A Mulher nos tempos bíblicos

Sobre a Mulher nos tempos bíblicos encontramos as mais diversas opiniões acerca de sua posição.

Por isso nesse estudo conheceremos um pouco mais sobre como era a mulher na sociedade dos tempos bíblicos.

Existe uma opinião muito forte acerca da mulher nos tempos bíblicos, de seu valor, de suas excelentes qualidades de liderança e de sua igualdade com o homem.

Mas, ao mesmo tempo, existiam muitas leis que impediam que ela assumisse uma igualdade total.

É importante que tenhamos o cuidado de não julgar o povo de Israel pelas nossas perspectivas modernas.

Porque, para eles, a harmonia e cooperação eram mais importantes do que um sentimento de liberdade e individualidade.

Isso não justifica a conduta deles, mas nos ajuda a entender seu raciocínio.

A lei judaica, embora não fosse obedecida, permitia grande flexibilidade.

O papel da mulher na sociedade dos tempos bíblicos era determinado em grande parte pela personalidade dela e pela atitude do marido.

A MULHER NOS TEMPOS BÍBLICOS E SEU VALOR

A mulher não era um produto secundário da criação, uma espécie de ideia posterior.

Homem e mulher, juntos, constituíam a imagem de Deus (Gn 1.26,27).

Essa imagem só ficou completa depois que Eva foi criada.

Alguns não aceitavam esse fato, mas outros, sim.

E para entendermos melhor como era a mulher na sociedade dos tempos bíblicos, devemos observar algumas coisas, que veremos a seguir.

ROUPAS DAS MULHERES DA BÍBLIA

AS VIRTUDES DAS MULHERES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Muitas mulheres hebreias tinham uma participação ativa no relacionamento familiar e comunitário, eram criativas, e expressavam suas opiniões.

Joquebede, por exemplo, teve a iniciativa de salvar seu filho Moisés que, pelo decreto do faraó, deveria ser morto.

E tomou as providências necessárias para isso (Êx 2).

Ana foi outra mulher nos tempos bíblicos que tomou uma atitude e fez uma aliança com Deus para ter um filho, e veio a ser a mãe de Samuel (1 Sm 1.1-25).

E houve mulheres também que chegaram a ocupar posições de liderança entre o povo de Israel nos tempos bíblicos.

Débora, por exemplo, foi uma juíza que ajudou a orientar um exército (Jz 4.6-9).

Miriam ocupava uma alta posição no comando de Israel, vindo logo abaixo de Moisés e Arão.

E em certa ocasião liderou uma rebelião contra o irmão.

Ester foi outra mulher notável nos tempos bíblicos.

Tornou-se rainha da Pérsia, e, com muita coragem, conseguiu abortar um genocídio de judeus.

Hulda foi uma profetisa a quem o rei Josias consultou, e que lhe entregou a mensagem de Deus para ele (2 Rs 22.14-20).

Portanto, o judaísmo não impediu que essas mulheres ocupassem posições de liderança nos tempos bíblicos.

A MULHER DE PROVÉRBIO 31

Precisamos considerar também a mulher ideal, descrita em Provérbios 31.10-31.

Ela supervisiona bem a sua casa, com seus muitos servos e tudo o mais, confecciona roupas, dirige um negócio e compra um terreno.

Trata-se de uma mulher que detém uma ampla gama de responsabilidades e de oportunidades.

O mandamento bíblico de honrar pai e mãe não faz distinção entre eles; ambos devem receber igual honra.

No caso de adultério, ambos deveriam ser apedrejados (Dt 22.22).

Haviam mulheres de grande fé como Sara e Raabe que são incluídas na famosa lista dos grandes heróis da fé (Hb 11).

A mãe na famíla dos tempos de Jesus

RESTRIÇÕES IMPOSTA À MULHER NOS TEMPOS BÍBLICOS

Nos tempos bíblicos, Israel era uma sociedade definidamente patriarcal e por isso tinha uma maneira diferente de ver a mulher.

Em geral, os homens eram os chefes da família e do governo.

Embora aos olhos de Deus a mulher fosse de importância igual à dos homens, estes não as viam assim.

Havia algumas leis que impunham sérias restrições à mulher nos tempos bíblicos.

No primeiro século, havia uma célebre oração que os judeus recitavam, na qual agradeciam a Deus por não terem nascido mulher.

