1 João 2. 5-6: Andar como Jesus andou

Esboço de Sermão em 1 João 2: 5-6 com o título Andar como Jesus andou. Sermão Temático sobre andar nos passos de Jesus.

TÍTULO: Andar como Jesus andou

TEXTO: 1 João 2.5,6

INTRODUÇÃO

Quando é cada vez maior o número de cristãos que negligenciam a Palavra de Deus, constitui-se verdade altamente desafiadora e consoladora o fato de Jesus Cristo, o Verbo, ter se tornado carne.

Foi assim que Ele “andou por toda parte, fazendo o bem” (At 10.38), e recomenda a nós, hoje: “Vai, e faze tu o mesmo” (Lc 10.37).

Veremos então alguns exemplos de Jesus que devemos seguir.

I. JESUS REVELOU DEUS

A) Jesus revelou a natureza de Deus

João 10.30,33 afirma: “Eu e o Pai somos um. (…) Responderam-lhe os judeus: Não é por nenhum a obra boa que vamos apedrejar-te, mas por blasfêmia; e porque, sendo tu homem, te fazes Deus”.

B) Jesus revelou o poder de Deus

Marcos 4.39-41 declara: “E ele, levantando-se, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te.

E cessou o vento, fez-se grande bonança. Então lhes perguntou: Por que sois assim tímidos?

Ainda não tendes fé? Encheram-se de grande temor, e diziam uns aos outros: Quem, porventura, é este, que até o vento e o ar lhe obedecem?”

D) Jesus revelou a sua relação filial com o Pai

João 3.16 registra: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

II. JESUS DIGNIFICOU A HUMANIDADE

A) Jesus foi dignificado por sua natureza humana

Irineu disse que Jesus “se fez o que somos (…) para que nos tornássemos o que Ele é”.

Atanásio, um dos pais da Igreja, disse que “Jesus se fez homem (…) para que fôssemos feitos divinos”.

Por exemplo: No Getsêmani ele sentiu falta dos amigos.

Orou a Deus, mas procurou Pedro e João.

A necessidade de amizade e a inquietação da solidão são provas da verdadeira natureza humana e social do homem.

B) Jesus foi dignificado por sua atitude para com as pessoas

Jesus tinha a mais elevada estima pelas pessoas.

Vede o seu apego aos irmãos Marta, Maria e Lázaro (Jo 12.1).

Que bênção deve ter sido para Ele, depois de momentos tensos e cheios de frustração em Jerusalém poder passar noites tranquilas com seus queridos amigos de Betânia.

Pelo menos em três ocasiões Jesus aceitou convite para visitar a casa de um fariseu (Lc 7.36-50; 11.37 41; 14.1-24).

Ele teve interesse e ainda deseja alcançar e servir todo tipo de gente.

C) Jesus foi dignificado por sua identidade com os que sofrem

Porque Jesus foi tentado como nós somos e venceu a tentação, temos confiança de nos “aproximar do trono da graça, na certeza de sermos socorridos no momento oportuno…

Porque naquilo em que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hb 2.16,18).

D) Jesus foi dignificado por sua morte

Disse George F. MacLeod:

Eu simplesmente argumento que a cruz deve ser novamente erguida no centro dos lugares públicos, bem como na torre da igreja.

Quero resgatar a pregação de que Jesus não foi crucificado numa catedral entre duas velas, mas na cruz entre dois ladrões;

No meio de uma multidão; numa encruzilhada tão cosmopolita que tiveram de escrever seu título em hebraico, latim e grego (…) num tipo de lugar onde pessoas cínicas falavam palavrões, ladrões blasfemavam e soldados jogavam.

Foi este o lugar onde morreu.

E foi por isso que ele morreu.

E é neste lugar que os membros das igrejas deviam estar e é nisso que devia consistir ser membro de uma igreja”.

III. JESUS INCLUIU SAMARIA EM SUA MISSÃO

A) Judeus versus samaritanos

Parece que a rivalidade entre esses dois grupos começou com a rejeição dos judeus para com os samaritanos quando estes se ofereceram para ajudar na reconstrução do segundo templo (Ed 4.2).

Depois desse episódio os samaritanos desencorajaram os judeus que reconstruíram o templo.

Já nos dias de Jesus, os judeus agradeciam a Deus o fato de não haverem nascido mulher, escravo ou samaritano.

B) A atitude de Jesus para com os samaritanos

Lucas 9.51-56 afirma:

Ora, quando se completavam os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém.

Enviou, pois, mensageiros adiante de si. Indo eles, entraram num a aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada.

Mas não o receberam, porque viajava em direção a Jerusalém.

Vendo isto os discípulos Tiago e João disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir como Elias também fez?

Ele, porém, voltando-se, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.

