasolina.”

Era o início do Segundo Despertar.

“Saio para pregar com dois objetivos em mente. Primeiro, que todas as pessoas deem sua vida a Cristo. Segundo, quer ninguém mais lhe entregue a vida ou não, estarei entregando-lhe a minha.” Jonathan Edwards. 

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Giovanni Bruno

Formado em Comunicação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), acadêmico de Teologia, pela FATIPI, e pós-graduando em Docência no Ensino Superior, pela UniCesumar e autor do livro “O Carpinteiro de Betel”.

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