Esse sentimento era generalizado, e alguns homens chegavam a cometer abusos.

Eis algumas das leis que pareciam impor restrições à mulher em suas atividades, em sua atuação social e em seu valor pessoal básico.

1. Normalmente só os homens podiam ser donos de alguma propriedade. Uma mulher podia herdar os bens de seus pais somente no caso de não haver filhos do sexo masculino (Nm 27.8).

2. Se uma mulher fizesse uma promessa ou um juramento, só poderia mantê-lo se o marido concordasse (Nm 30,10-12).

3. Se uma mulher não tivesse filhos, logo se supunha que o problema estava restrito a ela, e que isso era sinal de que Deus não se agradava dela (Gn 30.1,2,22).

4. A mulher tinha que ter as provas de sua virgindade (Dt 22.20,21). Para o homem, isso era impossível.

5. O valor monetário atribuído à vida de uma mulher equivalia à metade do valor atribuído à do homem (Lv 27.1-8).

O CUIDADO COM A MULHER NOS TEMPOS BÍBLICOS

Os que achavam que as mulheres eram propriedade de alguém, criam também que elas eram muito simples e precisavam de proteção.

Por causa disso, não se estimulava a educação extra familiar para elas, e eram muito poucas as que tinham uma carreira própria.

Muitas se casavam tranquilamente, sem questionar nada, e as que não se casavam continuavam debaixo da autoridade e proteção do pai.

Nessa sociedade, os pais gostavam mais de ter filhos do sexo masculino do que feminino.

Essa atitude tinha reflexos no baixo valor atribuído à mulher nos tempos bíblicos.

Isso não quer dizer que os homens não amassem sua esposa e filhas, e por vezes não as tratassem de igual para igual.

Quando um homem maltratava ou humilhava sua mulher, então o pai e irmãos repreendia ele.

É evidente que alguns homens amavam profundamente a esposa.

Isso é demonstrado pelo fato de Jacó ter trabalhado quatorze anos para se casar com Raquel (Gn 29.15-50).

AS MULHERES NOS DIAS DE JESUS

Em seu ministério, Jesus falou e abençoou a muitas mulheres, e, além disso, algumas delas pertenciam ao seu círculo de seguidores.

Essas discípulas eram de diversos níveis sociais e econômicos.

AS MULHERES NOS DIAS DE JESUS

AS MULHERES NO MINISTÉRIO DE JESUS

Maria, mãe do Senhor, era uma mulher de grande fé, e que exercia uma notável influência sobre ele.

Estava sempre em sua companhia, no sentido espiritual Jesus considerava muitas mulheres como sua mãe (Mc 3.35).

MARIA MADALENA

Maria Madalena era uma mulher que anteriormente fora endemoninhada.

Contudo não existem razões sólidas para se crer que ela tivesse sido prostituta.

Provavelmente, possuía recursos financeiros, como tantas das outras que seguiam a Jesus (Lc 8,2,3).

Maria Madalena era uma das mulheres que acompanhavam Jesus e os discípulos em suas viagens de evangelização de um povoado a outro.

Por ocasião da morte dele, foi uma das que estiveram presentes no Calvário apesar dos perigos que corriam os seguidores dele em Jerusalém.

Depois foi uma das que encontraram o túmulo vazio, e a primeira a ver o Senhor ressuscitado.

MARIA, IRMÃ DE LÁZARO

Outra devotada seguidora de Jesus foi Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, aquele a quem o Senhor ressuscitara.

As Escrituras a descrevem como uma pessoa sensível contemplativa, que se sentou aos pés de Jesus para ouvir seus ensinamentos (Lc 10.38).

Também estava presente à ressurreição do irmão (Jo 11).

Um de seus gestos mais notáveis foi o de ungir a cabeça de Jesus com um perfume caríssimo (Mt 26.7).

Isso provocou uma séria reação entre os discípulos de Jesus, homens de mentalidade prática.

MARIA, MÃE DE TIAGO

Maria, a mãe de Tiago e José, esteve presente aos principais eventos dos últimos meses da vida de Jesus e da sua morte, assim como Maria Madalena.

Também ela acompanhava o Senhor em suas viagens evangelísticas.

No Novo Testamento há citação de outras Marias.

Pelo menos mais duas são mencionadas em Atos e Romanos.

E mesmo as quatro que citamos não estão claramente identificadas. Qual delas, por exemplo, era a esposa de Cleofas?

