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Quem Foi Barnabé na Bíblia?

Barnabé foi um dos primeiros cristãos mencionados em Atos dos apóstolos na bíblia.

O SIGNIFICADO DO NOME BARNABÉ

Seu nome antes era José, mas ganhou o nome de Barnabé provavelmente por seu ministério e seus ensinamentos efetivos.

Barnabé significa ” filho da consolação” ou “aquele que consola”.

O que sabemos da vida de Barnabé vem, na maior parte, através do livro de Atos e das cartas de Paulo.

A epístola de Barnabé nos livros apócrifos não foi, quase com certeza, escrito por ele, já que parece ter sido escrito no meio do século dois.

O livro apócrifo de Atos de Barnabé é do século cinco e por isso não é uma fonte muito útil de informação sobre ele.

SUA DESCENDÊNCIA

Ele descendia dos sacerdotes israelitas, por isso causava nele um interesse especial por Jerusalém.

Ele provavelmente foi morar lá e pode até ter conhecido Jesus em Jerusalém.

Sua conversão ao cristianismo aconteceu como resultado da pregação dos apóstolos logo após a ressurreição de Cristo.

A HISTÓRIA DE BARNABÉ

Um levita natural de Chipre que se tornou líder na igreja primitiva.

Seu nome judeu era José, mas Lucas interpretou seu nome apostólico como “filho da consolação”, para sugerir algo do seu caráter.

Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre”(At 4.36).

Barnabé é mencionado 29 vezes em Atos e cinco nas cartas de Paulo.

A primeira aparição dele foi em Jerusalém, onde é citado como um maravilhoso exemplo de generosidade (At 4.32-37).

Quando Saulo de Tarso se converteu, foi ele quem o apresentou aos apóstolos em Jerusalém (At 9.27).

O MINISTÉRIO DE BARNABÉ

barnabé da bíblia em atos dos apóstolos
barnabé em atos dos apóstolos

Os dons de Barnabé foram reconhecidos pela igreja de Jerusalém, que o enviou para investigar as atividades cristãs em Antioquia (At 11.22).

Ele ficou empolgado com o desenvolvimento espiritual e encorajou os crentes a permanecer fiéis (At 11.23).

Recrutou Saulo (também conhecido como Paulo, At 13.9), e os dois trabalharam juntos em Antioquia e ensinaram muitas pessoas (At 11.25,26).

AS VIAGENS MISSIONÁRIAS

No meio de uma crise de fome, durante o governo do imperador Cláudio, a igreja em Antioquia enviou ajuda para os irmãos na Judéia.

E essa tarefa foi então confiada a Barnabé e a Paulo (At 11.30), os quais foram comissionados e enviados na primeira viagem missionária (At 13.1-3).

Conscientes da direção do Espírito, eles pregaram por toda a ilha de Chipre, onde o procônsul Sérgio Paulo creu no Evangelho (At 13.7,12).

Eles navegaram adiante e chegaram a Perge, na Panfília (atual Turquia).

O ABANDONO DE JOÃO MARCOS

Um dos componentes da equipe, João Marcos, separou-se deles e voltou para Jerusalém (At 13.13).

Daí em diante, parece que Paulo assumiu a liderança, pois Lucas (o escritor do livro de Atos) refere-se a “Paulo e os que estavam com ele” (At 13.13).

A dupla missionária seguiu adiante e pregou em Antioquia da Pisídia, Listra, Icônio e Derbe, diante da oposição e do interesse da multidão (At 13.42-51; 14.1-7,19-21).

Indicaram homens aptos a prover futura liderança para cada igreja (At 14.23).

Evidentemente Barnabé tinha a figura mais imponente, pois em Listra foi chamado de “Júpiter” e Paulo, de “Mercúrio, porque este era o que falava” (At 14.12).

PRESTANDO RELATÓRIO A IGREJA

Na viagem de volta, fizeram o mesmo itinerário e, ao chegar a Antioquia da Síria, prestaram o relatório sobre a missão realizada (At 14.21-28).

Paulo e Barnabé apresentaram a proposta sobre a plena admissão dos gentios na igreja (At 15.1-5,12) e receberam apoio do concilio de Jerusalém (At 15. 22-29).

A decisão do conclave foi bem aceita em Antioquia, onde ambos ficaram por algum tempo, pregando e ensinando (At 15. 30-35).

A SEPARAÇÃO DE PAULO

Infelizmente, os dois companheiros tiveram um sério desentendimento a respeito de João Marcos.

Paulo recusou-se a levá-lo na segunda viagem missionária, enquanto Barnabé deu-lhe uma segunda chance, ao conduzi-lo consigo a Chipre (At 15.36-39).

A partir desse momento, o filho da consolação não é mais mencionado no relato de Atos.

REFERÊNCIAS EM GÁLATAS

Existem três referências a Barnabé em Gálatas (Gl 2.1,9,13), onde aparece com Paulo e Tito numa consulta com os líderes da igreja em Jerusalém.

Durante essa reunião privativa, Tiago, Cefas (Pedro) e João estenderam a destra da comunhão a Barnabé e Paulo, ao concordar que deveriam ir para os “gentios, e eles à circuncisão (aos judeus)” (Gl 2.9).

Lamentavelmente, Pedro cedeu às pressões dos defensores da circuncisão e “até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação”, que Paulo confrontou e repreendeu (Gl 2.13,14).

Em 1 Coríntios, Paulo discute os direitos de um apóstolo e levanta uma série de questões retóricas destinadas a estabelecer o princípio de que “os que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1 Co 9.14).

Assim, ele pergunta incisivamente: “Não temos nós o direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?

Ou só eu e Barnabé não temos o direito de deixar de trabalhar?” (1 Co 9.5,6).

SEU MINISTÉRIO COM JOÃO MARCOS

A referência final a Barnabé é tocante, porque se relaciona a João Marcos, seu sobrinho, o qual mandou saudações com Aristarco, prisioneiro junto com Paulo.

O problema que tiveram foi resolvido e então o apóstolo escreve aos colossenses: “Se ele (João Marcos) for ter convosco, recebei-o” (Cl 4.10).

Portanto, o ministério paciente de Barnabé com João Marcos foi bem-sucedido (2 Tm 4.11).

CARACTERÍSTICAS DE BARNABÉ

CARACTERÍSTICAS DE BARNABÉ na bíblia
CARACTERÍSTICAS DE BARNABÉ

Barnabé possuía boas características e um caráter exemplar.

Era uma pessoa boa, generosa e calorosa, que ofertou abundantemente seu tempo e seus talentos para a causa de Cristo, tanto em casa como nos lugares distantes.

Era um homem de oração, que buscava a direção do Espírito Santo para tomar as decisões.

Encorajava seu companheiros de trabalho no ministério cristão e era um amigo sempre disposto a dar uma segunda chance a quem precisasse.

Via potencial nas pessoas e desejava recrutá-las, mesmo que, só com o tempo, conforme aconteceu com Paulo, pudessem superar as dificuldades.

Como qualquer outro ser humano, Barnabé podia ceder às pressões, mas geralmente “era homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé” (At 11.24).

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