Pois o Filho do homem não veio para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia”.

Como disse A. B. Bruce:

É possível que Jesus soubesse que seus corações eram muito estreitos e seus preconceitos demasiadamente fortes: havia no caráter deles muito de judeu, e pouco de cristão”.

C) A preocupação de Jesus com os samaritanos

João 4.3,4 afirma:

Jesus deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galileia. E era-lhe necessário passar por Samaria“.

Por que era necessário Jesus passar por Sarnaria?

Ele devia ter boas razões para isso.

D) Os ensinos de Jesus sobre o “bom samaritano”

Jesus não somente incluiu a Samaria e os samaritanos em sua preocupação com as pessoas, mas fez de um samaritano o herói de uma de suas maiores parábolas (Lc 10.25-37).

O homem assaltado foi o único na parábola a não sei identificado quanto à sua raça, profissão ou religião.

Era judeu ou samaritano? Era bom ou ruim? A única coisa que se diz é que era um homem e precisava de ajuda.

Tudo o mais era e devia ser secundário.

E) O mandamento “inclusivo” de Jesus

Atos 1.8 declara:

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.

IV. JESUS EXALTOU O SENHOR

A) Serviço e grandeza

Mateus 20.26-28 afirma:

… qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”.

Disse Barclay:

“O mundo pode medir a grandeza de um homem pelo número de pessoas sob seu controle (…) ou por seu nível intelectual ou por seu status acadêmico. (…) ou ainda pelo saldo de sua conta bancária e pelos bens materiais que possua; (…) mas essa avaliação é bastante simples a quantas pessoas você ajudou?

B) Demonstração do servir

João 13.3-5 declara:

Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava, levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido”.

Compare este texto com Filipenses 2.5-7.

Em seu comentário sobre o Evangelho de João, William Barclay diz:

não existe alguém mais junto dos homens do que o homem que vive junto de Deus. (…) quanto mais perto estivermos da humanidade sofredora, mais perto estaremos do Senhor”.

O lava-pés dos discípulos é a lição e a prova de que só existe uma forma de grandeza, que é a de servir.

V. JESUS FOI COMPASSIVO

A) O significado da compaixão de Jesus

A palavra compaixão é derivada de dois termos latinos: pati (=sofrer) e cum (=com). Significado: “sofrer com o que sofre”.

“A compaixão impulsiona-nos a ir aonde está a dor, a entrar nos lugares onde existe o sofrimento, a com partilhar o quebrantamento, o medo, a confusão ou angústia.

A compaixão desafia-nos a clamar com as que estão na miséria (…) a chorar com os que choram (…).

Compaixão significa total imersão na condição de ser humano (…); é mais do que ternura e bondade em geral.

Não é de surpreender, portanto, que compaixão entendida como sofrer evoque em nós uma profunda resistência e até mesmo protesto”.

B) A compaixão de Cristo

Mateus 9.35,36 afirma:

E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas suas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque andavam desgarradas e errantes, como ovelhas que não têm pastor”.

C) A natureza da compaixão de Cristo

  • Geral e particular
  • Universal e não limitada
  • Interna antes de externa
  • Expressa em ministério útil

VI. JESUS TOCOU NAS PESSOAS

A) Jesus tocou para encorajar as pessoas

Mateus 17.7,8 declara:

Chegou-se, pois, Jesus e, tocando-os, disse: Levantai-vos e não temais. E, erguendo eles os olhos, não viram a ninguém senão a Jesus somente”.

B) Jesus tocou para abençoar as pessoas

Marcos 10.13,16 registra:

Então lhe traziam algumas crianças para que as tocassem; mas os discípulos os repreenderam. (…) E, tomando-as nos seus braços, as
abençoou, pondo as mãos sobre elas
”.

C) Jesus tocou para curar os enfermos

Marcos 7.31-35 afirma:

Tendo Jesus partido das regiões de Tiro, foi por Sidom até o mar da Galiléia, passando pelas regiões de Decápolis.

E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente; e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele. Jesus, pois, tirou-o de entre a multidão, à parte, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e, cuspindo, tocou-lhe na língua; e erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: Efatá, isto é: Abre-te.

E abriram-lhe os ouvidos, a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente”.

Chapman diz:

O toque de Jesus faz toda a diferença do mundo. Precisamos que nossos ouvidos sejam tocados para podermos ter visão clara das coisas.

Precisamos de seu toque em nossos espíritos feridos para que possamos repousar. E precisamos de seu toque de apoio para não termos medo das nuvens escuras quer nuvens de sofrimento, quer nuvens de vitória”.

CONCLUSÃO 1 JOÃO 2:5-6 ANDAR COMO JESUS ANDOU

Siga os passos de Jesus e será vitorioso em tudo!

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