A mãe de Tiago e João também se chamava Maria? Seria ela uma das quatro mencionadas (a mãe de Tiago e José)?

Maria era um nome bastante comum, e várias das seguidoras e conhecidas de Cristo tinham essse nome.

O nome de Marta é sempre mencionado juntamente com seus irmãos, Maria e Lázaro.

Os mais conhecidos eventos a ela relacionados são a visita que Jesus fez à sua casa, ocasião em que ela se mostrou bastante atarefada, e o diálogo que teve com ele pouco antes da ressurreição de Lázaro.

Merece menção o fato de que nos momentos mais cruciais da vida de Cristo, como sua prisão, morte e sepultamento, as mulheres foram suficientemente corajosas para permanecer ao lado dele.

Mas em compensação também foram as primeiras a gozar da enorme alegria de ver as evidências da sua ressurreição.

A ATITUDE DE JESUS PARA COM AS MULHERES

O fato de Jesus se relacionar bem com essas mulheres criou muitas oportunidades para interpretações errôneas.

ELE TEVE CORAGEM

Seus acusadores teriam ficado muito satisfeitos se tivessem podido atribuir-lhe atos de imoralidade e de conduta imprópria.

Parece que Jesus revelou grande coragem quando ignorou as barreiras sociais existentes, e exerceu um ministério vital e pessoal junto a essas mulheres.

Os riscos que ele correu tornam-se ainda mais sérios pelo fato alguns críticos modernos distorcerem seu trabalho entre elas.

Hoje é muito difícil levantar todo o leque de sentimentos e preconceitos que existiam contra o sexo feminino, nos dias de Cristo.

Mas analisando-se algumas das atitudes que ele tomou podemos captar um pouco do aspecto revolucionário que caracterizou muitos de seus atos.

Precisamos lembrar também que, em Israel dos tempos bíblicos, nem todas as pessoas tinham a mesma opinião com relação à posição da mulher na sociedade.

Quando um certo rabi dizia que as mulheres tinham que ser tratadas de determinada maneira, não quer dizer que a maioria da população concordava.

As culturas grega e romana já estavam exercendo certa influência sobre os judeus.

ELE ACEITOU AS MULHERES

E a sociedade estava vivendo um momento de transição, nesse contexto, Jesus introduziu uma nova postura em relação às mulheres, o que representou um grande avanço em comparação à de seus contemporâneos.

Ele aceitou mulheres em seu grupo de discípulos. Para os judeus ortodoxos, a mulher não podia ter participação ativa no culto, nas sinagogas, deveriam sentar-se ao fundo.

Em vez de participar dos atos religiosos, elas tinham que se manter a certa distância dos homens.

Em muitas das sinagogas, elas não poderiam ler, nem ter nenhum outro tipo de atuação.

Mas isso não impediu que mulheres como Ana, por exemplo, adorassem a Deus abertamente no templo (Lc 2.36,37).

Havia ali uma área denominada o “pátio das mulheres”.

Contudo, no Santo dos santos, elas nunca poderiam entrar.

Mas Jesus simplesmente ignorou essa atitude geral contrária à mulher, e deu início a uma era de total participação feminina, no seu reino, todas as pessoas têm acesso total a Deus.

ELE ENSINOU AS MULHERES

Ensinou verdades espirituais às mulheres.

Pois, no conceito de Cristo, o papel da mulher não era limitado apenas ao trabalho na cozinha e à tarefa de manter as crianças em silêncio.

Alguns de seus mais profundos ensinamentos foram transmitidos a elas.

Alguns foram dados em particular, como no caso da mulher à beira do poço (Jo 4), e do ensino sobre ressurreição dado a Marta e Maria (Jo 11).

Outros foram dados em público, em diversas ocasiões, para grupos mistos.

Ele rejeitou a ideia geral de que a mulher não era inteligente, ideia essa que levava os antigos a achar que ela não deveria ter direito à educação, exceto a relacionada com as tarefas domésticas.

E os discípulos de Jesus assumiram a mesma postura. Pois sabemos que uma das maiores reuniões de oração da igreja primitiva (At 1.14) foi assistida por crentes de ambos os sexos.

ENTROU EM SUAS CASAS

Essa atitude dele foi muito corajosa, e o expôs a duras críticas.

Mesmo hoje muitos homens evitam uma situação semelhante por temer que isso possa comprometer seu bom nome.

