Quem foi Jotão em juízes: Lições e Significado de sua parábola

A leitura da Bíblia é essencial para que o cristão entenda porque é necessário se manter em vigilância e preservar os mandamentos de Deus. Neste estudo, vamos conversar sobre quem foi Jotão no livro de Juízes.

O que fez o único sobrevivente do massacre que seu irmão ambicioso pelo reino, cometeu apenas para se tornar rei. A história de Israel nos ensina as consequências de não obedecer às ordenanças divinas.

Vamos conhecer quem foi Jotão no livro dos Juízes, seu contexto histórico e o significado da parábola que ele contou.

Quem foi Jotão no livro dos juízes?

Este foi um personagem bíblico que aparece no Livro dos Juízes, no Antigo Testamento da Bíblia. Ele era filho de Gideão (ou Jerubaal), um juiz de Israel, a Bíblia diz que ele era o filho mais novo. (Jz 9:5)

O contexto histórico em que ele viveu foi caracterizado por um ciclo repetitivo de apostásia do povo de Israel, seguido por opressão de nações vizinhas e, posteriormente, libertação por meio de juízes enviados por Deus. 

A sua principal contribuição no Livro dos Juízes é a sua parábola encontrada em Juízes 9:7-21. 

Jotão a contou para o povo de Siquém quando Abimeleque, seu meio-irmão, ambicionou se tornar rei de Israel após a morte de seu pai. 

Se trata de uma alegoria na qual árvores representam figuras políticas e a escolha do espinheiro como rei resulta em desastre.

No entanto, ela serve como um alerta e uma crítica aos líderes ambiciosos e corruptos. 

Além disso, enfatiza os princípios de justiça e honestidade, ressaltando as consequências negativas que podem resultar quando pessoas inadequadas ocupam posições de poder.

Explicação da parábola de Jotão

Wiersbe explica que “Jotão descreveu as árvores em busca de um rei. Abordaram primeiro a oliveira com seu óleo valioso, depois a figueira com seus frutos doces, e também a vinha com seus cachos de uvas para fazer vinho. No entanto, todas recusaram a honra, pois cada uma delas teria que sacrificar algo para reinar, o que não estavam dispostas a fazer.

O que restou foi o espinheiro, um arbusto cheio de espinhos e considerado uma praga na terra, útil apenas como lenha. O espinheiro simbolizava o novo rei, Abimeleque.

A ideia de o espinheiro convidar as outras árvores a confiarem em sua sombra era, no mínimo, cômica! No verão, incêndios frequentemente ocorriam entre os espinheiros, ameaçando as outras árvores.

O argumento de Jotão era claro: Abimeleque, o “rei-espinheiro”, não protegeria seu povo, mas traria julgamento sobre a nação e destruiria aqueles que confiassem nele. Os homens de Siquém deveriam envergonhar-se por terem rejeitado a casa de Gideão e honrado um oportunista desprezível como Abimeleque. Mais cedo ou mais tarde, o novo rei e seus seguidores acabariam se destruindo.

Abimeleque considerava-se uma árvore majestosa de grande valor, mas Jotão declarou que ele não passava de uma erva daninha imprestável, um golpe contra o orgulho do novo rei!

Quando escolheram Abimeleque como seu rei, os homens de Siquém não obtiveram o azeite de oliva da oliveira, que ser usado para tantas coisas, nem fizeram pães saborosos ou vinho que alegra o coração; só o que conseguiram foi um monte de espinhos, que serviam apenas para ser queimados.

Na verdade, era de Deus que Abimeleque estava tentando usurpar o reino (Jz 9:23), e o Senhor permitiu que ele fosse novamente bem-sucedido.

Mas Deus ainda estava assentado no trono e providenciaria para que os propósitos humanos egoístas fossem frustrados.”

Quais são as principais lições que podemos tirar da história de Jotão da sua parábola?

Antes de tudo, vamos lembrar que Gideão e sua família pertenciam à tribo de Benjamim. Apesar de esse período ainda o povo não ter um rei, pois quem governava eram os Juízes.

Notamos que os cidadãos de Siquém estavam dispostos a coroar alguém para governar Israel.

Cuidado com a ambição desmedida: Em primeiro lugar, esta história é um forte alerta para o perigo da ambição descontrolada e dos líderes que buscam o poder apenas para benefício próprio.

Aceitar as ordenanças de Deus: Alguns líderes de Siquém estavam totalmente corrompidos e o seu meio-irmão Abimeleque, encontrou apoio deles para executar uma chacina e se tornar o único a governar no lugar de seu pai.

Neste tempo, quem governava o povo, eram os Juízes, essa tentativa de ter um rei, significava que os líderes já não buscavam a direção de Deus para conhecer a sua vontade.

O perigo de ter filhos com muitas mulheres: Os maiores problemas de Israel, vinha da briga por herança, coroação e status. As relações familiares eram complexas. 

Jerubaal, por exemplo, teve muitas mulheres e a Bíblia diz que ele teve setenta filhos. (Jz 8:30)

E teve Gideão setenta filhos, que procederam dele, porque tinha muitas mulheres.

Entre eles, estava o filho de uma concubina que morava em Siquém, por nome Abimeleque. (Jz 8:31)

E sua concubina, que estava em Siquém, lhe deu à luz também um filho; e pôs-lhe por nome Abimeleque.

E este, um pouco mais revoltado que todos os outros, executou seus irmãos para se tornar rei. Portanto, essa prática de ter muitas mulheres, gera muitos problemas familiares e relacionamentos rompidos.

A responsabilidade dos líderes

Estar na liderança, significa ser responsável por várias pessoas. O líder, seja na área pessoal, profissional ou religiosa, precisa atentar para:

  • As intenções de suas atitudes;
  • Observar sempre como estão as suas obras;
  • Ser um exemplo de pureza, consagração e humildade;
  • Estar em constante oração e vigilância.

Isso porque além de ser responsável pela própria vida, a sua posição de destaque o coloca como modelo a ser seguido pelos seus liderados.

Quando Jotão propôs a parábola no topo do monte Gerizim seu objetivo era manifestar uma crítica indireta à escolha do povo de eleger Abimeleque como rei.

Ele usou esse recurso para ilustrar a situação política e mostrar as consequências negativas que poderiam resultar da escolha de um líder inapropriado e ambicioso.

Dessa maneira, ele alertou o povo sobre os perigos de entregar o poder a alguém sem integridade e honestidade.

Portanto, Jotão propôs a parábola no contexto específico da disputa pelo trono de Israel e a tentativa de Abimeleque de se estabelecer como rei. Entender quem foi Jotão no livro de Juízes, nos coloca em contato com a necessidade da vigilância.

Josiane Silva

Olá, eu sou a Josiane Silva, mãe, avó e procuro servir a Deus. Amo estudar a bíblia para compreender o comportamento humano. Afinal podemos aprender muito com as histórias dos outros, não é mesmo? Como gosto muito de ler e de escrever, também trabalho como redatora freelancer.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo