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Quem eram os Fariseus? E quais eram suas doutrinas?

Os Fariseus eram particularmente hostis às ideias de Ressurreição, anjos, demônios e quejandos e cuidavam, sobretudo, de zelar pelas tradições e pela letra da “Lei”. Foram ferrenhos adversários de Jesus, o Messias e de seus seguidores, cabendo a eles, principalmente, a culpa pela crucificação do Nazareno.

ORIGEM DOS FARISEUS

Partido religioso judaico, cujos membros se dedicavam ao estudo e observância da Lei mosaica e suas tradições, especialmente o sábado, a pureza ritual e os dízimos.

Os precursores dos fariseus são os assideus do tempo dos Macabeus.

Sob João Hircano I começaram a fazer oposição à sua política filo helenística e por ter usurpado o sumo sacerdócio.

CARACTERÍSTICAS DOS FARISEUS

Os fariseus, embora defensores da teocracia, politicamente eram moderados frente ao domínio romano, se comparados à ferrenha oposição dos zelotes e ao apoio dado pelos saduceus.

Comparados a estes últimos, os fariseus eram progressistas quanto às crenças religiosas: criam na existência dos anjos, na ressurreição e na imortalidade (Mt 22.23-33; At 23.6-10).

Entre o povo gozavam de grande prestígio e liderança. Jesus condenava não a doutrina (Mt 23.3) mas a hipocrisia e soberba dos fariseus (Mt 23.13-36) que os levava a desprezar a massa “ignorante” (Lc 18.9-14).

OS FARISEUS E JESUS

Os saduceus se confrontaram com Jesus na questão do pragmatismo.

Os fariseus se opuseram a ele por causa da maneira como interpretava a lei, e da sua afirmação de que era Deus.

Eles não podiam tolerar o fato de ele se apegar mais ao espírito da lei, do que à sua forma.

E Jesus, por sua vez, não aceitava o modo de eles interpretá-la em todas as suas minúcias e detalhes.

O âmago dessa divergência era a visão que cada lado tinha de Deus. Os fariseus o viam como um Ser vingativo, que se irava com facilidade.

Jesus o via como um Pai Amoroso e compassivo. As duas ideias não poderiam harmonizar-se.

A POPULARIDADE DOS FARISEUS

Os fariseus constituíam um partido ou associação, com cerca de seis mil membros.

Mas tinham muito poder, que lhes advinha do fato de receberem o apoio do povo.

Embora a maioria da população não pertencesse ao grupo, muitos simpatizavam com seus ideais.

SEUS PONTOS POSITIVOS

os ensinos dos fariseus

Durante os incontáveis anos em que a nação israelita sofreu derrotas e exílios, a postura dos fariseus foi de grande vantagem para ela.

Antes mesmo de constituírem oficialmente um grupo, foi sua rigorosa interpretação de lei que manteve a nação coesa.

Eles eram mais nacionalistas do que os saduceus, e se mostravam prontos a desafiar as forças estrangeiras.

Aceitavam todo o Velho Testamento como sendo a Palavra de Deus, e não apenas os livros de Moisés.

Na ocasião em que a nação começava a perder sua identidade, foram homens de mentalidade farisaica que tiveram a iniciativa de fundar escolas para a formação dos jovens, evitando que o povo apostatasse, seguindo as crenças gentis.

Além disso, eles se empenhavam no proselitismo, pois converteram muitos gentios ao judaísmo.

Mas Jesus não se impressionou muito com esse espírito missionário deles (Mt 23.15).

Para eles o dízimo era tão importante que meticulosamente faziam a entrega de dez por cento de tudo, até dos menores pertences (Mt 23.23).

Contudo deixavam de exercitar as virtudes que realmente importavam para Deus: justiça, misericórdia e fé.

Também eles aguardavam com entusiasmo a vinda do Messias.

Mas infelizmente estavam tão firmes em suas ideias preconcebidas a respeito dele que, quando ele veio, não o reconheceram.

Entretanto, apesar de todos os seus esforços para manter a perfeição nas práticas do judaísmo, não são retratados de modo muito favorável no Novo Testamento, principalmente nos evangelhos.

O FARISEU PAULO

Esse famoso apóstolo ilustra de forma perfeita os pontos positivos e negativos do farisaísmo.

Na seita, ele aprendera a cultivar um fervoroso amor a Deus.

Contudo um fanatismo decorrente desse fervor levou-o a perseguir o povo de Deus.

Depois que ele se converteu fez uma análise de sua experiência como fariseu, e considerou-a válida.

Quando se achava perante o sinédrio, declarou em alto e bom som, e não sem certo orgulho, que pertencia ao conceituado grupo dos fariseus (At 23.6).

OS ENSINOS DOS FARISEUS

Considerando-se os protetores da lei de Deus os fariseus achavam que tinham a responsabilidade de definir os limites dentro dos quais os judeus deviam viver para estarem seguros diante de Deus.

E foi assim que a liderança do grupo procurou como que erguer cercas e deixar os fiéis encerrados dentro de um padrão de conduta que ela considerava biblicamente aceitável.

Um exemplo disso é o jejum.

A Bíblia determinava que se jejuasse uma vez por ano (Lv 23.27-29), mas já nos dias de Cristo eles estavam observando o jejum cerimonial duas vezes por semana (Mt 6.16-18).

E na tentativa, de superar as determinações do Velho Testamento, acabaram pervertendo a cerimônia da purificação.

Em vez de simplesmente lavarem as mãos antes de cada refeição, os fariseus queriam que se executasse um verdadeiro ritual.

Haviam especificado a quantidade certa de água a ser usada, e prescreviam que eles deviam molhar até os punhos senão a lavagem não estaria correta.

Mas Jesus não se submeteu a essa regra e eles ficaram irritadíssimos com ele (Mc 7.5).

Estavam sempre querendo aprimorar as leis de Deus.

Achavam que obedecer a Deus consistia principalmente em observar todos os detalhes dela, e não em amar.

Mas nem todos os fariseus se enquadravam dentro desses moldes.

Havia alguns que protestavam veementemente contra essas práticas tacanhas, e se recusavam a guardar aquele grande número de regrinhas.

Mas, ao que parece, a maioria dos que se defrontaram com Jesus não era desse tipo.

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