Jesus enfrentou o perigo de ser difamado, mas decidiu correr o risco.

Ao que parece, quando Marta o hospedou em sua casa juntamente com seus discípulos, ele não temeu as línguas ferinas, nem os boatos maldosos (Lc 10.38).

ELE CONVERSAVA COM MULHERES EM PÚBLICO

Cristo sentia total liberdade em conversar com mulheres em público, mas os discípulos não absorveram de imediato esse seu exemplo.

Na ocasião em que o encontraram conversando com uma mulher junto ao poço, mostraram- se bastante chocados (Jo 4.27).

Muitos rabis davam grande importância à tese de que uma mulher não poderia conversar com desconhecidos em público.

Se um homem de certa posição falasse com uma mulher em local onde pudessem ser vistos, isso era considerado um ato escandaloso.

Algumas das autoridades achavam que este gesto era motivo para divórcio imediato.

Na época dos festejos religiosos, as mulheres tinham que permanecer dentro de casa.

As solteiras teriam que ficar no interior da moradia; já as casadas poderiam chegar até à porta.

Os mais extremistas eram de opinião que na rua o homem não podia conversar nem com a própria esposa.

Só um indivíduo fora do juízo normal conversaria com desconhecidas.

E, portanto, aquele que se encontrasse com uma mulher a sós era um irresponsável.

Tais conceitos não eram impostos pela lei judaica; eram proposições dos líderes religiosos.

Contudo, como acontece ainda hoje, algumas opiniões pessoais haviam-se tornado mais importantes que a própria lei.

Entretanto ainda existiam alguns que sabiam pensar por si mesmos e não observavam essas tradições.

E a influência desses indivíduos mais liberais bem como da sociedade romana pesou bastante sobre a cultura judaica a ponto de produzir mudanças nela.

ELE PERMITIU QUE AS MULHERES TOCASSEM NELE

A melhor atitude que Jesus poderia tomar com vistas à sua segurança seria procurar evitar contatos com mulheres.

O fato de haver mulheres em seu grupo de seguidores já não era bom, e ainda por cima permitir que elas tocassem nele parecia grande imprudência de sua parte.

O beijo era uma prática comum na cultura judaica, e na igreja primitiva veio a ser uma importante forma de saudação.

De um modo geral supõe-se que os crentes só beijavam pessoas do mesmo sexo, mas existem evidências que dão a entender que houvesse essa prática também entre pessoas do sexo oposto.

Mas Jesus permitiu que uma mulher não apenas lavasse os pés dele, mas também os beijasse (Lc 7.38), no que provavelmente contrariou um padrão de conduta estabelecido.

AS PROSTITUTAS SE APROXIMARAM DELE

O ministério de Cristo era tão permeado de perdão e amor que até as detestadas e maltratadas prostitutas se sentiam atraídas por ele.

João Batista também conquistou a atenção delas, já que pregava arrependimento e perdão (Lc 3.3; Mt 21.32).

Jesus não aprovava a atividade dessas mulheres, mas ao que parece tinha pena delas.

Embora muitas meretrizes demonstrassem esperanças de recuperação, os fariseus achavam que elas não deveriam receber nenhum apoio (Mt 21.31,32).

Jesus preferia pregar a mulheres promiscuas, como é o caso da que conversou com ele junto ao poço de Samaria (Jo 4), do que a religiosos de coração impiedoso, endurecidos demais para dar ouvidos a Deus.

Não é de admirar, portanto, que as pessoas dessa classe desprezada se sentissem atraídas para o Messias.

OS DIREITOS DA MULHER NO DIVÓRCIO NOS TEMPOS BÍBLICOS

O VALOR DA MULHER NOS TEMPOS BÍBLICOS

Nos tempos bíblicos, a mulher não tinha nenhum valor na questão do divórcio, ou seja, ela não possuía os mesmos direitos que o homem.

A VISÃO ACERCA DO DIVÓRCIO

Nos dias de Cristo, a visão que, via de regra, os homens tinham das mulheres, levavam-nos a tratá-las quase como um objeto de sua propriedade.

O maior defensor dessa posição era um teólogo de nome Hillel.

Ele afirmava que o homem podia divorciar-se de sua esposa a qualquer momento, sem ter que citar um motivo.

Tão logo a deixasse de amar, poderia mandá-la embora.

Essa postura extrema era baseada numa interpretação pessoal de Deuteronômio 24.1 com uma leitura comparativa de Êxodo 20.17, que sugeria que a mulher do próximo devia ser vista como um boi.

A escola filosófica de Hillel consideravam que elas eram meras propriedades do homem.

Até mesmo alguns mais esclarecidos aceitavam prontamente esse conceito como se ele fosse uma revelação divina.

FATORES QUE EVITAVAM O DIVÓRCIO

Mas apesar de a ideia ser largamente aceita, o que poderia ter favorecido um desregramento em termos de casos de divórcio, isso não aconteceu.

Vários fatores contribuíram nesse sentido.

Primeiro, os casais não desejavam divorciar-se porque estavam ligados pelo amor e devoção, e não pela lei matrimonial.

Em segundo lugar, em muitos casos, se um homem se divorciasse de sua esposa, teria que devolver o valioso dote que recebera ao casar-se.

E, em terceiro lugar, aqueles que se divorciavam com muita facilidade não eram bem vistos.

JESUS DEFENDEU A MULHER NOS TEMPOS BÍBLICOS

Jesus contestou de forma clara e direta esses conceitos populares e defendeu a dignidade da mulher (Mt 19.9).

Os homens não poderiam divorciar-se da esposa, a não ser em caso de adultério.

Se um homem se divorciasse sem uma causa justa e se casasse de novo, estaria cometendo adultério.

Essa colocação de Jesus deve ter sido muito bem aceita pelas mulheres que viviam num contexto social tão contrário a elas.

Era um posicionamento claro acerca de uma questão bastante delicada.

É possível que o fato de tantas mulheres se mostrarem predispostas a ouvi-lo e segui-lo se devesse em parte a essa postura dele.

OS UTENSÍLIOS USADOS PELA MULHER NOS TEMPOS BÍBLICOS

Não devemos supor que durante todo o decorrer da história israelita, as mulheres usassem muitos véus.

Influenciados pela imagem que temos da mulher árabe hoje, nossa tendência é pensar que as antigas judias vivessem envoltas em véus.

Em certas situações elas de fato usaram véus, mas a Bíblia cita poucos casos.

Rebeca, por exemplo, encobriu parte do rosto com um véu quando avistou Isaque pela primeira vez (Gn 24.65).

E o mais provável é que o tenha feito com o próprio xale. Antes, porém, seu rosto estava exposto.

Podemos afirmar que o véu era parte do vestuário delas.

Podemos deduzir também que Paulo queria que as mulheres colocassem alguma coisa na cabeça quando estivessem adorando a Deus (1 Co 11.5).

Fora isso, é pouco mencionado.

A MULHER NA IGREJA PRIMITIVA

O apóstolo Paulo também faz uma declaração muito forte no sentido de que as mulheres não sejam encaradas como mera propriedade do homem.

Ele afirmava categoricamente que o marido deve agradar à esposa, e não apenas esta agradar ao marido (1 Co 7.1-7).

Afirma também que o marido tem que amar a esposa assim como Cristo amou a igreja (Ef 5.25).

O apóstolo Pedro diz aos homens que eles tinham que tratar a esposa com dignidade, e que se não o fizessem suas orações não seriam atendidas (1 Pe 3.7).

Nos primórdios do cristianismo, as mulheres tiveram um papel relevante naquelas primeiras igrejas.

Embora a maioria da liderança oficial fosse constituída de homens, a igreja de modo geral contava com inúmeras mulheres.

Lídia é um exemplo das muitas senhoras que aceitaram a mensagem do evangelho prontamente (At 16.14,40).

Priscila foi outra que teve uma função importante, já que instruiu Apolo, um poderoso pregador (At 18.24).

Muitas mulheres participaram no ministério de Jesus Cristo, como mostra o fato de Paulo haver elogiado oito delas em suas saudações, no último capítulo de Romanos.

Muitas atuavam como diaconisas; as quatro filhas de Felipe eram profetisas (At 21.9).

Não temos informação sobre o conteúdo de suas profecias, mas certamente eram mensagens de Deus.

É claro que ainda encontramos no Novo Testamento alguns pontos em dúvida com relação ao papel da mulher.

Paulo mesmo, em sua carta aos coríntios (1 Co 14.33-36), ensina que elas devem ficar caladas na igreja.

Além disso, proibiu-as de assumir posições de autoridade sobre os homens ou de ensinar a eles (1 Tm 2.11,12).

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